sexta-feira, 8 de maio de 2026

AUTOMOTORES: PRODUÇÃO CRESCE 2,4% EM ABRIL E ACUMULA ALTA DE 5% NO ANO

Move Brasil 2 dá novo alento ao setor de pesados

Foto: Volvo | Divulgação

Com dois dias úteis a menos, abril não repetiu os bons números de março, mas foi um mês com indicadores positivos na comparação com o mesmo período do ano passado, o que mostra um mercado em recuperação contínua de volumes. O ponto de atenção no balanço mensal da Anfavea é que o volume de emplacamento de importados continua em alta, mesmo após a chegada de novos fabricantes ao país.

A produção de autoveículos foi de 225,8 mil unidades, alta de 2,4% sobre abril de 2025. No quadrimestre, o volume de 872,6 mil é 4,9% superior ao do mesmo período do ano passado. As exportações em queda impediram um melhor ritmo dos fabricantes nacionais.

No acumulado, as 142,4 mil unidades enviadas ao exterior significam um recuo de 16,9%. Embora os embarques de 43,2 mil em abril tenham sido 8,2% maiores que em março, houve queda de 11,7% em relação a abril de 2025. No ano passado o mercado argentino absorveu um volume surpreendente de produtos brasileiros, mas isso não vem se repetindo neste quadrimestre.

Em relação ao mercado interno, há motivos para celebração, mas com ressalvas. O volume total deste ano chegou a 873,5 mil autoveículos, com significativo aumento de 14,9% sobre os quatro primeiros meses do ano anterior. Só no mês passado foram 248,3 mil unidades, alta de 19% sobre abril/25.

Porém, a estratificação desse aumento mostra alguns sinais de alerta, como a alta de 12% nas vendas de produtos importados – 168,1 mil em quatro meses. “Esperava-se uma substituição da importação pela produção local à medida em que novos fabricantes começassem a atuar em território nacional, mas por enquanto isso ainda não ocorreu”, afirmou Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Os veículos eletrificados registraram recorde de participação em abril, com 18,3% de todos os emplacamentos, sendo 40% de origem nacional. Chama a atenção a curva ascendente de vendas de modelos 100% elétricos nos últimos quatro meses. No último mês foram 17,5 mil unidades, superando os 13,2 mil híbridos plug-in e os 12,7 mil híbridos sem tomada de carregamento.

Move Brasil 2 dá novo alento ao setor de pesados

O encerramento da primeira fase do Move Brasil foi celebrado pela agilidade na distribuição dos recursos que facilitaram o crédito para aquisição de caminhões novos e seminovos – com juros ainda menores para quem entregou modelos antigos para reciclagem. O programa teve o mérito de reduzir a queda de vendas, que estava na casa de 31,5% em janeiro, para 17,2% no quadrimestre.

“Esperamos eliminar esse gap e voltar aos volumes normais de emplacamento com o Move Brasil 2, que vai disponibilizar R$ 21,2 bilhões para financiamento de caminhões, sobretudo para autônomos, e para aquisição de ônibus e implementos rodoviários mais modernos”, explicou Igor Calvet. 

Anfavea - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores

STELLANTIS E LEAPMOTOR ANUNCIAM INTENÇÃO DE LEVAR SUA PARCERIA ESTRATÉGICA A UM NOVO PATAMAR

A Stellantis N.V. (“Stellantis”) anunciou nesta sexta-feira (8), em conjunto com a Zhejiang Leapmotor Technology Co., Ltd. (“Leapmotor”), que está avaliando a expansão de sua parceria estratégica por meio de uma série de iniciativas destinadas a ampliar o sucesso inicial da colaboração entre as empresas

Em outubro de 2023, a Stellantis tornou-se a maior acionista da Leapmotor, ao adquirir aproximadamente 21% de participação na companhia. Ao mesmo tempo, foi criada a Leapmotor International (LPMI), uma joint venture com 51% de participação da Stellantis e 49% da Leapmotor, com direitos exclusivos de exportação, comercialização e produção de veículos da marca Leapmotor fora da Grande China.

Nos últimos 18 meses, a LPMI apresentou uma trajetória positiva na Europa. Desde o lançamento dos modelos T03 e C10, em 2024, a operação expandiu sua presença para mais de 850 pontos de venda e serviço, com mais de 40 mil unidades comercializadas na região em 2025.

Em 2025, a LPMI também ampliou suas operações para América do Sul, Ásia-Pacífico e Oriente Médio e África, além de lançar a marca no México em abril de 2026.

Agora, Stellantis e Leapmotor pretendem aprofundar e ampliar sua cooperação, com as seguintes iniciativas:

  • Em primeiro lugar, para ampliar significativamente a produção da planta de Figueruelas, em Zaragoza, na Espanha, avaliam a instalação de uma nova linha para a fabricação do novo C-SUV elétrico da Opel, com cronograma ainda em análise, incluindo possível início de produção em 2028. A unidade já produz atualmente os modelos Peugeot 208 e Lancia Ypsilon. A Leapmotor também avalia iniciar a produção de seu modelo C-SUV B10 na planta, potencialmente a partir de 2026.
  • Como parte da estratégia da Stellantis para impulsionar o crescimento do mercado europeu de veículos elétricos, o novo C-SUV da Opel em avaliação para produção em Figueruelas — unidade histórica da marca, onde mais de 10 milhões de unidades do Corsa foram produzidas desde 1982 — poderá se beneficiar de componentes altamente competitivos fornecidos pela LPMI, ampliando significativamente a acessibilidade para os consumidores europeus.
  • Em segundo lugar, a Stellantis e Leapmotor também avaliam ampliar a cooperação na área de compras por meio da LPMI, aproveitando sua escala e complementaridade. O objetivo é aumentar a competitividade de preços com base no ecossistema chinês de veículos de nova energia, ao mesmo tempo em que se utilizam as capacidades da cadeia de suprimentos europeia para fortalecer a resiliência e acelerar o tempo de lançamento de novos modelos.
  • Por fim, está em avaliação a alocação de um novo veículo da Leapmotor à planta de Villaverde, em Madri, com possível início a partir do primeiro semestre de 2028, o que contribuiria para reforçar o futuro da unidade, especialmente diante do término previsto da produção do Citroën C4 no local. Paralelamente, está em discussão a possível transferência da propriedade da planta para a subsidiária espanhola da LPMI.  A produção em Villaverde deverá seguir os requisitos do programa “Made in Europe”, e os veículos serão comercializados pela LPMI nos mercados europeu e do Oriente Médio e África.

“Este plano de expansão da nossa parceria com a Leapmotor, uma empresa confiável e uma das fabricantes de veículos de nova energia que mais crescem e se destacam globalmente, representa um ganho mútuo. A iniciativa deverá apoiar a produção e avançar na localização industrial na Europa, com a fabricação de veículos elétricos de alta qualidade e preços acessíveis, alinhados às necessidades reais dos clientes. Este anúncio reforça nossa intenção de aprofundar a parceria e avançar rumo a colaborações ainda mais amplas no futuro”, afirmou Antonio Filosa, CEO da Stellantis.

“As tecnologias avançadas da Leapmotor, combinadas com a presença global da Stellantis, sua forte atuação regional e suas marcas reconhecidas, têm o potencial de tornar essa parceria ainda mais robusta. A Leapmotor International já demonstrou rapidamente seus benefícios para ambas as empresas e, em menos de três anos, permitiu o lançamento da marca em cinco continentes, ampliando de forma significativa nossa presença e reputação internacional”, disse Zhu Jiangming, fundador e CEO da Leapmotor.

As partes seguem avançando em estudos de viabilidade e atividades preliminares dentro dos acordos existentes, ao mesmo tempo em que mantêm discussões sobre uma possível ampliação da cooperação industrial, sujeita à assinatura de acordos definitivos e às aprovações regulatórias necessárias.

Stellantis

A FENDT APRESENTA AO MERCADO BRASILEIRO O INOVADOR KIT RETROFIT OUTRUN, DA PTX TRIMBLE

Com tecnologia embarcada nos tratores da linha Vario, o kit retrofit OutRun da PTx Trimble permite uma colheita até 60% mais rápida em frotas existentes

OutRun oferece aos produtores a flexibilidade de alocar
mão de obra onde for necessário

A Fendt, fabricante alemã de maquinário agrícola do grupo AGCO, apresenta ao mercado brasileiro o inovador kit retrofit OutRun, da PTx Trimble. O equipamento permite que produtores transformem suas frotas atuais em sistemas inteligentes assistidos capazes de operar sem condutor na cabine, sob supervisão humana, priorizando a precisão agronômica e a rentabilidade.

“A tecnologia não é mais apenas uma vitrine para o agronegócio; ela é a fundação da rentabilidade e da competitividade do produtor brasileiro. Quando falamos em inteligência para o maquinário, o foco é garantir que as operações sejam executadas conforme o planejado. Nesse sentido, a tecnologia do OutRun será importante para o produtor porque ele terá mais eficiência, menores custos e melhor gestão da operação no campo”, ressalta Fabio Dotto, diretor de Marketing de Produto da Fendt.

Apresentado globalmente com destaque na Agritechnica, na Alemanha, e consolidado no Commodity Classic 2026, no Texas (EUA), o OutRun desembarca no Brasil para demonstração instalado nos tratores Fendt 936 Vario e 942 Vario. O equipamento tem como objetivo principal garantir que as operações de campo sejam executadas exatamente como planejadas, melhorando a pontualidade das tarefas e otimizando o uso de recursos.

“O OutRun não é apenas um ‘piloto automático avançado’. Ele oferece aos produtores a flexibilidade de alocar mão de obra onde for necessário, além de colher até 60% mais rápido com um trator operando de forma autônoma em apoio à carreta graneleira. Isso porque o trator é capaz de trabalhar 24 horas por dia, sem desviar um centímetro do que foi traçado”, destaca Giancarlo Fasolin, gerente sênior de Marketing Estratégico PTx América do Sul.

Precisão sob pressão e frota existente

Para entender o impacto do OutRun, imagine a colheita, momento em que a pressão é maior. O sistema permite que o trator opere de forma autônoma, sob supervisão humana, com a carreta graneleira acompanhando a colheitadeira, pois o trator atua como um espelho ao entender onde a colheitadeira está e se posiciona perfeitamente para receber o grão, sem risco de batida ou desperdício.

Além disso, o agricultor não precisa comprar uma frota nova para ter essa realidade. O OutRun é um sistema de retrofit e é instalado nas máquinas que já operam no campo, fornecendo inteligência e tecnologia ao maquinário existente.

Por que isso muda o cenário para o produtor brasileiro?

Menos erro, mais rentabilidade: Por se tratar de um sistema de automação assistida aplicado a máquinas agrícolas, ele evita que o trator sobreponha passadas e não gasta combustível sem necessidade. É a eficiência máxima do diesel ao insumo.

Mão de obra estratégica: Em vez de deixar um funcionário focado apenas em guiar a carreta graneleira por horas a fio, o produtor pode deslocar essa pessoa para funções mais complexas e estratégicas na gestão da fazenda.

Pontualidade: Se a chuva está vindo, o OutRun permite que a operação continue com o mesmo rigor técnico, garantindo que a semente ou o grão saiam do campo na hora certa.

“O OutRun está em validação para todo o Brasil, é a autonomia construída em torno da agronomia. Não queremos apenas que o trator ande sozinho, operando exclusivamente dentro de um ambiente privado e controlado, como as propriedades rurais. Nosso objetivo é permitir ao agricultor realizar a colheita no período ideal, garantindo o máximo de produtividade”, finaliza Fasolin.

Fendt é a marca líder em alta tecnologia no Grupo AGCO para clientes com as mais altas exigências de qualidade de máquinas e serviços. A Fendt oferece soluções para o preparo do solo, plantio, pulverização e colheita, todas estas soluções operam globalmente em fazendas profissionais, bem como em aplicações não agrícolas. Os clientes se beneficiam da tecnologia inovadora para aumentar o desempenho, a eficiência e a economia. O uso de tecnologias Fendt economizam recursos e ajudam os agricultores e empreiteiros a trabalharem de forma sustentável em todo o mundo. Em suas instalações alemãs em Marktoberdorf, Asbach-Bäumenheim, Hohenmölsen, Feucht, Waldstetten e Wolfenbüttel, a Fendt emprega mais de 6.600 pessoas em pesquisa e desenvolvimento, vendas e marketing, bem como em produção, serviço e administração. 

PTx Criada em 2024, a PTx é uma marca global de soluções de agricultura de precisão. O portfólio PTx, com produtos Precision Planting e PTx Trimble, entrega soluções agrícolas de precisão totalmente compatíveis com todas as marcas do mercado e abrangem as necessidades dos agricultores em todo o ciclo da cultura - conectando, controlando, orientando e gerenciando dados. As soluções PTx de retrofit e de fábrica apoiam o agricultor a tornar seu negócio mais rentável, são plataformas que se comunicam entre si e contribuem no aumento de produtividade, redução de custos e potencialização de recursos. Clique aqui para mais informações

Fendt
AGCO
FSB Comunicação

MERCEDES-BENZ CAMINHÕES E ÔNIBUS ARGENTINA INAUGURA CENTRO INDUSTRIAL DE ZÁRATE

Subsidiária da Daimler Truck conclui seu ciclo de investimentos de US$ 110 milhões, reforçando seu compromisso de longo prazo com o país e a região

Centro Industrial de Zárate

A Mercedes Benz Caminhões e Ônibus Argentina celebrou a inauguração oficial de seu novo Centro Industrial de Zárate, o marco mais significativo desde a sua criação como subsidiária da Daimler Truck naquele país. A nova planta — resultado de um ciclo de investimentos de US$ 110 milhões — é o primeiro projeto greenfield do setor automotivo argentino nos últimos 15 anos.

Esse marco ocorre em um ano de celebrações globais que incluem os 130 anos da invenção do caminhão pela Daimler Truck, os 80 anos do modelo Unimog e os 75 anos da presença da Mercedes Benz na Argentina — país da primeira fábrica da marca fora da Alemanha.

O evento reuniu mais de 800 convidados, entre executivos globais e locais da companhia, autoridades governamentais, concessionários, imprensa e colaboradores. A presença de Achim Puchert, CEO da Mercedes Benz Trucks, e de Till Oberwörder, CEO da Daimler Buses, destacou o papel estratégico do centro como polo especializado de montagem para ambos os segmentos de negócios. Ao lado de Denis Güven, CEO da Mercedes-Benz do Brasil e América Latina, os executivos reafirmaram a relevância da Argentina no mapa global do Grupo, possibilitando maior integração à rede global de produção e vendas da Daimler Truck.

“A inauguração da nossa nova planta em Zárate marca um importante novo capítulo para a Mercedes Benz Trucks na Argentina. Com base em 75 anos de tradição industrial, esta instalação de última geração nos permite, pela primeira vez, ter foco 100% em caminhões e ônibus no país e fortalece nosso papel na rede global de produção da Daimler Truck. Esse passo reforça nosso compromisso de longo prazo com a Argentina, nossos colaboradores e, naturalmente, nossos clientes”, diz Achim Puchert, CEO da Mercedes Benz Trucks.

Eficiência, logística, inovação e talentos

O Centro Industrial de Zárate é impulsionado por talentos altamente qualificados e integra uma cadeia de valor composta por cerca de 500 colaboradores diretos e mais de 2.000 indiretos. Isso inclui a rede de concessionários e oficinas oficiais, com 45 pontos de atendimento distribuídos pelo país, garantindo ampla cobertura, agilidade e qualidade — assegurando que os clientes tenham sempre acesso a serviços e peças genuínas com a confiabilidade da marca.

O desenvolvimento dessa operação contribui para a atração de fornecedores, com potencial para ampliar a integração de componentes locais, fortalecer a cadeia de suprimentos e apoiar o crescimento sustentável. Estrategicamente localizada próxima ao porto, no quilômetro 90 da Rodovia Nacional 9, a planta oferece maior eficiência em custos, tempo e logística. Seu projeto flexível e capacidade escalável a tornam adequada para o crescimento industrial futuro e pronta para incorporar novos modelos e tecnologias alinhados às necessidades regionais de transporte.

Ecossistema produtivos, serviços integrados e liderança regional

Construído em um terreno de 20 hectares, o novo Centro Industrial de Zárate abriga inicialmente a montagem dos caminhões Atego e Accelo, além dos chassis de ônibus OH e OF. No local também opera a primeira e única planta REMAN do país — um serviço de pós vendas que permite a remanufatura de componentes de caminhões e ônibus com a mesma qualidade e garantia de uma peça nova, porém com custo reduzido e menor impacto ambiental. Com um portfólio que inclui caixas de câmbio, motores e cabeçotes, mais de 9.600 peças já foram entregues até o momento.

O complexo também inclui o Centro Logístico de Peças e Componentes, inaugurado em dezembro de 2024, que se destaca pela eficiência na distribuição nacional, incluindo entregas imediatas em 24 a 48 horas.

Com a inauguração dessas instalações, a Mercedes Benz Caminhões e Ônibus — líder de mercado em 2025 na Argentina, com 33,4% de participação em caminhões e 61,3% em ônibus — inicia uma nova etapa focada na excelência, fortalecendo seu perfil exportador por meio da entrada em novos mercados e do crescimento sustentável. Isso posiciona Zárate como um polo industrial de longo prazo para a região e reafirma o propósito da empresa de apoiar todos aqueles que mantêm o mundo em movimento.

Mercedes-Benz do Brasil

MASSEY FERGUSON APRESENTA MOTOR A ETANOL COM FOCO NA REDUÇÃO DE CUSTOS E DESCARBONIZAÇÃO

Tecnologia 100% brasileira garante performance semelhante à do diesel, com potência inédita no segmento, unindo viabilidade operacional e sustentabilidade no campo

A Massey Ferguson, referência no mercado brasileiro, apresenta seu primeiro motor AGO Power movido a etanol. O projeto é um passo importante que reforça o compromisso da marca no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o agronegócio.

“O aumento do preço do diesel impacta diretamente o custo de produção no campo. Os novos motores movidos a etanol surgem para atender a uma forte demanda do mercado por soluções que apoiem na redução de custos e de emissões de gases poluentes. É uma solução extremamente vantajosa para agricultores que já têm o plantio de milho ou cana-de-açúcar, por exemplo, e podem gerar o próprio etanol na fazenda, criando um ciclo de energia autossuficiente", afirma Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da Massey Ferguson.

Concebido integralmente pela engenharia brasileira, o projeto é resultado de três anos de desenvolvimento, desde a concepção até a validação. A solução foi amplamente testada em culturas de cana-de-açúcar e grãos por uma equipe de engenharia em parceria com usinas, produtores rurais e concessionários.

“O motor AGCO Power a etanol foi concebido desde o início como um motor agrícola, preparado para as severas condições de trabalho no campo. Já ultrapassamos 10.000 horas de testes práticos, desenvolvendo sistemas de ignição e injeção exclusivos para o etanol. Esse nível de maturidade técnica garante a mesma curva de torque e durabilidade dos componentes do diesel, entregando uma máquina mais silenciosa e eficiente”, destaca Fabricio Natal, Vice-presidente de Engenharia América Latina & APA.

Do ponto de vista técnico, o motor garante performance semelhante ao diesel e atende à potência entre de 200cv a 300cv para combustíveis alternativos. O desenvolvimento priorizou a viabilidade quanto à autonomia e redução do custo operacional, mantendo a mesma curva de torque e potência sem perda de capacidade de tração ou produtividade.

O motor também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, com potencial de diminuição de até 90% de CO₂ equivalente. Inserido em um ciclo de carbono renovável, o etanol se consolida como uma alternativa estratégica para a descarbonização, além de possibilitar novas oportunidades de receita ao produtor, como a geração de créditos de carbono.

A expectativa é que a tecnologia chegue ao mercado em 2028, como a evolução do trator MF 7700, integrando a futura plataforma polivalente de tratores da marca. “O trator movido a etanol representa um marco no nosso portfólio, unindo a performance já conhecida pelo produtor à viabilidade econômica e ambiental dos biocombustíveis. Nosso foco é a mesma capacidade de tração do diesel, mas com redução direta do custo operacional e maior autonomia energética na fazenda”, afirma Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da Massey Ferguson.

A Massey Ferguson, marca pertencente ao grupo AGCO, acumulou mais de 175 anos de experiência global na produção para a indústria agrícola. É a maior exportadora de máquinas agrícolas da América Latina e referência no mercado brasileiro há seis décadas. Os tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, pulverizadores, enfardadoras e produtos e serviços de agricultura de precisão Massey Ferguson são comercializados para mais de 80 países, principalmente África do Sul, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bolívia, Chile e Paraguai. As fábricas na América do Sul ficam localizadas no Brasil – em Canoas/RS (tratores), Santa Rosa/RS (colheitadeiras), Ibirubá/RS (plantadeiras e implementos), Mogi das Cruzes/SP (tratores, motores, pulverizadores e laboratório de controle de emissões) e também na Argentina, General Rodriguez/BUE (tratores, colheitadeiras e motores). Possui uma extensa e estabelecida rede de concessionárias no Brasil, com mais de 200 lojas. Clique aqui e saiba mais

Massey Ferguson
AGCO
FSB Comunicação

quinta-feira, 7 de maio de 2026

VOLVO FECHA SUA PRIMEIRA VENDA DE ÔNIBUS PELO PROGRAMA PRÓ-TRANSPORTE

A Araucária Transporte Coletivo é a primeira empresa a adquirir chassis Volvo por meio desta linha de financiamento do governo federal, com juros de apenas 9% ao ano

Esse primeiro contrato contempla nove ônibus Volvo B320R, que vão operar em
linhas metropolitanas que conectam o município de Araucária (PR) à capital, Curitiba

O Pró-Transporte é um programa destinado a projetos de modernização e melhoria da mobilidade nas cidades. “Por conta disso é uma linha que contempla também a aquisição de ônibus urbanos novos, que trazem mais qualidade e segurança nos deslocamentos”, assegura Ricardo Seixas, diretor comercial de ônibus da Volvo. Desde o início do ano, a marca está habilitada a oferecer essa modalidade de financiamento, por meio da Volvo Financial Services, divisão financeira do Grupo Volvo. Os recursos vêm do FGTS e são concedidos pela Caixa Econômica Federal por meio de agentes financeiros repassadores, neste caso, o Banco Volvo.

“O acesso a uma linha de financiamento com juros mais acessíveis foi fundamental para viabilizar a compra, especialmente em um cenário de crédito caro como o atual. Vamos ter uma frota renovada e moderna, garantindo mais conforto para os passageiros”, explica Edson Vasconcelos, diretor da Araucária Transporte Coletivo. A venda dos chassis foi feita pela Nórdica, rede de concessionárias Volvo com atuação na capital e em parte do interior do Paraná.

Linhas metropolitanas

Os novos ônibus operarão nas linhas metropolitanas H2 (Araucária/Capão Raso) e H20 (Angélica/Capão Raso), ampliando a capacidade e conforto para os usuários do sistema. Os veículos do tipo Ligeirinho (LD), na cor cinza, terão capacidade total para 110 passageiros, com 26 assentos, dois espaços para cadeirantes, ar-condicionado e quatro portas com rampas de acessibilidade.

“A Araucária é um parceiro histórico da marca. Esta nova aquisição demonstra a confiança na qualidade, eficiência e robustez dos nossos chassis, além da nossa capacidade de oferecer soluções completas, incluindo financiamentos especiais como esse”, afirma Ricardo Seixas, diretor comercial de ônibus da Volvo.

Algumas das principais características dos produtos da Volvo, como qualidade e baixo consumo de combustível, foram importantes para a operadora. “Além do acesso ao financiamento, também levamos em consideração a alta disponibilidade e o desempenho dos ônibus Volvo, bem como a longa parceria que temos com a montadora”, assegura Vasconcelos. A Araucária Transporte Coletivo tem frota total 78 veículos, sendo 38 Volvo, o que representa praticamente 50% de toda a operação.

Tradição no transporte

Fundada em 1932, a Araucária tem tradição no transporte de passageiros na região metropolitana de Curitiba. A empresa conecta os municípios de Araucária, Contenda e entorno à capital paranaense, oferecendo mobilidade com foco em segurança, eficiência e conforto. Ao longo de sua trajetória, tem investido continuamente na modernização da frota e na adoção de tecnologias, como sistemas de bilhetagem eletrônica com reconhecimento facial e monitoramento em tempo real dos veículos.

Grupo Volvo América Latina

VOLARE FLY 10 GV, MOVIDO A GNV E BIOMETANO, É TESTADO NO TRANSPORTE URBANO DE LONDRINA

Ação está alinhada à estratégia da marca em oferecer soluções eficientes e sustentáveis para a descarbonização do transporte

A Prefeitura de Londrina e a CMTU, em parceria com a Volare, marca líder brasileira na produção de micro-ônibus, estão na etapa final de um período de 30 dias de testes com um Volare Fly 10 GV, movido a GNV e biometano, no transporte coletivo da cidade. Ao longo da operação assistida, o veículo circulou por nove linhas diferentes, possibilitando uma avaliação abrangente em condições reais de operação.

Durante o período de testes, estão sendo analisados indicadores como consumo, autonomia, desempenho em diferentes relevos, torque, conforto e eficiência operacional, permitindo uma leitura técnica aprofundada do comportamento do veículo no ambiente urbano de Londrina.

“O desenvolvimento e a produção do Volare Fly 10 GV fazem parte do compromisso da empresa com a descarbonização e com uma mobilidade mais sustentável. A operação em Londrina representa uma etapa importante de validação do modelo em condições reais de uso, além de refletir os investimentos robustos que a Volare vem realizando para oferecer soluções tecnológicas que promovam eficiência operacional”, destaca Sidnei Vargas, gerente executivo da Volare.

A iniciativa reforça a capacidade da Volare em desenvolver soluções alinhadas à transição energética e à mobilidade urbana sustentável, como o Fly 10 GV (GNV/biometano), com redução de até 96% de material particulado e até 84% de gases de efeito estufa.

A concepção do Volare Fly 10 GV envolveu quatro anos de trabalho e evidencia os investimentos contínuos da marca no desenvolvimento de novas tecnologias. Por meio de parcerias estratégicas, foram desenvolvidos uma nova plataforma e um powertrain projetados especificamente para aplicações com GNV e biometano, em qualquer proporção. O motor garante excelente relação entre potência e desempenho, contribuindo para maior eficiência energética e economia operacional.

O modelo apresenta autonomia estimada em torno de 200 a 250 quilômetros, variando conforme as condições operacionais, topografia e perfil de utilização. O veículo tem capacidade para até 54 passageiros, considerando usuários sentados e em pé, e conta com sistemas eletrônicos que elevam os níveis de segurança e conforto, como controle de tração e estabilidade, além de bloqueio do veículo com a porta aberta.

O Volare Fly 10 GV já passou por testes em diferentes cidades brasileiras, como Guarulhos (SP), Belo Horizonte e Juiz de Fora (MG), onde demonstrou viabilidade técnica, competitividade econômica e desempenho ambiental superior em comparação aos modelos tradicionais movidos a diesel.

A marca também avança no desenvolvimento de outras tecnologias de baixa emissão que integram sua estratégia de portfólio, como o Attack 10 Híbrido (Etanol/Elétrico), voltado a ampliar as alternativas sustentáveis para o transporte coletivo urbano.

VolareA Volare é líder na fabricação de micro-ônibus para transporte de passageiros nos segmentos escolar, fretamento, turismo, urbano, rural e mineração. Com foco constante em inovação, tecnologia e sustentabilidade, oferece soluções de mobilidade que se adaptam às mais diversas necessidades, sempre com a qualidade e segurança que são referência no mercado. Os veículos têm configurações de 6 a 12 toneladas, produzidos conforme a necessidade de cada cliente. A marca conta com mais de 40 pontos de atendimento no Brasil e 20 no exterior, com assistência técnica especializada. Pioneira na fabricação de veículos comerciais leves, possui unidades fabris em Caxias do Sul/RS e São Mateus/ES

Volare
Secco Consultoria de Comunicação

SONIC CHEGA EM VERSÕES TOPO DE LINHA PARA INICIAR UMA NOVA ERA DA CHEVROLET

SUV urbano de estilo cupê se destaca pelo design imponente e inaugura a nova identidade global da marca

Chevrolet Sonic RS

A Chevrolet apresenta o Sonic, SUV cupê que inaugura um novo momento da empresa no país. Produzido no Brasil e posicionado entre o Onix Activ e o Tracker, o modelo de conceito inédito é a principal novidade do mercado e reforça o portfólio da marca que compete no maior segmento da indústria automobilística, responsável por quase um quarto das vendas.

O Sonic se diferencia pelo design imponente, alta tecnologia e foco em eficiência energética, além de contar com o respaldo de uma marca forte, com rede de concessionárias consolidada e capilarizada nacionalmente.

“Este é lançamento mais importante do ano para a companhia. Eleva a Chevrolet ao status de maior portfólio de SUVs e crossovers do mercado e mostra que o Sonic tem potencial para se tornar o automóvel de passeio mais desejado e emplacado da região”, afirma Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul.

A afirmação se apoia em projeções que apontam para um crescimento contínuo da participação dos SUVs nos próximos anos, especialmente das derivações consideradas inovadoras, como os modelos de estilo cupê. É o caso do Sonic, que traz balanço traseiro ligeiramente alongado, vidro traseiro mais inclinado e uma silhueta dinâmica sem abrir mão da suspensão elevada. Uma combinação que agrega status, sensação de comando e praticidade para superar os obstáculos da cidade.

Fruto de um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão em engenharia, validação, modernização da linha de produção e treinamento de pessoas, o novo modelo da Chevrolet foi concebido localmente em colaboração com os estúdios de design e os centros tecnológicos globais da companhia. O projeto utilizou intensivamente ambiente virtual e recursos de inteligência artificial, garantindo proporções bem resolvidas, superfícies esculturais e soluções funcionais pensadas para atender às demandas dos consumidores da região em relação a conforto, confiabilidade e baixo custo de manutenção.

O Brasil foi escolhido para o world premiere do Sonic, que chega em duas opções de acabamento topo de linha: a Premier, focada em sofisticação, e a RS, que acentua o caráter esportivo do carro. Ambas são muito bem equipadas e trazem soluções de refinamento e materiais selecionados herdados de SUVs maiores da marca.

É também o Sonic que estreia a nova geração do sistema Chevrolet Intelligent Driving, com um conjunto de assistentes de segurança que monitora em tempo real o ambiente ao redor do automóvel por meio de uma câmera frontal de alta resolução, com área de cobertura ampliada em relação à geração anterior, capaz de identificar veículos, pedestres e ciclistas, contribuindo para prevenir acidentes.

Outro destaque é a dinâmica veicular particular do Sonic. A boa percepção ao volante deve-se a um conjunto mecânico pensado especialmente para as dimensões e a proposta do produto: motor turbo de injeção direta, vão livre ampliado e direção com assistência elétrica com calibração exclusiva, com nova relação e ajustes que resultam em respostas mais naturais e progressivas, transmitindo maior controle e confiança em qualquer velocidade, em linha com o DNA dinâmico da marca.

Além de ser ágil em arrancadas e retomadas, o SUV cupê da Chevrolet desponta como o mais econômico entre os utilitários esportivos a combustão equipados com transmissão automática, resultado da combinação de baixo peso e boa aerodinâmica, referências para os padrões da categoria, além de soluções como pneus de baixa resistência ao rolamento.

Disponível a partir da primeira quinzena de maio nas concessionárias da marca, em seis opções de cores (Azul Boreal, Branco Summit, Prata Shark, Preto Ouro Negro, Vermelho Scarlet e o inédito Cinza Urbano), o Sonic já sai de fábrica com painel digital, multimídia com Wi-Fi embarcado e OnStar, alerta de colisão com sistema de frenagem automática de emergência, assistente de estacionamento, ar-condicionado digital, sistema de iluminação full LED e rodas de liga leve de 17 polegadas, entre outros itens.

Design que não sai da cabeça

Chevrolet Sonic RS

O Sonic inova ao oferecer, em um SUV de acesso, uma execução de segmento premium, com cuidado de acabamento, combinação de texturas e riqueza de detalhes típicos de carros de categorias superiores. Desde a primeira leitura, o modelo traz a mesma linguagem dos utilitários esportivos globais da Chevrolet, com inspiração direta no Equinox EV, e é o primeiro no mundo a exibir a nova gravata da marca, mais horizontal e refinada, aplicada em preto e integrada ao conjunto frontal, em harmonia com os demais emblemas do veículo.

As proporções do Sonic combinam frente alta, molduras escurecidas que contornam toda a base e os paralamas da carroceria, rack integrado com capacidade para até 50 kg e linha de teto descendente, criando uma silhueta de estilo cupê. O vidro traseiro mais inclinado reforça esse caráter arrojado sem abrir mão da praticidade de um SUV, com boa área envidraçada e posição de dirigir elevada.

Com 4,23 m de comprimento, 1,77 m de largura e 1,53 m de altura, as dimensões são generosas para o segmento. A altura livre em relação ao solo, de 20 cm no entre eixos, mostra que o Sonic foi pensado para superar lombadas, valetas e acessos íngremes com tranquilidade. Balanços bem distribuídos e pneus 205/50R17 ajudam a equilibrar robustez e agilidade visual.

“Com o Sonic, usamos o design para aproximar a Chevrolet de um novo perfil de consumidor, mais jovem e urbano, que enxerga o carro como extensão do seu estilo de vida. Ao mesmo tempo, ele fala diretamente com o cliente da marca em ascensão, que já conhece a Chevrolet e agora busca dar o próximo passo com um produto mais aspiracional, que concilia presença, tecnologia e personalidade com a racionalidade que sempre fez parte da nossa proposta”, explica Paula Saiani, diretora de Marketing de Produto da GM América do Sul.

Na dianteira, o Sonic se caracteriza pela grade dividida em dois níveis bem marcados: a porção inferior concentra o maior volume visual, enquanto a superior se conecta às luzes diurnas. Os faróis principais, com projetor também em LED, ficam posicionados no para-choque, solução que melhora a eficiência luminosa e libera a parte superior para uma assinatura de luz mais limpa e tecnológica. O conjunto traz ainda uma animação de boas-vindas. O para-choque multipeças combina superfícies brilhantes e foscas com cor da carroceria, deixando na parte inferior um nicho discreto para os faróis auxiliares em um arranjo minimalista.

Na traseira, o destaque são as lanternas em LED com construção tridimensional e efeito seccionado, que avançam levemente em relação à carroceria e formam uma assinatura luminosa poderosa em formato de barra. A tampa do porta-malas organiza elementos mais horizontalizados em harmonia com o para-choque, enfatizando a largura do veículo e passando sensação de estabilidade, enquanto o balanço posterior prolongado ajuda a otimizar a capacidade de acomodação do compartimento de bagagem de 392 l.

Por dentro, o Sonic oferece um requinte que lembra SUVs maiores da marca. O painel em linhas horizontais integra o Virtual Cockpit System, formado por um quadro de instrumentos digital de 8 polegadas e por uma central multimídia de 11 polegadas levemente voltada para o motorista. Materiais macios ao toque em áreas estratégicas, como nos apoios de braço, apliques de aspecto premium e comandos bem posicionados elevam o padrão da cabine. O volante multifuncional de base reta, com boa empunhadura e ajustes de altura e profundidade, traz a gravata atualizada e inserções em preto brilhante envolvendo os comandos de áudio e dos sistemas de assistência.

Os bancos com forração premium tipo pillow top agregam uma camada extra de espuma, moldando melhor o corpo em trajetos longos. A boa largura para ombros e joelhos, aliada ao aproveitamento do entre-eixos e ao espaço para a cabeça, garante conforto adequado para cinco ocupantes. Na versão Premier, o ambiente interno combina cinza com preto, criando uma atmosfera mais clara e sofisticada, em sintonia com os detalhes externos cromados. Já o Sonic RS adota uma leitura mais esportiva, com cabine predominantemente preta, costuras decorativas e cintos de segurança em vermelho, além de rodas, teto e detalhes externos em tom escuro.

Ecossistema inteligente de segurança, conectividade e conveniência

O pacote tecnológico do Sonic foi projetado a partir de situações concretas de uso

Chevrolet Sonic RS

Aqui, itens de segurança, conectividade e conveniência aparecem integrados, o que potencializa os benefícios para o consumidor em cenários reais de trânsito, deslocamento e uso cotidiano do carro.

No campo da segurança ativa, o modelo estreia a nova geração do Chevrolet Intelligent Driving, que usa uma câmera frontal de alta definição com cerca de 40% mais área de cobertura para ler o cenário à frente. Com essa nova arquitetura, a frenagem automática de emergência passa a atuar em uma faixa mais ampla de velocidades (de 8 a 130 km/h) e habilita um recurso que reconhece diferenças de textura entre o pavimento e as áreas laterais à pista de rolagem para auxiliar na manutenção do veículo dentro da faixa.

A partir daí entram em ação sistemas como a própria frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa com correção ativa, função de manutenção de faixa em situações de perigo e alerta de ponto cego, todos apoiados por controles eletrônicos de estabilidade e tração e por seis airbags de série.

A iluminação também passou a ser tratada como recurso de proteção. Os faróis Full LED com projetor oferecem alcance até 19% maior e eficiência luminosa superior à de um sistema convencional, melhorando a visibilidade em condições de baixa luz. Nas versões RS, o Sonic adiciona farol alto automático, que alterna sozinho entre farol baixo e alto ao identificar outros veículos, ajudando a evitar ofuscamento.

Em conectividade, o Sonic inaugura a nova estrutura de serviços OnStar na linha 2027. Todos os veículos equipados com este sistema saem de fábrica com o plano Basics incluído por oito anos, que dá acesso ao aplicativo myChevrolet, diagnósticos remotos, localização do veículo e comandos à distância, como travar e destravar portas ou ligar o motor para pré-climatizar a cabine.

De forma complementar, o cliente pode contratar o plano Protect, que adiciona serviços de segurança e emergência 24 horas. Assim, o veículo passa a contar também com um ponto de acesso Wi-Fi a bordo, com franquia de dados dedicada. Todo esse pacote adicional pode ser degustado gratuitamente por até três meses, com prazo exato variando conforme a data de ativação do serviço.

Esse ecossistema inclui ainda funções típicas de veículos de categorias superiores, como resposta automática em caso de acidente – em que o carro usa seus sensores para acionar a central OnStar, que tenta contato com o veículo e, se necessário, direciona o chamado aos serviços públicos de emergência – e o assistente de recuperação veicular, que apoia a localização do Sonic em situações de roubo ou furto. São recursos que funcionam integrados a outros sistemas já existentes no automóvel.

O centro da experiência a bordo é o Virtual Cockpit System. A central oferece projeção sem fio para Android Auto e Apple Car Play, Bluetooth para dois celulares, Wi-Fi nativo e capacidade de receber atualizações remotas de software, permitindo incorporar melhorias e novas funções ao longo do tempo. Entradas USB dianteiras e traseiras e carregador de celular por indução ajudam a manter todos conectados.

O multimídia concentra também um conjunto de configurações do veículo que permitem adaptar o Sonic ao perfil de cada usuário. Por meio dos menus, é possível definir como as portas serão destravadas (todas de uma vez ou só a do motorista) e configurar o comportamento do sistema de iluminação de embarque e desembarque, entre outras funções. Na prática, o carro passa a responder de forma diferente conforme as preferências do condutor.

Na conveniência, o Sonic reúne soluções pensadas para o uso diário em grandes centros. A chave presencial permite abertura por aproximação e partida por botão; os vidros contam com função um-toque e fechamento automático pela chave; o assistente de partida em aclive evita que o automóvel recue em rampas, algo especialmente útil em garagens inclinadas.

O ar-condicionado digital automático cuida da climatização com mais precisão e foi calibrado especificamente para a volumetria da cabine do Sonic, garantindo que o desempenho do sistema acompanhe o desenho interno do modelo.

Para manobras, o SUV cupê combina tecnologia e praticidade. A câmera de alta resolução amplia o campo de visão do motorista, enquanto os sensores de estacionamento monitoram a aproximação de obstáculos pouco evidentes e ajudam a reduzir o risco de danos, seja ao estacionar em locais apertados, seja ao sair de um espaço em ângulo.

O destaque é o Easy Park, exclusivo da versão RS, que auxilia em vagas paralelas ou perpendiculares assumindo o comando da direção enquanto o motorista controla apenas acelerador, freio e seleção de marcha, transformando uma das tarefas mais delicadas do dia a dia em uma operação simples e previsível.

Performance e dinâmica veicular refinadas

Chevrolet Sonic RS

O Sonic foi desenvolvido para entregar sensação de carro ágil, estável e agradável de conduzir. O conjunto mecânico e aerodinâmico foi trabalhado em bloco para equilibrar desempenho, conforto e eficiência, resultado que aparece tanto nos números quanto na percepção ao volante.

O motor 1.0 turbo de injeção direta é da nova geração de propulsores que equipa SUVs maiores da Chevrolet, mas recebeu calibração específica para o Sonic. A gestão eletrônica do conjunto foi desenvolvida considerando massa do veículo, metas de performance, consumo e emissões.

São até 18,9 kgfm de torque entregues em baixa rotação, o que garante boas respostas em arrancadas e retomadas mesmo com o carro carregado. Como a força máxima aparece cedo e se mantém em uma faixa ampla de giros, o Sonic consegue rodar com rotações mais baixas em velocidade de cruzeiro, algo que contribui diretamente para otimizar o consumo e manter baixos níveis de ruído a bordo.

A transmissão automática de seis marchas trabalha em sintonia com o propulsor de 115 cv e é capaz de se adaptar ao estilo de condução. Em uma tocada mais calma, privilegia trocas suaves e rotações mais baixas, para diminuir o gasto com combustível. Quando o motorista exige mais do acelerador, o câmbio retém marchas por mais tempo e reduz com agilidade para entregar mais desempenho. Há ainda o modo de seleção eletrônica de marchas para quem prefere assumir o controle em situações de serra, por exemplo.

Na prática, esse casamento de motor e câmbio faz do Sonic o utilitário esportivo flex automático mais eficiente da categoria. Os 1.139 kg do veículo ajudam na relação peso/potência: a aceleração de 0 a 100 km/h fica na casa de 10 segundos, enquanto o consumo pode chegar a 14,8 km/l de gasolina e 10,4 km/l de etanol em ciclo rodoviário, pelo Inmetro. As retomadas de velocidade também são vigorosas: cerca de 8 segundos para ir de 80 a 120 km/h, o que se traduz em uma boa margem de segurança nas ultrapassagens.

Além desse conjunto, o veículo incorpora soluções voltadas à eficiência, como o sistema que gerencia de forma mais inteligente a carga da bateria, priorizando o recarregamento nas desacelerações e contribuindo para reduzir o consumo de combustível. Já o sistema Stop/Start desliga automaticamente o motor em paradas de trânsito e o religa assim que o motorista aciona o acelerador, com funcionamento mais suave, e pode ser desativado pelo próprio condutor quando desejado, ajudando a diminuir o gasto de combustível e as emissões em uso urbano.

O Sonic utiliza molas e amortecedores pressurizados do tipo Multi-Tunable Valve, com molas, batentes e amortecedores recalibrados especificamente para o modelo, que entregam um nível superior de refinamento, proporcionando uma condução mais suave, silenciosa e estável — combinando elevada capacidade de absorção de impactos com dirigibilidade precisa e segura em uma ampla variedade de condições de condução.

A direção elétrica progressiva conta ainda com central eletrônica própria. O resultado é um carro que absorve bem as irregularidades do piso, mas mantém a carroceria controlada em curvas e mudanças rápidas de trajetória, em linha com as preferências do consumidor local.

“A base estrutural evoluiu para acompanhar essa proposta. A plataforma e elementos da carroceria foram reforçados, aumentando a rigidez e permitindo calibrações mais precisas de suspensão e direção”, conta Ricardo Fanucchi, diretor de engenharia da GM América do Sul.

A aerodinâmica foi tratada como parte integrante da dinâmica veicular. O Sonic atinge coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,35, valor inferior à média dos SUVs tradicionais, em parte graças à inclinação do vidro traseiro, ao desenho do aerofólio e às soluções de fluxo de ar no para-choque, que ajudam a escoar o ar em torno da carroceria e das rodas. Menos turbulência significa também maior estabilidade em altas velocidades, permitindo ao modelo alcançar velocidade máxima próxima de 200 km/h, limitada eletronicamente.

Por trás desses resultados está um processo de desenvolvimento que combina ferramentas virtuais avançadas com validação intensiva em pista. O Sonic foi amplamente modelado em ambiente digital, com uso de inteligência artificial e simulações de dinâmica, resistência e segurança. Tudo isso antes de chegar aos protótipos físicos.

Depois, passou por ciclos extensos no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), onde os veículos da GM percorrem seis milhões de quilômetros por ano em diferentes tipos de piso e condições, uma quilometragem equivalente a cerca de oito viagens de ida e volta à Lua. No fim ainda são executados experimentos em condições reais de tráfego. É essa rotina que assegura os padrões de qualidade da Chevrolet.

Fechando o conjunto, o Sonic combina essa dirigibilidade de alto nível com baixo custo de manutenção e uma estrutura robusta de pós-venda. São mais de 500 pontos de atendimento Chevrolet no país e garantia de até cinco anos, o que reforça a proposta de um SUV de acesso não só prazeroso de dirigir, mas também racional no custo total de propriedade.

Com índice de nacionalização próximo dos 80% e concebido com foco em eficiência produtiva e responsabilidade socioambiental, o modelo apresenta cerca de 90% de reciclabilidade e mais de 97% de recuperabilidade, além de ser fabricado em uma das operações industriais mais avançadas da companhia no mundo.

Sonic transforma acessórios em plataforma de personalização

O público de SUVs de estilo cupê é, hoje, o que mais valoriza design, personalidade e possibilidade de expressão. Para muitos, não basta ter um carro bem resolvido de fábrica; ele precisa refletir o estilo de vida de quem está ao volante. Pensando nisso, a Chevrolet lança o Sonic já acompanhado por uma linha abrangente de acessórios originais, que permite ir além das diferenças inerentes entre as versões Premier e RS.

São mais de 70 itens – praticamente o dobro da média dos principais concorrentes –, desenvolvidos em conjunto com o veículo para repetir, no exterior e no interior, a mesma linguagem de formas, proporções e grafismos do projeto original.

Todos os acessórios são homologados e validados tecnicamente pela engenharia da GM, podem ser instalados diretamente na rede Chevrolet sem afetar a garantia do veículo. Atendem a perfis distintos: desde quem quer realçar ainda mais o visual esportivo com acabamentos escurecidos, apliques e detalhes exclusivos, até quem busca soluções de uso, como barras de teto, suportes de carga, proteções internas e organizadores de porta-malas.

Por dentro, a personalização segue o mesmo conceito e transforma a experiência a bordo. Há opções de iluminação ambiente em LED configurável, projeção de boas-vindas com o nome e silhueta do modelo, sistema de som aprimorado e kits de proteção para o carpete, entre outros. Na prática, o Sonic se torna uma plataforma para que cada cliente construa o seu próprio carro, ajustando aparência e funcionalidade de acordo com o seu gosto e as suas necessidades.

Chevrolet
General Motors América do Sul

STELLANTIS LIDERA EXPORTAÇÕES E AMPLIA PRODUÇÃO NO BRASIL NO 1º TRIMESTRE DE 2026

Fiat Strada, Jeep Compass e Citroën C3 foram os modelos mais exportados no período

Fiat Strada

Além de manter a liderança em volume de vendas no mercado automotivo da América do Sul, a Stellantis registrou desempenho positivo em produção e liderou a exportação de veículos no Brasil no primeiro trimestre de 2026.

“Os resultados reforçam o papel estratégico do Brasil na operação da Stellantis na América do Sul. A combinação entre a nossa autonomia local, escala industrial, portfólio competitivo e eficiência produtiva permite ampliar nossa presença em outros mercados, e atender demandas específicas dos clientes de toda a região”, afirma Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul.

Entre janeiro e março, foram exportados 34,4 mil veículos produzidos no país, volume que representa crescimento de 10,3% em relação ao último trimestre de 2025. O Polo Automotivo de Betim (MG) foi responsável pelo maior volume de embarques, com 19.213 veículos exportados no período. Na sequência, o Polo Automotivo de Goiana (PE) registrou 9.604 unidades embarcadas. Já o Polo Automotivo de Porto Real (RJ) somou 5.620 veículos destinados ao exterior no acumulado entre janeiro e março.

Entre os modelos que se destacaram nas exportações do trimestre, a Fiat Strada, também exportada em alguns mercados como Ram 700, manteve o protagonismo em Betim (MG), com 9,1 mil unidades embarcadas. Em Goiana (PE), o Jeep Compass permaneceu na liderança das exportações, com 3,2 mil unidades, enquanto, em Porto Real (RJ), o Citroën C3 se manteve como o modelo mais exportado, totalizando 2,4 mil veículos enviados ao exterior.

Produção em alta no Brasil

No primeiro trimestre de 2026, a Stellantis produziu 197.715 veículos no Brasil, aumento de aproximadamente 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Polo Automotivo de Betim, em Minas Gerais, foi um dos principais responsáveis por esse desempenho, com 125.453 veículos produzidos no acumulado do ano. Em Pernambuco, o Polo Automotivo de Goiana somou 57.864 unidades, enquanto Porto Real (RJ) totalizou 14.398 veículos fabricados no período.

O resultado reflete a escala e robustez da base industrial da Stellantis no país, sustentada por um ciclo de investimentos de R$ 32 bilhões entre 2025 e 2030, o maior da história da indústria automotiva na América do Sul, além da eficiência dos processos produtivos e da amplitude do portfólio multimarcas da companhia.

Stellantis

MERCADO DE VEÍCULOS ELETRIFICADOS CRESCE E EXIGE NOVA GERAÇÃO DE ESPECIALISTAS

Domínio de baterias, eletrônica e sistemas inteligentes se torna essencial na área

Foto: Divulgação FIEP

A mobilidade elétrica avança de forma acelerada no Brasil e já se consolida como um dos principais eixos de transformação da indústria automotiva. Até março de 2026, a frota de veículos eletrificados no país ultrapassou a marca de 700 mil unidades em circulação, refletindo um crescimento consistente e sustentado do setor.

Somente no primeiro trimestre de 2026, foram emplacados 83.947 novos veículos eletrificados — um aumento de quase 90% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço também se traduz em participação de mercado: em janeiro de 2026, esses veículos já representavam 15% do total de automóveis emplacados no país, com 23.706 unidades registradas no mês.

O desempenho reforça a mudança no perfil de consumo e sinaliza uma transformação estrutural no setor, impulsionada por inovação tecnológica, expansão da infraestrutura e maior oferta de modelos no mercado.

Crescimento acelerado e diversificação tecnológica

O ritmo de expansão da eletromobilidade no Brasil vem se intensificando nos últimos anos. Em 2025, a frota total de eletrificados cresceu cerca de 60%, encerrando o ano com 613 mil veículos. Dentro desse universo, os híbridos convencionais (HEV) ainda lideram, mas os modelos elétricos a bateria (BEV) e os híbridos plug-in (PHEV) ganham cada vez mais espaço, já representando cerca de 10% do mercado no início de 2026.

Essa diversificação tecnológica amplia as possibilidades de atuação na indústria e exige conhecimento especializado. Enquanto os veículos HEV combinam motor a combustão e elétrico sem necessidade de recarga externa, os PHEV permitem carregamento em tomada e oferecem maior autonomia elétrica. Já os BEV são totalmente movidos a bateria, representando o estágio mais avançado da eletrificação.

O mercado também tem sido impulsionado pela atuação de novas montadoras e pela consolidação de grandes players. A chinesa BYD, por exemplo, se destaca com modelos como o Dolphin Mini entre os elétricos, enquanto o GWM Haval H6 lidera entre os híbridos plug-in.

Outro fator determinante é a expansão da infraestrutura de recarga. O Brasil já ultrapassou a marca de 20 mil eletropostos instalados, com crescimento de 42% em relação ao início de 2025, criando condições mais favoráveis para a adoção em larga escala desses veículos.

Novas oportunidades e desafios para o mercado de trabalho

O avanço da eletromobilidade também provoca mudanças profundas no mercado de trabalho. O setor automotivo vive uma transição que exige atualização constante de profissionais, especialmente em áreas como sistemas de alta tensão, eletrônica embarcada e softwares veiculares.

O futuro das oficinas automotivas já começa a se materializar, com a necessidade crescente de mecânicos e técnicos capacitados para lidar com tecnologias mais complexas e digitalizadas. Além disso, a expansão da produção nacional de veículos híbridos e a chegada de novas montadoras, como a BAIC, devem gerar milhares de vagas diretas e indiretas no país.

A transição energética se consolida como prioridade estratégica para o setor em 2026, com investimentos concentrados principalmente na eletrificação — especialmente em soluções adaptadas ao contexto brasileiro, como os híbridos flex.

Nesse cenário, a qualificação profissional torna-se um fator decisivo para acompanhar as transformações da indústria. Atenta a esse movimento, a pós-graduação em Engenharia de Veículos Híbridos e Elétricos do UniSenai PR prepara profissionais para atuar em áreas estratégicas da eletromobilidade, com formação voltada à prática e às demandas reais do mercado.

Com abordagem que integra teoria e aplicação, o curso capacita engenheiros e técnicos para trabalhar com baterias, eletrônica de potência, conectividade veicular e sistemas de alta tensão, além de promover a inserção em um ambiente de inovação e networking com o setor produtivo.

As inscrições para a pós-graduação em Engenharia de Veículos Híbridos e Elétricos do UniSenai PR estão abertas até o dia 11 de maio. Os interessados podem garantir sua vaga e se preparar para atuar em um dos segmentos mais dinâmicos e promissores da indústria automotiva.

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UniSenai PR
Sistema FIEP
Federação das Indústrias do Estado do Paraná

quarta-feira, 6 de maio de 2026

ELETRIFICADOS EM RITMO INTENSO ATINGEM 16% DE PARTICIPAÇÃO DE MERCADO EM ABRIL

Média mensal de vendas no primeiro quadrimestre chega a 30.615

Os veículos leves eletrificados seguem batendo recordes sucessivos de vendas no Brasil e conquistando rapidamente a confiança do consumidor. Eles chegaram a 38.516 emplacamentos e a nada menos do que 16% de participação de mercado em abril – o dobro de sete meses atrás.

As 38.516 unidades vendidas em abril – novo recorde da série histórica da ABVE – representam um crescimento de 9% sobre março (35.356) e de 161% sobre abril de 2025 (14.759). De janeiro a abril, a média de vendas foi de 30.615, um crescimento expressivo de 124% sobre o primeiro quadrimestre de 2025 (13.671).

“Esse desempenho aponta para uma tendência consistente de aceleração da eletrificação no Brasil”, disse o presidente da ABVE, Ricardo Bastos. “Os números mostram que essa tendência não é sazonal ou acidental”.  “Ao contrário, ela é coerente ao longo do tempo; mostra que o consumidor leva cada vez mais em conta as vantagens do veículo eletrificado na hora da sua decisão de compra”.

Participação de mercado dos eletrificados leves no Brasil - mensal*

  • Abril/26: 16,2%
  • Março/26: 13,7%
  • Fevereiro/26: 14,1%
  • Janeiro/26: 14,6%
  • Dezembro/25: 12,7%
  • Novembro/25: 9,3%
  • Outubro/25: 8,6%
  • Abril/25: 7,5%

* Sobre o total das vendas domésticas de automóveis e comerciais leves no Brasil (Fenabrave).

Participação de mercado dos eletrificados leves nos últimos quadrimestres*

  • Janeiro a abril /2026: 14,7%
  • Janeiro a abril/2025: 7,7%
  • Janeiro a abril/2024: 7,4%
  • Janeiro a abril/2023: 3,3%

*Sobre o total das vendas domésticas de automóveis e comerciais leves no Brasil (Fenabrave).

A ABVE Data considera veículos eletrificados os 100% elétricos (BEV), os híbridos elétricos plug-in PHEV) e os híbridos convencionais com tração elétrica (HEV e HEV Flex), não incluindo os micro-híbridos (MHEV de 12v ou 48v). A participação de 16,2% em abril mostra que os eletrificados passaram a disputar uma fatia mais consistente do mercado brasileiro de veículos leves.

Em termos práticos, isso significa que a cada 100 veículos leves vendidos no país em abril de 2026 aproximadamente 16 foram eletrificados, considerando as tecnologias BEV, PHEV, HEV e HEV Flex. Em menos de 12 meses, a participação de mercado dos eletrificados praticamente dobrou de tamanho.

Essa nova posição reforça uma mudança importante no comportamento do mercado, pois a eletrificação deixa de ser apenas uma tendência de nicho. Em abril, por exemplo, um carro 100% elétrico como o Mini Dolphin da BYD está entre os 10 veículos mais vendidos do mês.

Entre as 20 montadoras com maior participação de mercado no Brasil, quatro já são de eletrificados: BYD, GWM, Omoda e Geely.

Com 122.463 unidades vendidas, os quatros primeiros meses de 2026 já representam 54,2% das vendas totais de eletrificados de 2025 (223.912) e uma média mensal de vendas de 30.615 unidades. Esse desempenho indica que a previsão inicial da ABVE de vendas de 270 mil eletrificados em 2026 poderá ser superada e aproximar-se da marca simbólica de 300 mil veículos.

Plug-in

Outra tendência importante é a predominância dos veículos plug-in e, especialmente, 100% elétricos (BEV) no total de eletrificados vendidos. Dos 38.516 eletrificados emplacados em abril, 80% (30.702) foram modelos plug-in (BEV e PHEV). Os BEV responderam por 45,4% do total do mês (17.488), enquanto os PHEV representaram 34,3% (13.214).

Os 17.488 BEV vendidos em abril representam um crescimento de 24,3% sobre março (14.073) e de 272% sobre abril de 2025 (4.702). O crescimento exponencial nos últimos 12 meses confirma que o consumidor busca modelos mais econômicos e sustentáveis. Já os PHEV foram responsáveis por 13.214 unidades vendidas em abril, com aumento de 6,8% sobre março (12.367) e de 67% sobre abril de 2025 (7.913).

Híbridos

Os híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex) totalizaram 7.814 unidades em abril, ou 20% do total de eletrificados do mês. Os HEV Flex foram responsáveis por 10,6 % do total (4.096), enquanto os HEV responderam por 10% (3.718).

Os 4.096 HEV Flex de abril indicam uma queda das vendas desse segmento de 17% sobre março (4.924), mas um crescimento de 212% sobre abril de 2025 (1.314). Os híbridos convencionais (HEV) totalizaram 3.718 emplacamentos em abril – queda de 7% sobre março (3.992) e crescimento acentuado de 348% sobre abril de 2025 (830).

Veículos leves eletrificados por tecnologia no Brasil em abril de 2026

  • BEV 488 (45,4%)
  • PHEV 214 (34,3%)
  • HEV FLEX 096 (10,6%)
  • HEV 718 (9,7%)
  • TOTAL:  516

Micro-híbridos

As vendas dos veículos micro-híbridos (MHEV) totalizaram 4.913 unidades em abril, com aumento de 7% sobre março (4.600) e leve retração de 3% sobre abril de 2025 (5.064). Os MHEV 12V responderam por cerca de 52% das vendas dos micro-híbridos em abril, com 2.560 unidades. O volume representa queda de 15% sobre março (3.016) e de 35% sobre abril de 2025 (3.933).

Os MHEV 48V ficaram com aproximadamente 48% do total de micro-híbridos vendidos no mês, com 2.353 unidades. Em relação a março (1.584), houve aumento de 48,5%, enquanto, na comparação com abril de 2025 (1.131), o avanço foi de 108%.

Pelos critérios da ABVE Data, vigentes a partir de janeiro de 2025, os micro-híbridos MHEV não são considerados veículos eletrificados. Estes incluem apenas os BEV, PHEV, HEV e HEV Flex. Ainda assim, a evolução dos MHEV pode ser acompanhada mensalmente no site da ABVE.

Geografia da eletromobilidade

Vendas de veículos leves eletrificados por regiões brasileiras em abril de 2026

1º - Sudeste: 17.041 (44,2%)
2º - Nordeste: 7.363 (19,1%)
3º - Sul: 7.298 (18,9%)
4º - Centro-Oeste: 5.101 (13,2%)
5º - Norte: 1.713 (4,4%)

Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em abril de 2026

1º - São Paulo: 11.009 (28,6%)
2º - Distrito Federal: 2.957 (7,7%)
3º - Paraná: 2.872 (7,5%)
4º - Minas Gerais: 2.836 (7,4%)
5º - Rio Grande do Sul: 2.351 (6,1%)

As 5 cidades que mais venderam veículos eletrificados leves em abril de 2026

1º - São Paulo: 3.965 (10,3%)
2º - Brasília: 2.957 (7,7%)
3º - Belo Horizonte: 1.735 (4,5%)
4º - Rio de Janeiro: 1.274 (3,3%)
5º - Curitiba: 1.157 (3,0%)

>>> Essas informações estão detalhadas no BI (Business Intelligence) da ABVE Data, no site da ABVE. Estão divididas em quatro temas: Geral, Frotas, Geografia da Eletromobilidade, Eletrificados + MHEV. Clique aqui para ler

ABVEA Associação Brasileira do Veículo Elétrico tem por objeto social promover o desenvolvimento do mercado de veículos eletrificados no Brasil, apoiando o transporte limpo, sustentável e eficiente de pessoas e de carga e a geração e distribuição de energia elétrica por meio de fontes renováveis. Tem cerca de 140 associados, de multinacionais a startups, que representam todo o ecossistema da eletromobilidade no Brasil. A entidade se divide em oito grupos de trabalho: veículos leves, pesados, levíssimos, componentes, infraestrutura, mobilidade urbana, segurança e tributação

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