Financiamento, aprovado pelo BNDES, contemplará a construção de três postos de abastecimento de biometano em Sumaré, Cubatão e Ribeirão Preto (SP)
A agenda ESG tem ganhado espaço estratégico nas empresas brasileiras, especialmente em setores intensivos em emissão de carbono. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 60% das indústrias brasileiras já praticam economia circular, refletindo uma mudança estrutural na forma como os negócios vêm sendo conduzidos no país. Nesse contexto, o transporte rodoviário de cargas, responsável por cerca de 65% da movimentação logística nacional, passa a ocupar papel central nas discussões sobre transição energética.
É nesse cenário que a TransJordano, operadora logística com atuação nacional, dá um passo relevante ao ter aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um financiamento de R$ 140 milhões para a implantação de um corredor verde no estado de São Paulo. O projeto contempla a aquisição de 100 caminhões movidos a biometano, a construção de três postos de abastecimento, em Sumaré, Cubatão e Ribeirão Preto, e a adoção de tecnologias que ampliam a autonomia operacional dos veículos.
Do total aprovado, R$ 98 milhões são provenientes do Fundo Clima e R$ 42 milhões do programa BNDES Máquinas e Serviços, reforçando o alinhamento da iniciativa com políticas públicas voltadas à redução de emissões e incentivo a soluções sustentáveis em larga escala.
Além de atender à operação da própria TransJordano, a infraestrutura de abastecimento será aberta a outras transportadoras, criando um ambiente favorável à expansão do uso de biocombustíveis no setor e contribuindo para a construção de uma cadeia logística mais limpa e integrada.
Para Joyce Bessa, diretora de gestão estratégica e pessoas da TransJordano[*], o projeto representa uma mudança de posicionamento do setor frente aos desafios contemporâneos. “Estamos diante de um movimento que exige visão de longo prazo, além claro da adaptação operacional. A transição energética no transporte não acontece de forma isolada, dependendo de investimento, estrutura e, principalmente, de uma mudança na forma como as empresas enxergam seu papel dentro da cadeia logística”, afirma.
A executiva destaca que iniciativas desse porte também contribuem para ampliar a competitividade das empresas brasileiras. “Quando falamos de sustentabilidade, estamos falando também de eficiência, inovação e acesso a novas oportunidades de negócio. Projetos como esse mostram que é possível alinhar crescimento com responsabilidade, sem dissociar resultado de impacto”, complementa.
O biometano, combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos, tem ganhado protagonismo como alternativa ao diesel, especialmente em operações de curta e média distância. A expectativa é que o uso desse tipo de energia contribua para a redução significativa de emissões de gases de efeito estufa, além de fortalecer a diversificação da matriz energética no transporte.
Com mais de duas décadas de atuação no transporte rodoviário de cargas sensíveis, a TransJordano passa a integrar um grupo ainda restrito de empresas que investem em soluções estruturadas de descarbonização, posicionando-se como agente ativo na transformação do setor e na construção de um modelo logístico mais sustentável no Brasil.
[*]Joyce Bessa é formada em administração de empresas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUC, pós-graduada em gestão em negócios pela Fundação Dom Cabral, e com MBA em gestão em finanças pelo IBMEC, Joyce Bessa atua há mais de 25 anos na TransJordano, empresa focada no transporte de cargas com sede em Paulínia-SP. Atualmente, a executiva atua como Diretora de estratégia e gestão na companhia. Com forte atuação no segmento de transporte rodoviário, Joyce também é vice-presidente extraordinária para a pauta ESG da NTC&Logística, além de embaixadora do curso de Formação para Mulheres no TRC, desenvolvido por meio de uma parceria da FABET e do SEST SENAT
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