sexta-feira, 14 de junho de 2019

ALUNOS DE ENGENHARIA MECÂNICA DA FEI DESENVOLVEM PROJETOS COM FOCO EM SEGURANÇA VEICULAR


Segundo dados divulgados em dezembro de 2018 no relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1,35 milhão de pessoas morrem por ano vítimas de acidentes veiculares. Esse número, como comparação, é equivalente ao total da população de Copenhague, a capital da Dinamarca. No Brasil, os acidentes automobilísticos aparecem como a maior causa de mortes para pessoas entre 5 e 29 anos.

Atentos a essas estatísticas alarmantes, os formandos em Engenharia Mecânica Automobilística do Centro Universitário FEI apresentaram soluções que visam trazer maior segurança aos veículos e seus condutores, entre eles o BIENENSTOCK, um projeto que propõe maior segurança veicular em casos de impactos laterais. A solução consiste em uma barra acoplada entre a lataria e o forro do automóvel, capaz de absorver os impactos e proteger os usuários do veículo.

A estrutura é feita de materiais compósitos (união de dois ou mais produtos para a obtenção de um material de maior qualidade) em geometria honeycomb, que possui a aparência similar a um favo de mel e permite maior resistência à compressão.

A segurança dos motociclistas também contou com a atenção dos alunos, que desenvolveram uma válvula, denominada Spring Brakes, controladora de força de frenagem, que, quando instalada em motocicletas, pode impedir o travamento da roda dianteira em casos de frenagens emergenciais e salvar, assim, a vida do motociclista.

Inovações para a mobilidade na cidade e no campo


CTLight: carcaça veicular feita de compósito de poliamida e fibra de vidro, que tem como objetivo reduzir a massa de veículos elétricos e aumentar, assim, a sua eficiência energética.

DAT: dispositivos auxiliares de tração que, ao serem instalados em caminhões 6x2, ampliam a área de contato dos pneus com o solo e possibilitam o ganho de tração pelo veículo.

Voltch: sistema de recuperação de energia dos gases de escape de motores à combustão interna. O dispositivo oferece uma solução pouco explorada no ramo de veículos leves e possibilita a redução de carga do alternador.

B-GAS: kit de conversão para motores à combustão interna (sobretudo para os utilizados em máquinas agrícolas), que permite o uso de biogás como combustível alternativo e sustentável. O projeto pode tornar o agronegócio autossuficiente em combustível e reduzir o custo da energia consumida no motor, sem perda em performance.

Quattuor: propõe a substituição do compartimento de carga habitual dos caminhões graneleiros por um compartimento que garanta a contenção da carga, independentemente da qualidade das rodovias.

FEI
Com 78 anos de tradição, o Centro Universitário FEI é referência entre as instituições universitárias no Brasil, nas áreas de Administração, Ciência da Computação e Engenharia. A Instituição, com campus em São Bernardo do Campo e na capital paulista, já formou mais de 50 mil profissionais, entre engenheiros, administradores de empresas e profissionais da área de Ciência da Computação, muitos ocupando posições de liderança nas principais empresas do País.

Mantido pela Fundação Educacional Inaciana Pe. Sabóia de Medeiros, o Centro Universitário FEI integra a Rede Jesuíta de Educação e agrega marcas históricas de instituições de ensino de São Paulo: Faculdade de Engenharia Industrial, Escola Superior de Administração de Negócios e Faculdade de Informática.

Os cursos oferecidos são Administração, Ciência da Computação e Engenharia – habilitações em Engenharia Civil; Engenharia de Automação e Controle; Engenharia de Materiais; Engenharia de Produção; Engenharia Elétrica; Engenharia Mecânica e Engenharia Mecânica com ênfase Automobilística; Engenharia Química e Engenharia de Robôs. Oferece ainda cursos de pós-graduação lato sensu nas áreas de Gestão, Engenharia e Tecnologia; mestrado em Administração, Engenharia Elétrica, Mecânica e Química; e doutorado em Administração e Engenharia Elétrica.

Grupo CDI - Comunicação e Marketing
N.R. Foto: Jornal Correio do Sul / EPTV
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quinta-feira, 13 de junho de 2019

INTERVENCIONISMO ATRAPALHA.
Por Fernando Calmon*


Governos, com certa frequência, mais prejudicam do que ajudam em assuntos envolvendo a indústria automobilística, por si só bastante complexa por sua extensa cadeia produtiva e os próprios riscos do negócio. Há exemplos agora na França – fusão FCA-Renault – e no Brasil – mudanças no Código de Trânsito.

O bem articulado plano de fusão dos grupos ítalo-americano e francês esbarrou em exigências nada racionais do governo francês, como previsto nessa Coluna. FCA simplesmente retirou sua oferta e deixou os políticos falando sozinhos, após exigências descabidas como manter a sede na França ou garantia absoluta de empregos. Nissan, por sua vez, defendeu maior influência sobre decisões dentro da aliança de duas décadas com a Renault.

A posição brusca da FCA não significa que tudo terminou. O governo da França baixou o tom. Admite diminuir de 15% para 7,5% sua participação (com poder de veto) na Renault e também acena para um papel maior da Nissan que se diz prejudicada por ser, ultimamente, maior que a Renault em produção e resultados. O imbróglio não está fácil de resolver. O negócio ainda pode sair, sem se tornar uma novela por meses.

Aqui, mudanças por projeto de lei do Código de Trânsito Brasileiro provocam muita polêmica. Quem decidirá é o Congresso, sem prazo. Ninguém desconhece a importância dos banquinhos infantis para segurança das crianças. O Governo Federal sugere trocar a multa por advertência escrita, porém os pontos continuariam a ser lançados no prontuário do motorista. Essa advertência, se bem redigida e com fotos de teste de colisão para maior dramaticidade, tem grande efeito educativo. No entanto, deveria valer, quando muito, apenas para a primeira infração. Mesmo a multa deveria vir acompanhada da advertência.

Hoje táxis, veículos escolares e carros de aplicativos registrados (considerados de aluguel) não são multados na ausência de dispositivos de retenção. Em outros países isso também levou a grandes discussões. A fiscalização enfrenta percalços por envolver a idade das crianças e até certidões de nascimento.

Quanto ao aumento de 20 para 40 pontos na apreensão da carteira, o meio-termo talvez fosse ideal: 30 pontos. Recentemente o tempo mínimo de suspensão foi aumentado de um mês para seis meses. Então não parece descabido elevar o limite de pontos, já que também o valor das multas sofreu forte correção. É pouco válido comparação entre países sem saber o critério utilizado de graduação de pontos. O sistema alemão parece racional ao estabelecer advertência por escrito, quando a pontuação do motorista está próxima ao limite.

Essa discussão estéril sobre “indústria da multa” parece ignorar que a arrecadação é tão elevada que já faz parte do orçamento de muitas prefeituras. Há quem defenda fiscalizar a fiscalização para evitar abusos, argumento risível.

Em um ponto, porém, o governo acertou: faróis acesos de dia só em rodovias de mão dupla, se aprovado pelos congressistas. Mesmo neste caso é um equívoco, com mais desvantagens do que vantagens. EUA têm a maior frota do mundo e lá nunca foi obrigatório, depois de vários estudos. O correto, como previsto agora, são luzes de uso diurno (DLR, em inglês) e um prazo de instalação nas fábricas.

Aumentar a validade da CNH de cinco para dez anos também é adequado.

ALTA RODA


ANFAVEA revisará para baixo sua previsão de exportações (em razão da forte queda de vendas na Argentina), o que também atingirá a produção em 2019. Fabricantes cortaram vagas ou deram férias, mas o crescimento do mercado interno continua firme: 12,5%. Isso ainda garantirá números de produção maiores em relação a 2018.

QUEM ainda duvidava do acerto do programa Rota 2030, melhor ficar mudo. Já se habilitaram 32 empresas entre fabricantes de veículos e de autopeças. Agrale, PSA e VW foram as primeiras, ainda em dezembro de 2018. FCA, GM e Renault mais recentemente. Todas investirão aqui em pesquisa e desenvolvimento. Nenhuma marca oriental ainda aderiu.

JETTA GLI com mesmo motor do Golf GTI, 230 cv/35,7 kgfm, foi lançado agora por R$ 144.490. O mexicano tem preço inferior ao hatch produzido no Paraná; surpreende por também ser fracionalmente mais rápido e veloz, apesar de maior massa. Trata-se de um sedã muito prazeroso de dirigir, ótimo porta-malas (510 litros) e bem equipado.

DEPOIS de pequenos ajustes de preço, o Honda WR-V tornou-se razoavelmente competitivo. Derivação aventureira mais extensa do Fit, destaca-se pela suspensão robusta e reações previsíveis mesmo com altura de rodagem maior. Estilo na parte traseira algo exagerado. Câmbio CVT precisa ser usado na posição “S” frequentemente para diminuir letargia de respostas.

ASSOCIAÇÃO Brasileira de Engenharia Automotiva (sigla AEA) acaba de completar 35 anos. Por meio de seminários e premiações (este ano organizou a 13ª edição dedicada ao meio ambiente) colaborou para vários avanços tecnológicos do País. É mantida por 81 empresas, instituições governamentais e universidades, sempre em equilíbrio.
* Fernando Calmon - fernando@calmon.jor.br - é jornalista especializado desde 1967. Engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna Alta Roda começou em 1999. É publicada em O Brasil Sobre Rodas, WebMotors, Gazeta Mercantil e também em uma rede nacional de 52 jornais, sites e revistas. 
É, ainda, correspondente para a América do Sul do site Just-auto (Inglaterra).
Siga: www.twitter.com/fernandocalmon  - www.facebook.com/fernando.calmon2.

MARCOPOLO PROMOVE PROGRAMA DE TREINAMENTO DE CLIENTES


A Marcopolo promoveu na Polobus Comércio, representante da marca em Recife, mais uma edição do seu programa de treinamento voltado para as equipes técnicas e os motoristas das empresas operadoras de transporte rodoviário e urbanos. Com a presença de 132 profissionais, o objetivo foi colaborar para tornar a utilização e operação dos ônibus Marcopolo ainda mais eficientes, reduzindo as ocorrências e o tempo dos veículos parados.

Segundo Belmir Antônio Contin, diretor da Polobus, o programa de treinamento foi dividido em quatro dias, dois focados nos clientes do segmento rodoviário, e dois, nos operadores urbanos. Foram ensaios e apresentações sobre detalhes dos produtos em aspectos mecânicos (carroceria) e elétricos, para o pessoal técnico, e treinamento para a melhor operação e condução do cockpit e cabine, para os motoristas.

“Para que os nossos clientes possam alcançar a máxima eficiência dos produtos é fundamental que suas equipes técnicas conheçam profundamente cada detalhe dos veículos. Assim, vão ganhar tempo e qualidade na manutenção e na correta operação dos ônibus”, esclarece Belmir Contin. “Esses profissionais vão também replicar todo esse conhecimento em suas próprias empresas, funcionando como verdadeiros disseminadores de boas práticas”.

De acordo com Belmir Contin, quanto mais as paradas não programadas forem eliminadas, quer por problemas que possam ser evitados, como operação inadequada, menor será o custo para o operador de transporte. “O tempo do veículo parado é, hoje, um dos maiores custos das empresas. Queremos também tornar mais rápidas e eficazes as manutenções corretivas e preventivas realizadas pelas equipes de manutenção dos clientes”, enfatiza.

Programa Marcopolo de treinamento de clientes


O programa Marcopolo de treinamento de clientes é realizado uma vez por ano, sempre em parceria com a sua rede de representantes, que possuem estrutura e equipamentos específicos para as atividades, sem a necessidade de deslocamento à fábrica, em Caxias do Sul. Com isso, o cliente ganha tempo, pode proporcionar o treinamento a um número maior de funcionários e assim ampliar a integração, aperfeiçoando os conhecimentos das equipes técnicas nos produtos da marca. O treinamento é ministrado por um técnico especialista da Marcopolo e não tem custo para o cliente, a não ser o de deslocamento até as instalações da fabricante.

Segundo Leandro Sodré, gestor de Rede Marcopolo, a empresa desenvolve programas contínuos de capacitação da equipe de representantes para prestar atendimento de alto padrão aos seus clientes. “Acreditamos muito que, por intermédio do nosso programa de treinamento, o cliente maximiza os benefícios e diferenciais dos nossos produtos, que são projetados para garantir aos operadores, o melhor retorno do investimento”, explica.

Foto: Júlio Soares.

KBPX RECEBE SETE VOLKSBUS 18.280 QUE JÁ ESTÃO EM OPERAÇÃO EM SÃO PAULO


A KBPX Administração e Participação recebeu sete unidades do Volksbus 18.280 OT LE para compor a sua frota do transporte público de passageiros para a região sudoeste da cidade de São Paulo. Os modelos foram entregues pela Apta Caminhões e Ônibus, de São Bernardo do Campo e estão em plena operação.

Os ônibus são equipados com carroceria Caio Millenium no padrão SPTrans, a secretaria municipal de São Paulo, que possui critérios específicos para as operações como comprimento padrão dos veículos, equipamentos de ar condicionado, assentos reservados para cadeirantes e entrada USB para carregamento de aparelhos eletrônicos nas poltronas.

Os modelos Volksbus 18.280 são equipados com tecnologia, robustez, confiabilidade, baixo custo operacional e conforto. O motor MAN D08 tem 6 cilindros e 280 cv, transmissão ZF Ecolife Automática e suspensão "Full Air". O veículo concebido em sinergia com o projeto europeu, apresenta novos conceitos de construção e soluções tecnológicas voltadas para as operações urbanas com veículo acessível de padrão mundial.

Vale lembrar que o negócio de ônibus envolve a oferta de veículos sob medida combinada aos serviços de pós-vendas. Atenta às necessidades do mercado, a Apta Caminhões e Ônibus foi uma das pioneiras na implantação da atividade dos monitores de ônibus com o objetivo de auxiliar os clientes a atingir a excelência na operação do transporte de passageiros.

Em relação às vendas de ônibus no Brasil afora, a Volkswagen vem acelerando com bom resultado. No acumulado de janeiro a maio deste ano, os modelos Volksbus alcançaram 2.152 unidades, alta de 185% em relação ao volume no mesmo período de 2018 com 755 unidades, segundo a Anfavea - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

A Apta Caminhões e Ônibus é uma das mais modernas concessionárias de caminhões e ônibus da rede MAN Latin America/ Volkswagen. Possui unidades estrategicamente bem localizadas às margens da Rodovia dos Imigrantes, uma no planalto no Km 26 na junção com o Rodoanel e outra na Baixada Santista no KM 64. As concessionárias atuam com uma linha completa e sua estrutura se divide entre vendas de caminhões e ônibus, novos e usados, além de peças e assistência técnica. A Apta atende 39 municípios da Grande São Paulo e 11 do litoral paulista.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

VOLKSWAGEN CONSTELLATION CELEBRA 230 MIL UNIDADES PRODUZIDAS COM VENDAS EM ALTA DE 64% NO ANO


Não faltam razões para a família Constellation celebrar: além de alcançar o marco produtivo de 230 mil unidades, os modelos da linha ocupam posição de destaque no mercado nacional, com alta de vendas de 64% no acumulado até maio deste ano em relação ao mesmo período de 2018. Este ano os emplacamentos somam 39.093 frente aos 26.323 do ano passado, de acordo com números da Anfavea, associação que representa as empresas da indústria automotiva brasileira.

Os caminhões Volkswagen são também os líderes em vendas nos segmentos de médios e semipesados no mercado brasileiro. Na fatia de 10 a 15 toneladas, que corresponde aos médios, a VW detém 57,6% de participação neste ano, segundo informações da Anfavea. Enquanto as vendas totais cresceram 49%, os caminhões VW tiveram alta de mais de 70% no segmento.

Entre os semipesados, faixa a partir de 15 até 45 toneladas para chassis e 40 toneladas para Tractors, as vendas de caminhões VW correspondem a 39,9% do mercado nacional.


Dentre os principais responsáveis por esse sucesso estão os modelos Constellation 17.230, com alta de vendas de 112%,  Constellation 23.230, que apura alta de 418%, e ainda Constellation 31.280 e Constellation Tractor 19.360, que cresceram 148% e 137%, respectivamente, no acumulado deste ano frente ao mesmo período de 2018.

Versatilidade a toda prova



Com gama de produtos de 13 toneladas de PBT (Peso Bruto Total) até cavalos mecânicos de 70 toneladas CMT (Capacidade Máxima de Tração), a linha Constellation engloba o mercado de médios até extrapesados. Sob medida para as mais variadas aplicações, a família Constellation pode alcançar mais de uma centena de configurações.

Lançada em 2005, a família Constellation é líder no mercado brasileiro desde 2008, além de ser vendida em outros 20 destinos internacionais, na América Latina e África.

Volkswagen Caminhões e Ônibus
Comunicação Corporativa

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CIDADE DE ARACAJU, EM SERGIPE, RECEBERÁ 10 NOVOS ÔNIBUS NEOBUS SPECTRUM 325


A Empresa de Transportes Águia Dourada Ltda., especializada no transporte de passageiros nos segmentos urbano escolar, fretamento, rodoviário intermunicipal e turismo, adquiriu, recentemente, 10 novos ônibus NEOBUS SPECTRUM 325. As unidades, desenvolvidas para atender os segmentos de fretamento e rodoviário intermunicipal, bem como de linhas regulares de média e curta distâncias, serão entregues neste mês. A operadora, fundada em 1996, conta com uma frota de 180 veículos entre ônibus e micro-ônibus.

De acordo com João Paulo Ledur, diretor da NEOBUS, esta é a primeira aquisição feita pela Águia Dourada de veículos da marca e também os primeiros ônibus SPECTRUM para o Estado de Sergipe. “A escolha pelo novo SPECTRUM se deu pelos diferenciais que o produto apresenta e pela tradição e elevada imagem de robustez e conforto. Além disso, a facilidade de operação e a funcionalidade são outros atributos do modelo. Esta venda evidencia o crescimento da NEOBUS em todo o território nacional, bem como a excelente aceitação do produto”, destaca o executivo.

O SPECTRUM 325 desenvolvido para a Águia Dourada possui chassi Volkswagem VW 17.230, comprimento total de 13.200mm e capacidade para 46 passageiros sentados. Conta com elevador DPM, sistema de ar-condicionado e iluminação toda em LEDs, com luzes indiretas para maior comodidade e sofisticação. Os LEDs estão presentes também nas luzes de leitura dos porta-focos, que contam ainda com saídas individuais para ar-condicionado. As linhas do acabamento interior da cabine seguem as tendências automobilísticas, com materiais e texturas mais modernos.

O visual do SPECTRUM 325 é marcante pelo desenho limpo e fluído do conjunto ótico dianteiro, com a utilização de LEDs nas luzes de direção e grade dianteira em formato de colmeia. Na traseira, possui para-choque independente da tampa, o que facilita ainda mais os reparos e reduz custos de manutenção, e vigia com desenho reto e limpo.

Foto: Giovani Boff /DC Multimídia.

AUDI É A MARCA COM A MAIOR SATISFAÇÃO DE CLIENTES NO PÓS-VENDAS DO BRASIL


A Audi do Brasil é a marca do segmento premium que melhor atende os consumidores na área de pós-vendas no País. Esta é a conclusão da pesquisa de satisfação do consumidor CSI Brasil 2019 (Customer Service Index Brasil), realizada pela consultoria J.D. Power. A marca das Quatro Argolas alcançou 864 pontos, a melhor pontuação dentre todas as marcas envolvidas no estudo respondido pelos consumidores. No segmento de luxo, a Audi ficou mais de 20 pontos à frente do segundo lugar.

Para José Sétimo Spini, diretor de pós-vendas da Audi do Brasil, “trabalhamos junto com nossa rede para que o cliente fique encantado não apenas com a inovação, tecnologia, esportividade e conforto dos nossos veículos, mas em todo o ciclo de relacionamento, e é nesse ciclo que entra o atendimento e serviços do pós-vendas. Este reconhecimento coroa um intenso trabalho conjunto da Audi e de toda sua rede de concessionárias, que coloca o cliente como o centro da estratégia. Nosso grande objetivo é agregar diferenciais em nossos serviços, que possam ser positivamente percebidos por nossos clientes”.

O CSI Brasil 2019 se baseia nas avaliações de 4.920 proprietários que adquiriram veículos novos entre dezembro de 2015 e novembro de 2017 e que realizaram algum serviço em uma concessionária autorizada nos últimos 12 meses. O estudo foi realizado de novembro de 2018 a abril de 2019.

Esta é a quinta edição da pesquisa, que analisa a satisfação do cliente com os serviços das concessionárias em cinco fatores e com os respectivos pesos: início do serviço, 25%, qualidade do serviço, 23%, consultor técnico, 19%, instalações da concessionária, 18%, e retirada do veículo, 15%.

A Audi do Brasil possui atualmente 46 concessionárias distribuídas  em todas as regiões brasileiras. A J.D. Power é uma consultoria global fundada em 1968 que, dentre outras atividades, realiza atividades especializadas em insights do consumidor.

Índice CSI de Satisfação Geral com Serviços Pós-Venda na Concessionária
Marcas de Luxo*
1º: Audi – 864 (Média de segmento de luxo – 844)
2º: BMW – 843
3º: Mercedes-Benz – 840
4º: Land Rover – 836

Baseado em uma escala de 1.000 pontos
Fonte: Estudo Customer Service Index (CSI Brasil 2019) / J.D. Power 

terça-feira, 11 de junho de 2019

MOBIL REFORMULA EMBALAGENS DA SUA LINHA DE PRODUTOS PARA CARROS


A Moove, uma das maiores fabricantes de lubrificantes e especialidades automotivas no segmento, detentora da marca Mobil no Brasil e em outros países, acaba de reformular as embalagens e relançar os produtos da linha Mobil Super, uma das principais do portfólio da companhia. As mudanças nas embalagens foram definidas após pesquisa com mecânicos e consumidores, além de análise dos pontos de venda. O intuito é tornar as especificações dos óleos mais objetivas, alinhadas entre si e atrativas para profissionais e consumidores.

Com uma linha completa de lubrificantes de alta tecnologia, a Família Mobil Super é composta por 10 produtos, entre óleos sintéticos, semissintéticos e minerais, garantindo proteção para 96% de toda a frota circulante nacional. No entanto, após estudo de mercado, a empresa notou que toda a tecnologia aplicada e a qualidade dos óleos não estavam totalmente evidenciadas nas embalagens, o que prejudicava o entendimento das características e suas indicações de uso.

A pesquisa com os mecânicos realizada pela companhia mostrou pontos que os profissionais levam em consideração para escolha do óleo. Segundo Marília Goldschmidt, gerente de Marketing da empresa, “estes indicadores foram importantes para percebermos que algumas características do nosso produto não eram apresentadas de maneira clara nas embalagens, e que tínhamos uma grande oportunidade para evoluir”, diz. Dessa forma, foi necessário um novo conceito de embalagens, deixando-as mais modernas, atrativas e, principalmente, mais amigáveis.

“Agora, nossas cores estão padronizadas, de acordo com a composição do produto. A embalagem entrega exatamente o que o profissional quer e precisa saber quando indica o óleo lubrificante para o consumidor”, explica Marília. Isso é muito importante porque utilizar o óleo correto e de qualidade faz o motor do carro trabalhar com a máxima performance, de maneira mais eficiente, garantido uma maior vida longa do motor.

De cara nova


Além das novas cores padronizadas, de acordo com cada tipo de produto, as embalagens contam com informações sobre viscosidade e atributos mais visíveis. A marca também tem mais destaque. Outra nova característica é que as tampas estão vermelhas para reforçar o “O” de Mobil.

Os produtos atendem todos os tipos de carros e combustíveis aprovados pelas principais montadoras de veículos do Brasil, oferecendo economia, eficiência e proteção.

Moove


Uma das maiores empresas de lubrificantes e óleos básicos do país, a Moove é responsável pela produção e distribuição das marcas Mobil e Comma com presença na América do Sul, Europa e Ásia.

VOLARE LANÇA NOVA CAMPANHA COM FOCO NO ATENDIMENTO COMPLETO AO CLIENTE


A Volare, montadora líder brasileira no segmento de micro-ônibus, lança em junho, no mês em que completa 21 anos de história, sua nova campanha institucional. Focada no relacionamento próximo ao cliente, a campanha traz como premissas principais entender e atender às necessidades de cada segmento do setor de transporte de pessoas.

Com uma trajetória marcada pela inovação produtiva e adaptação às demandas do mercado, o slogan “Feito para o seu mundo” afirma o comprometimento da equipe Volare com os negócios de seus clientes. Desenvolvidos de forma integrada, com configurações, equipamentos e funcionalidades sob medida para as aplicações de cada cliente, os micro-ônibus são reconhecidos no Brasil e no exterior por sua qualidade e conforto. E, agora, ganham ainda mais protagonismo na nova campanha da marca.

Segundo João Paulo Ledur, diretor da Volare, o novo posicionamento destaca as virtudes, diferenciais e valores da marca, aproximando-a cada vez mais dos operadores, clientes e usuários. “A Volare nasceu para atender a demanda de um nicho específico e se transformou na montadora com mais de 50% de market share no mercado, onde atua com a mais completa e diversificada linha. Somos únicos no conceito de fabricação e também na maneira de atuar, por intermédio de uma rede de concessionárias com mais de 80 pontos de atendimento no mundo, com veículos a pronta-entrega e também com elevado nível de personalização”.

Para continuar avançando, a estratégia da Volare é expandir sua presença no varejo, com ampla rede de concessionárias, voltada ao atendimento ao cliente desde a venda ao pós-venda, reforçando assistência técnica especializada, peças originais e agilidade na entrega.

Mais informações podem ser encontradas no site: www.volare.com.br e também nas redes sociais da marca @onibusvolare.

MECÂNICA ONLINE®.
Por Tarcisio Dias*

Andamos com o Nexo, veículo elétrico de célula de combustível



Muito tem se falado sobre o futuro do automóvel. Qual será a fonte de energia que vai predominar? O futuro dos veículos a gasolina, diesel ou etanol está com os dias contados? O que se sabe é que a indústria automotiva continua investindo seus estudos e apresentando produtos para tornar o automóvel mais eficiente e principalmente reduzir sua emissão de poluentes.

Atendendo convite da Hyundai Motor Brasil fui até Seul, na Coreia do Sul, visitar o centro de desenvolvimento de células de combustível da marca, oportunidade para uma atualização dos mais recentes avanços e rápida volta com o modelo de série NEXO, primeiro veículo originalmente concebido para propulsão por hidrogênio, resultado de 20 anos de desenvolvimento.

O modelo é a última geração de modelos de célula de combustível (FCEV - Fuel Cell Eletric Vehicle) que utilizam hidrogênio para gerar energia elétrica e mover o veículo.

O Hyundai Nexo é um veículo elétrico. A grande diferença, no entanto, está no modo como a energia é gerada. Em vez de carregar o carro na tomada, para ter uma nova carga na bateria, há um tanque de hidrogênio, que, após um processo químico, se transforma em energia para o motor elétrico.

E o resultado desta "queima", é água, que sai pelo escapamento, em vez de gases nocivos como nos motores a combustão.

A potência máxima do motor elétrico é de 163 cavalos de potência e torque de 349 Nm. Em apenas 9,5 segundos o modelo acelera de 0 a 100 km/h. A autonomia é de 595 quilômetros com três cilindros de hidrogênio, cuja capacidade é de 156,6 litros, que pode ser abastecido em até cinco minutos. O conjunto de célula de combustível e tanque de hidrogênio pesa 200 kg.

"Considerando uma frota de 100 mil veículos a célula de hidrogênio rodando por duas horas, teríamos a limpeza de todo o ar que os 8 milhões de habitantes de Seul consomem em uma hora", afirmou Zayong Koo, um dos engenheiros responsáveis pelo projeto.

Dentre as tecnologias presentes, o Nexo conta com diversos recursos autônomos, como o monitor de pontos cegos por meio de câmeras (que exibe numa tela imagens da traseira e das laterais, durante mudanças de faixa), o assistente de manutenção em faixa (em velocidades de até 145 km/h, o carro é capaz de se manter dentro de uma faixa sem o auxílio do motorista), piloto automático adaptativo (que ajusta a velocidade conforme o carro à frente) e sistema de estacionamento autônomo.

O comportamento do modelo é silencioso, com potência e torque disponível desde o primeiro momento, devido sua característica elétrica.

Num circuito simples, de duas retas, foi possível acelerar e observar o comportamento dos freios regenerativos. É possível visualizar a origem da energia através de um painel indicativo, mostrando as reações que estão acontecendo em tempo real.

Para 2019, a Hyundai espera vender menos de 10 mil unidades do Nexo. O modelo custa US$ 70 mil, próximo de R$ 280 mil em nosso Brasil, o que torna ainda caro não apenas aqui, mas também no mercado sul coreano.

Cidades como Seul e Ulsan possuem inventivos que reduzem o valor do modelo pela metade. A garantia é de 160 mil quilômetros ou 10 anos, período em que os componentes da reação interna do hidrogênio funcionam na melhor eficiência, que começa a ser menor após esse tempo.

Como funciona um carro a hidrogênio? 


O carro a hidrogênio é basicamente elétrico. A grande diferença, no entanto, está no modo como a energia é produzida.

Em vez de carregar o carro na tomada, para ter uma nova carga na bateria, há um tanque de hidrogênio, que, após um processo químico, se transforma em energia para o motor elétrico.

O resultado desta "queima", é água, que sai pelo escapamento, em vez de gases nocivos como nos motores a combustão.

Honda e Toyota também possuem veículos a hidrogênio, o Clarity Fuel Cell e o Mirai, respectivamente.

Hyundai Nexo
Motor: elétrico (magnético permanente), 135 kW, alimentado por célula de hidrogênio
Potência: 163 cv 
Torque: 40,27 kgfm
0-100 km/h: 9,2 s 
Velocidade máxima: 179 km/h 
Autonomia: 570 - 610 km 
Dimensões: 4,67 m (comprimento), 2,79 m (entre eixos)
Porta-malas: 461 litros 
Peso: 1.873 kg 
Preço: US$ 70 mil.

Online


Velocidade - Para se ter uma ideia do quanto é inútil arriscar a vida no trânsito exagerando na velocidade, transitar a 120 km/h numa rodovia cujo limite máximo é de 100 km/h faz com que se ganhem apenas 5 minutos num trajeto de 50 km.

Volkswagen - A nomenclatura GLI nasceu nos anos 80, nos Estados Unidos, como parte da estratégia de esportivos da Volks no mundo, e se refere aos modelos de topo de gama, trazendo todo o apelo dos modelos GTI à classe refinada dos sedãs. Daí a origem do nome Gran Luxury Injection (GLI). É a primeira vez que a Volkswagen oferece no Brasil o Jetta GLI.

Riscos - Estudo recente revela que os acidentes são atribuídos à falta de atenção ao dirigir (41%), imprudência do motorista (35%), uso de bebidas alcóolicas (8%) e uso do celular (6%). A maioria destas ocorrências acontecem nos finais de semana. Segunda-feira, no geral, é o dia com menor incidência de acidentes.

Conectados - A Scania acaba de atingir 20 mil veículos conectados no Brasil, desde o lançamento do serviço em janeiro de 2017. São cerca de 18.800 caminhões e 1.200 ônibus ativos. Ao redor do planeta, a fabricante possui 400 mil veículos comerciais conectados que geram dados usados para melhorias nas operações de transporte dos clientes.

Autônomos - A FCA US e a Aurora anunciaram a assinatura de um acordo para estabelecer as bases de uma parceria poderosa com o objetivo de desenvolver e implantar veículos comerciais de condução autônoma.

Mais autônomos - O Aurora Driver é a plataforma de direção autônoma da Aurora, que compreende o hardware, o software e os serviços de dados que orientam os veículos movidos por ela com segurança em todo o mundo. Oferecendo autonomia de nível 4, o sistema é composto por tecnologia capaz de sentir o ambiente e navegar por ele sem intervenção humana.

Paraíso - A Renault entregou os primeiros carros 100% elétricos para a Administração de Fernando de Noronha. Os seis veículos – 3 Zoe, 2 Twizy e 1 Kangoo Z.E. – e os quatro carregadores foram cedidos para uso oficial da Administração local em regime de comodato. Apesar da perspectiva de energia limpa, Noronha tem a maior parcela de sua energia originada da queima do óleo diesel em geradores.

Elétricos - A Toyota Motor Corporation e a Subaru Corporation (Subaru) divulgaram, no Japão, que irão desenvolver conjuntamente uma plataforma dedicada a veículos elétricos a bateria (BEVs) de médio e grande porte e um SUV BEV para venda sob a marca própria de cada empresa.

Fiat Mobi - Cerca de três anos após seu lançamento, o modelo já ultrapassou a marca de 150 mil unidades vendidas.

Nada de fusão - O Conselho de Administração da Fiat Chrysler Automobiles decidiu pela retirada com efeito imediato da proposta de fusão feita ao Groupe Renault.

* Tarcisio Dias é Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica, e Radialista. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Coluna Mecânica Online®  aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral.


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PETRONAS APRESENTA UMA NOVA LINHA EM SUA MARCA PETRONAS SYNTIUM COM TECNOLOGIA °COOLTECH™


Empresa entra no mercado de carros híbridos com os mais modernos lubrificantes levando a tecnologia das pistas direto para as estradas


A Petronas Lubricants International (PLI) apresentou uma nova linha da marca Petronas Syntium com tecnologia °CoolTech™, através dos mais modernos lubrificantes que levam a ´tecnologia das pistas direto para as estradas´. A linha inclui o primeiro lubrificante também indicado para carros híbridos, marcando a entrada da PLI nesse mercado.

Com as últimas tecnologias, incluindo o API SN+, a linha Premium Ultimate Series inclui novos produtos, tais como: Petronas Syntium 7000 0W-16 e o Petronas Syntium 7000 Hybrid 0W20, ambos com tecnologia °CoolTech™.  Sendo o segundo produto, o primeiro lubrificante da PLI criado também para motores híbridos, marcando a entrada da empresa nesse setor de rápida expansão.

Além dos avanços na linha Petronas Syntium 7000, também houve evolução nos produtos Petronas Syntium 3000, Petronas Syntium 800 SE, Petronas Syntium 500 e 300, para proporcionar máxima performance do motor e diminuir as emissões dos veículos.

“Como as OEMs em todo o mundo vêm se transformando para tornar os meios de transporte menos poluentes, nós, da Petronas Lubricants International, estamos comprometidos em ajudar nossos clientes a atenderem as demandas de diminuição nas emissões de CO2 através dos benefícios aperfeiçoados da linha Petronas Syntium com tecnologia °CoolTech™”, disse Luiz Sabatino, Diretor Geral Cone Leste (Américas).

Formulada para atender as condições mais modernas de direção, a linha Petronas Syntium com tecnologia °CoolTech™ é desenvolvida com cadeias de moléculas extremamente fortes que protegem o motor dos danos causados pelo aquecimento excessivo, otimizando a eficiência no consumo de combustível e permitindo que motores e motoristas fiquem frios, mesmo sob pressão.

“Como as pessoas, os motores expostos a situações de alto estresse precisam ficar na temperatura ideal para garantir a melhor performance. A tecnologia dos lubrificantes Petronas é desenvolvida para realizar seu papel sob pressão, como comprovado pelo incrível sucesso da equipe Mercedes-AMG Petronas no Campeonato Mundial de Construtores e pilotos da Fórmula 1 nos últimos cinco anos. Estamos satisfeitos por levar aos nossos consumidores os fluidos e lubrificantes criados com nossa tecnologia campeã, um dos diferenciais que nos separa de outros players da indústria”, segundo Luiz Sabatino.

“É com grande orgulho que apresentamos uma nova linha da marca Petronas Syntium com tecnologia °CoolTech™, O lançamento desse lubrificante, também indicado para motores híbridos, marca nossa entrada nesse mercado, mostrando a força de nossa tecnologia e do nosso comprometimento com a criação de fluidos e lubrificantes que ajudam a reduzir as emissões de CO2e protegem o meio ambiente”, disse Sabatino.

Depois de um 2018 bem-sucedido, em que a PLI se comprometeu a dedicar 75% de seus investimentos em pesquisa e tecnologia em projetos para reduzir as emissões de CO2 e proteção ao meio ambiente a empresa está buscando mais oportunidades para aplicar essa tecnologia com seus parceiros.

A nova linha Petronas Syntium também é apoiada por uma campanha de comunicação, que inclui situações do dia-a-dia de pessoas superando situações de alta pressão.

Petronas Lubricants International (PLI) é o braço mundial da Petronas - empresa nacional de petróleo da Malásia - de fabricação e comercialização de lubrificantes. Fundada em 2008, a Petronas Lubricants International fabrica e comercializa uma gama completa de produtos de lubrificantes automotivos e industriais de alta qualidade em mais de 90 mercados ao redor do mundo. Com sede em Kuala Lumpur, a PLI tem mais de 30 escritórios de marketing em 27 países, geridos através de escritórios regionais em Kuala Lumpur, Beijing, Turim, Belo Horizonte, Chicago e Durban. 

A Petronas Lubrificantes Brasil (PLB) é a divisão de fabricação e comercialização de lubrificantes da Petronas Lubricants International responsável por atender às necessidades dos clientes na América Latina. A PLB tem uma das mais modernas fábricas do grupo, localizada em Contagem, Minas Gerais, com capacidade de produção de 220 milhões de litros por ano. Apoiada por uma ampla rede logística e centros de distribuição em Contagem, Curitiba, Recife e São Paulo, a PLB é comprometida em atender às demandas pelas marcas de lubrificantes industriais e automotivas na América Latina.

CONVERSA DE PISTA.
Por Wagner Gonzalez*

CHAMEM O SULLY


A coragem do comandante que pousou um Airbus no rio Hudson pode ajudar a F-1 e a CBA


No último fim de semana os comissários desportivos do Grande Prêmio do Canadá tiveram muitos minutos para decidir o que fazer com uma manobra envolvendo Sebastian Vettel e Lewis Hamilton e criaram um fato que entrou para a história da F-1, mas não por motivos louváveis. Nos últimos anos a Confederação Brasileira de Automobilismo vive envolta em um processo de decadência que, graças aos responsáveis das últimas gestões pode culminar com a perda da sua sede no Rio de Janeiro e a própria razão de existir. Ao decidir pousar o Airbus A320 prefixo N160US nas águas do Rio Hudson o comandante Chesley Sullenberger salvou mais de 150 vidas em uma decisão tomada em segundos, contraditória ao que propunham alguns controladores de voo, e entrou para história como herói.

Chesley Sullenberger pousou o Aurbus A320 no rio Hudson e preservou 150 vidas. Foto:  Arquivo.

A analogia entre os três casos é válida: Sully Sullenberger agiu com base em sua experiência real e foi obteve sucesso. Mesmo assim enfrentou um longo processo para provar que agiu com mais eficiência que seus inquisidores. Enquanto estes tiveram dias para pesquisar qual seria a melhor saída para aquele momento usando computadores e simuladores, ele usou seu conhecimento para escolher o que considerou a melhor opção e garantiu um final feliz. Trata-se de uma história que pode ser dissecada em livro ( Sully, o herói do rio Hudson, escrito pelo pelo próprio Sullenberger, Amazon) em filme (Sully, direção de Clint Eastwood e com Tom Hanks nopapel principal) e até mesmo um musical que não obteve o mesmo sucesso das duas mídias anteriores.

A briga entre Vettel e Hamilton acabou por decisão dos comissários desportivos. Foto: Mercedes.

Em uma pista de corridas há menos vidas em risco que em um jato de passageiros e a F-1 representa o que há de mais avançado em sistemas de apoio. Mais, a F-1 é uma categoria onde o entretenimento é um dos valores mais caros e seus sistemas de comunicação estão entre os mais eficientes. Certamente que a humanidade tem lá suas falhas, mas é custoso acreditar que entre os quatro comissários desportivos da prova não houve consenso para deixar a corrida continuar normalmente tal como ocorreu no GP de Mônaco de 2016. Naquela prova Lewis Hamilton agiu contra Daniel Ricciardo da mesma forma que Vettel agiu com o inglês e não foi punido. Tivesse sido assim todos ganhariam, em especial o público que aprecia a F-1 e que, em última análise, sustenta todo o negócio: a disputa entre os dois prometia bastante e, independente do resultado, teríamos um GP para lembrar por motivos mais nobres e esportivos.

Vitória de Hamilton ficou marcado por tons pesados. Foto: Mercedes.

Entre nós, os tempos e movimentos são ainda mais espaçados e, principalmente, preocupantes. O sistema político que rege o esporte brasileiro infere à todas modalidades um universo onde o aspecto negócio é praticado com cores de pecado e o amadorismo é louvado de forma incolor, insípida e inodora. No automobilismo, não é diferente: a diretoria da Confederação Brasileira de Automobilismo, a CBA, é formada em uma eleição onde um princípio democrático é praticado de forma deturpada, no mínimo discutível, e os os atletas desta equação – os pilotos -, são equivalentes a pouco mais que nada e não tinham, até pouco tempo atrás, direito a voto.

Vettel andou no limite para tentar quebrar hegemonia a Mercedes. Não conseguiu. Foto: Ferrari.

Nos últimos dias o jornalista Américo Teixeira Júnior desvendou com base em documentos o que há semanas era cogitado entre os automobilistas: consequência de uma negociação mal feita e explicada de forma ainda pior, a CBA pode perder sua sede no Rio de Janeiro, um andar inteiro em prédio no bairro da Glória e com vista para a marina local. Tudo porque o subsídio pago pela prefeitura de Ribeirão Preto, com base em dotação do Ministério do Turismo, para a promoção de corridas de Stock Car na cidade paulista, não foi justificado da forma correta e acabou despertando atenção do Ministério Público. A dívida está em torno em R$ 1.7 milhão e também envolve a Vicar, a promotora da categoria; o imóvel da entidade pode ser indisponibilizado enquanto a dívida não for paga.

Não bastasse isso, o número de campeonatos brasileiros vem decaindo de forma alarmante e apenas o kart tem ficado aquém de situações que beiram o vexame público. A principal categoria brasileira de velocidade no asfalto, a Stock Car, teve o resultado contestado em duas das últimas três etapas e seu líder, o ex-piloto Carlos Col, já não esconde sua insatisfação com a forma como o esporte é gerenciado. Nas categorias com carros de turismo, os mais próximos dos disponíveis no mercado, há praticamente mais regulamentos diferentes do que campeonatos importantes; nas categorias de base – eufemismo para disputas com monopostos de baixa potência -, a CBA nada faz para contribuir na difusão de categorias de baixo custo. Apenas o kart, modalidade praticamente gerenciada à parte, mostra vitalidade.

Confederação Brasileira de Automobilismo pode perder sede no Rio de Janeiro


O resultado disso tudo é um mundo onde os abnegados lutam para sobreviver e aqueles que tem posses juntam-se para praticar o esporte que adoram sem se preocupar muito com a autoridade desportiva nacional. Se faz necessário uma reorganização de valores e métodos de trabalho, algo que não será possível enquanto federações (FAUs) que não têm 50 pilotos, três clubes e promovam três modalidades de automobilismo de competição –exigências básicas para existirem - possam votar. Até 2009 as FAUs reconhecidas tinham peso proporcional às suas atividades, mas uma assembleia equalizou o poder de votos de todas e permitiu ao pernambucano Cleyton Pinteiro eleger-se. Tão logo assumiu o cargo declarou que ficaria apenas um mandato e se acorrentaria ao portão do autódromo de Jacarepaguá, no Rio, para evitar sua demolição.

Nenhuma dessas promessas foi cumprida, o autódromo foi demolido e nenhuma categoria criada foi nesse período vingou, muito pelo contrário. Ao final de dois mandatos Pinteiro conseguiu uma vaga como vice-presidente da Confederação Sulamericana de Automobilismo (Cosadur) e elegeu seu afilhado político, Walder Bernardo, mais conhecido como Dadai, na eleição mais disputada dos últimos tempos. O candidato de oposição, o ex-piloto paranaense Milton Sperafico, chegou a contar com votos suficientes para se eleger, mas nas urnas o resultado não foi consolidado. Na busca de votos para sua eleição foi facultado que uma associação de pilotos recém-criada tivesse direito a votar; passados dois anos não se tem notícia de alguma ação pratica dessa agremiação. Com relação ao mandato de Dadai, sabe-se de uma atuação discretíssima contra a venda de Interlagos e a aprovação de salários para sua diretoria.

Precisa-se de alguém como o comandante Sully Sullenberger que esteja interessado em automobilismo e que possa contribuir para o futuro do esporte. É importante garantir boas disputas na pista e uma gestão administrativa que saiba explorar as oportunidades que surgem nesta época de grandes transformações no produto automóvel. E que essas decisões sejam tomadas de maneira rápida e positivamente consequente.

* Wagner Gonzalez é jornalista especializado em automobilismo de competição, acompanhou mais de 350 grandes prêmios de F-1 em quase duas décadas vivendo na Europa. Lá, trabalhou para a BBC World Service, O Estado de S. Paulo, Sport Nippon, Telefe TV, Zero Hora, além de ter atuado na Comissão de Imprensa da FIA. Atualmente é diretor de redação do site Motores ClássicosTwitter: @motclassicosFale com o Wagner Gonzalez: wagner@beepress.com.br.

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