segunda-feira, 1 de junho de 2026

CARDE: COM 93% DOS LOTES COMERCIALIZADOS, VENDA DE OUTONO MOVIMENTOU MAIS DE R$ 26 MILHÕES

Foram vendidos 50 carros, entre eles ícones como Jaguar XJ220, Dodge Viper, além de dois Opala e a uma S10 Sertões, do programa Vintage, da Chevrolet

Jaguar XJ220

Foram 789 lances, 43 mil acessos ao site oficial, 50 carros comercializados e mais de R$ 26 milhões em vendas. A Venda de Outono do museu CARDE foi um sucesso. Mesmo antes do pregão, ocorrido no dia 2 de maio, o resultado com a modalidade Buy it Now (preço fixo pago, o carro é retirado do leilão) já impressionava, com a venda antecipada de 11 lotes, entre eles o Jaguar XJ 220, estrela dos Salões do Automóvel de 1994 e 2025. Mas além dos 11 lotes comercializados nessa modalidade, no dia do pregão a disputa pelos 43 lotes disponíveis foi grande.

No dia do pregão híbrido, além da forte presença online, muitos antigomobilistas e investidores estiveram no museu CARDE, onde os carros estavam expostos. Dos três leilões beneficentes organizados pelo museu CARDE, desde sua inauguração em novembro de 2024, a Venda de Outono foi a mais exuberante, com 54 lotes disponíveis, incluindo três exemplares do programa Vintage, da Chevrolet.

Opala SS 1976 Vintage

E foram dois deles os mais disputados pelo público. Os dois Chevrolet Opala, do programa Vintage, ambos caracterizados SS, trazem as mesmas especificações mecânicas, no melhor estilo restomod, quando o veículo preserva sua identidade visual e emocional, mas traz atualizações mecânicas e de estilo. O verde, de 1979, teve 38 lances e o amarelo, de 1976, 50 ofertas; os dois foram vendidos por R$ 550 mil cada (incluindo taxas). Outro nacional bem disputado foi o Volkswagen Passat GTS 1.8 Pointer, de 1988, com apenas 400 quilômetros rodados, comercializado por R$ 412,5 mil (incluindo taxas).

Passat GTS 1.8 Pointer1988

Beneficente, a Venda de Outono gerou resultado expressivo para a FLMA

De caráter beneficente, o leilão Venda de Outono alcançou uma receita expressiva para a Fundação Lia Maria Aguiar, entidade a qual o CARDE faz parte: R$ 1,2 milhão, resultado de um percentual gerado a partir da comercialização dos veículos pelo pregão.

“Esse montante contribuirá para as ações da Fundação Lia Maria Aguiar, que já dá assistência para mais de 700 jovens e crianças em Campos do Jordão. É um resultado expressivo, que nos incentiva a continuar com os leilões beneficentes, com lotes de qualidade comprovada, com a credibilidade do museu CARDE”, explica Luiz Goshima, diretor do museu de Campos do Jordão e membro honorário da FLMA.

CARDE, mais do que um museu, um “ecossistema” do antigomobilismo

No Brasil, um novo e forte ecossistema para o antigomobilismo está se formando. Lojas especializadas, restauradores de alto nível, coleções com representatividade internacional. Um dos marcos desse novo ecossistema é o CARDE museu, da Fundação Lia Maria Aguiar, inaugurado em novembro de 2024. Ele conta a história da república por meio de carros e obras de arte. Os veículos são utilizados como fio condutor que estimula a todos, por meio de forte conexão sentimental que os carros geram nas pessoas.

O CARDE em 2025 deu importantes passos na internacionalização do antigomobilismo brasileiro, de forma inédita. Foi duplamente premiado em dois dos mais importantes encontros e concursos de elegância do mundo. O Isotta Fraschini 1928 foi eleito como o modelo mais luxuoso de Pebble Beach no ano passado, e a Ferrari F50, a melhor das 16 unidades expostas no The Quail, a Motorsports Gathering, em celebração ao aniversário de 30 anos de lançamento do modelo italiano, considerado um F1 de rua. Foi a primeira vez que a relevância do nosso País ficou evidenciada em fóruns internacionais.

“O Brasil vive um momento de evolução da valorização da cultura automotiva, que se une ao entendimento do carro antigo também como produto com valor estável e precificação muitas vezes com referências internacionais. Além do fator sentimental para alguns, o carro clássico hoje é visto também como um investimento resiliente à grandes flutuações. Há ainda um terceiro ganho, que é a abertura para novas oportunidades de networking, entre pessoas de mesma afinidade”, explica Luiz Goshima.

O museu é parte da Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA), que conta com outras iniciativas na cidade de Campos do Jordão. É uma instituição independente e sem fins lucrativos, que há 17 anos desenvolve projetos nas áreas de arte, cultura, educação, saúde e desenvolvimento social.  Anualmente, mais de 700 crianças e adolescentes participam de cursos artísticos profissionalizantes nos Núcleos de Dança, Música e Teatro — que se tornam a porta de entrada para um mundo de oportunidades e possibilidades.

A FLMA conta ainda com o Núcleo de Saúde, gerido em parceria com o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL), que oferece atendimento gratuito a alunos, familiares e colaboradores. Por meio de parceria com a prefeitura, o núcleo também estende o atendimento à população local.

CARDE
Assessoria de Imprensa
Renato Acciarto
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Clara Heloisa Costa
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