sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

EMPRESAS RANDON COMPLETAM 70 ANOS.

As Empresas Randon, integradas por fabricantes de implementos para o transporte de cargas, de autopeças e de serviços financeiros, com sede em Caxias do Sul (RS), completam 70 anos nesta segunda-feira (21)



A Companhia, que teve origem com uma oficina de reforma de motores em 1949, alcançou a liderança nos mercados onde atua graças à postura inovadora, mote que norteia a campanha comemorativa “Randon 70 anos: juntos, inovando por um futuro melhor”. O objetivo é valorizar, em ações ao longo de todo o ano, o legado das Empresas Randon e projetar seu futuro por meio da inovação e das pessoas. Uma das inspirações é a própria história do fundador, Raul Randon, falecido em março de 2018, e seu espírito empreendedor e visionário, reconhecido nacionalmente.

Entre os exemplos de inovações que impulsionaram os negócios no decorrer dessas sete décadas, estão a criação do freio a ar (1954), a decisão arrojada de abertura de capital da Companhia (1971) e a busca de parceiros globais para formação de joint ventures (anos 80 e 90) na competitiva área de autopeças. Em 2014, anteviu-se a necessidade de uma profunda readequação do modelo organizacional, tornando-o mais enxuto e eficiente, moldando a empresa para os novos e desafiadores tempos de crescimento. A empresa vem promovendo alterações em alguns processos de gestão, que associam tecnologias com mudanças comportamentais. Como exemplos, destacam-se um sistema digital de recrutamento que utiliza inteligência artificial, e participação na Hélice – movimento pela Inovação, que junto a outras empresas da região serrana busca soluções para demandas em comum junto a startups.

A Randon S.A. Implementos e Participações é a controladora das unidades de negócios Randon Implementos, Randon Veículos, Suspensys e Suspensys WE/Castertech. Também controla as fabricantes de autopeças Fras-le, Master e JOST Brasil, e na área de serviços financeiros, a Randon Administradora de Consórcios e Banco Randon. Com uma participação histórica na faixa de 40%, é líder em praticamente todos os mercados onde atua, como veículos para o transporte de carga, ferroviário e fora-de-estrada, sistemas automotivos, autopeças e serviços. Em seu conjunto, as Empresas Randon produzem um dos mais amplos e avançados portfólios de produtos do segmento de veículos comerciais correlacionados com o transporte de cargas dentre as empresas congêneres no mundo.

Emprega cerca de 11 mil pessoas e registrou um faturamento bruto em 2017 de R$ 4,2 bilhões. “Conquistamos essa posição ao longo das décadas de muito trabalho, norteados na qualidade e no foco ao cliente, mas sem perder nosso olhar para as pessoas, que em última instância são quem constrói a história e o sucesso de uma empresa. Também sempre nos preocupamos em manter uma atuação responsável junto à comunidade, por meio de nossas ações sociais”, declara o presidente das Empresas Randon, David Randon. 

História


O conglomerado iniciou em 1949 com uma pequena oficina mecânica voltada à reforma de motores industriais em Caxias do Sul, serra gaúcha. O negócio foi idealizado por Raul Anselmo Randon, que, aos 14 anos, foi trabalhar na ferraria de seu pai, onde permaneceu até os 18, quando, em 1948, passou a prestar o serviço militar obrigatório. No retorno do exército, associou-se ao irmão Hercílio Randon em sua pequena oficina de reforma de motores, quando aliaram conhecimentos técnicos e comerciais em uma bem-sucedida combinação. “Fomos ousados em vislumbrar e sonhar o futuro; fomos prudentes nos investimentos e avanços tecnológicos; fomos fortes nos momentos de crise, na adversidade. Por acreditarmos no Brasil, sempre projetamos produtos afinados com o progresso, apostando no desenvolvimento nacional”, costumava afirmar Raul Randon, falecido em março de 2018.

Randon.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

ATENÇÃO COM OS CINTOS.
Por Fernando Calmon*


Uso de cintos de segurança ainda enfrenta grandes resistências no Brasil. A chegada das férias de verão leva a um maior número de veículos nas estradas e acidentes tendem a aumentar. Só no Estado de São Paulo, onde a fiscalização é mais rigorosa, cerca de 300.000 multas por ano são aplicadas. Nas rodovias federais do País, são mais de 200.000 anualmente.

Utilizar os cintos é essencial em qualquer percurso, longo ou curto, em cidade ou estrada. Em geral, motoristas e ocupantes se preocupam mais quando utilizam estradas. Mesmo assim, os números são assustadores. Pesquisa da Arteris, responsável por mais de 3.000 quilômetros de rodovias brasileiras, indica que 9% dos motoristas desprezam esse equipamento e quase 40% dos demais ocupantes, principalmente no banco de trás, também deixam de usá-lo.

Essa proporção não deve mudar muito em cidades. Por medo de multas, motorista e seu acompanhante no banco dianteiro são mais atentos no cumprir dessa obrigatoriedade. No banco de trás a taxa de utilização é baixíssima. A partir de 2020, todos os modelos novos à venda terão que vir de fábrica com três cintos de três pontos no banco traseiro.

Para quem pensa que está mais seguro no banco traseiro deve recordar o acidente fatal da Princesa Diana e seu namorado Dodi Al-Fayed, nas ruas de Paris, em 1997. Nenhum usava o cinto e o único sobrevivente foi o segurança do casal, no banco dianteiro, que o utilizava corretamente.

Em choque contra barreira indeformável, a pouco mais de 60 km/h, as forças geradas multiplicam por 40 vezes a massa de uma pessoa ou objeto. Isso significa que passageiro ou motorista de 75 kg transforma-se em três toneladas ao ir de encontro a partes metálicas ou ao encosto do banco dianteiro. Dificilmente se escapa com vida sem os cintos, pois airbags têm função apenas complementar. Em colisão frontal entre dois veículos, ambos a uns 30 km/h, consequências são iguais.

Artesp, a agência paulista que fiscaliza rodovias estaduais sob concessão, confirma em outra pesquisa: 57% das pessoas que viajavam no banco traseiro sem esta proteção, morreram em acidentes.

Outro motivo de atenção é evitar que os cintos fiquem torcidos com o seu uso descuidado. Trata-se de uma situação muito comum ao se desafivelar. As pessoas soltam a trava e simplesmente deixam a fita transversal subir até a ancoragem superior pela retração normal do carretel. Com a repetição desses movimentos o cinto começa a torcer, situação frequente em táxis ou carros utilizados em transporte por aplicativos.

Recomendação: ao destravar, acompanhe com a mão o movimento de retração até a fivela chegar à argola no alto da ancoragem. Isso vale para cintos de segurança de três pontos, dianteiros e traseiros, pois uma fita torcida perde grande parte de sua eficiência de proteção. Se isso ocorrer, vá a uma oficina ou tapeceiro, peça para destorcer e aprenda.
Ou faça você mesmo: se estiver torcido no sentido anti-horário, pegue a fivela do cinto e gire-a no sentido horário e vice-versa.  Clique na telinha e assista uma demonstração (amadora). 



ALTA RODA


ESTE ANO deve ocorrer uma boa reação das vendas de varejo (consumidor final) em relação às de atacado (faturamento direto para frotistas, locadoras, PCD e governos). Nos últimos anos o comprador comum sofreu com queda de renda e desemprego, além de crédito curto e bastante seletivo. Hoje, vendas diretas estão em torno de 40% do total. Devem recuar para um terço.

FÁBRICA da Honda em Itirapina (SP), pronta desde 2016 e mantida fechada em razão da queda de mercado, começa a produzir este mês. Primeiro produto, o Fit, se beneficiará de linha de montagem e processos industriais bem mais modernos. City será o segundo, seis meses depois. Até 2021, no ritmo de dois por ano, todos os modelos serão transferidos de Sumaré (SP).

APERTO sobre motoristas de aplicativos (Uber, 99, Cabify e outros), agora para valer, na cidade de São Paulo. Todos serão obrigados a fazer um curso, passar por aprovação, além de cadastro obrigatório. Há exigência de seguro para passageiros e CNH para atividade remunerada. Veículos terão no máximo oito anos de fabricação e serão inspecionados. Usuário, claro, pagará a conta.

TRAMITA na Câmara dos Deputados um projeto de verdadeiro incentivo para quem não paga em dia IPVA, taxa de licenciamento e multas. Apreensão do veículo ocorreria apenas quando as irregularidades fossem constatadas em segunda abordagem do condutor entre 15 dias e 12 meses após a data da primeira infração. Tal aberração não pode ser aprovada.

AINDA é cedo para confiar, mas há um aspecto interessante do projeto de uma pequena empresa alemã, a MWI. Propõe substituir velas de ignição por pulsos de micro-ondas, o que baixaria a temperatura de combustão com ganhos de até 30% no consumo de gasolina e até 80% de emissões danosas à saúde. Vantagem: poderia ser aplicado em motores atuais.





* Fernando Calmon - fernando@calmon.jor.br - é jornalista especializado desde 1967. Engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna Alta Roda começou em 1999. É publicada em O Brasil Sobre Rodas, WebMotors, Gazeta Mercantil e também em uma rede nacional de 52 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do site Just-auto (Inglaterra).Siga: www.twitter.com/fernandocalmon  - www.facebook.com/fernando.calmon2.

DEBORAH SECCO MOSTRA OS DIFERENCIAIS DO T-CROSS EM CAMPANHA DIGITAL DA VOLKSWAGEN.


Prático, seguro, cool e intuitivo: T-Cross, novo SUV da Volkswagen, traz itens exclusivos e inovações para a categoria. Como parte da campanha de pré-lançamento do modelo, a atriz Deborah Secco é a estrela da ação para as redes sociais da empresa. Com estreia hoje (17), a série de oito vídeos comunica de maneira simples e rápida todas as novidades do modelo. Os vídeos serão publicados sempre às quintas-feiras no Facebook, YouTube, Instagram, Linkedin, Twitter e no site da Marca

Apresentado mundialmente em outubro de 2018, o T-Cross, primeiro SUV a ser fabricado pela Volkswagen do Brasil, chegará ao mercado no início do segundo trimestre de 2019. Fruto de investimento de R$ 2 bilhões para seu desenvolvimento e a modernização da produção da fábrica de São José dos Pinhais (PR), o modelo faz parte da ofensiva de SUVs da Volkswagen, que prevê o lançamento de cinco modelos completamente novos até 2020. O primeiro deles foi o Tiguan Allspace.

As características do T-Cross serão apresentadas em uma série de oito vídeos. Em todas as produções, o SUV está em um fundo preto, em que câmera e iluminação acompanham os detalhes, enquanto Deborah Secco narra as inovações na categoria. Alguns filmes contam com recursos 3D para detalhar as tecnologias do T-Cross.

A ação ressalta algumas novidades exclusivas do T-Cross, que se destacam na categoria. O Park Assist 3.0 permite o estacionamento autônomo em vagas paralelas e transversais – e agora com a função de freio de manobra, o Detector de Fadiga reconhece quando a condução sai do esperado, e um sinal visual e sonoro recomenda uma parada. Além disso, tecnologias já consagradas pela Volkswagen não ficam de fora: o novo modelo conta com o Manual Cognitivo, inteligência artificial que responde às dúvidas do condutor, e motores TSI, mais eficientes e econômicos.

Inovações do T-Cross 

• Park Assist 3.0
• Perfil de condução
• 6 airbags
• Controle Eletrônico de Estabilidade
• Frenagem Automática Pós-Colisão
• Sistema Isofix com Top Tether para fixação de cadeirinhas infantis
• Detector de Fadiga
• Bloqueio Eletrônico do Diferencial
• Active Info Display
• Manual Cognitivo
• Teto solar panorâmico
• Volkswagen Connect
• Motores 200TSI e 250TSI

Clique na telinha e assista o vídeo




Volkswagen é a marca com maior crescimento em 2018


O ano de 2018 foi de expressivas realizações para a Volkswagen. A marca terminou o ano como a montadora com maior crescimento em market share, com 2,3 pontos percentuais a mais que em 2017, chegando a cerca de 15%.

“O ano de 2018 marca a consolidação da estratégia da Nova Volkswagen com a maior ofensiva de produtos da nossa história. Lançamos 11 modelos novos e, agora em 2019, manteremos o ritmo forte com o T-Cross, produzido em nossa fábrica em São José dos Pinhais, no Paraná, que chega para competir no segmento que mais cresce no País, o de SUVs”, afirma o Presidente e CEO da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si.

Em 2018, ano em que completou 65 anos no Brasil, as vendas da Volkswagen aumentaram 35% em relação a 2017, chegando a 366.911 unidades.

Maior produtora de veículos da história do País, com mais de 23 milhões de unidades fabricadas desde 1953, a Volkswagen também registrou um aumento de 6,2% na produção em 2018, em relação a 2017. O desempenho foi puxado pela boa performance da marca principalmente no mercado interno e pela atuação em países como Chile e Paraguai, nos quais a marca registrou crescimento de 45,6% e 73,7%, respectivamente.

A Volkswagen é responsável por aproximadamente 20% de todos os veículos exportados do País. O Gol é o modelo mais exportado da marca, com 35.620 unidades embarcadas, seguido pela Saveiro (18.617), Polo (16.813), up! (15.807) e Virtus (11.475).

Volkswagen do Brasil.
Assuntos Corporativos e Relações com a Imprensa.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

OF 1721 DA MERCEDES-BENZ É O ÔNIBUS MAIS VENDIDO DO BRASIL.


Com 2.875 unidades comercializadas em 2018, modelo reafirma sua posição de best-seller do mercado brasileiro

Confirmando a ampla preferência dos clientes, o chassi OF 1721 da Mercedes-Benz foi o ônibus mais vendido do Brasil no ano passado. Foram 2.875 unidades emplacadas, um crescimento de mais de 38% sobre as 2.079 unidades comercializadas em 2017.

A destacada preferência dos clientes pelo OF 1721 deve-se a diferenciais amplamente reconhecidos no mercado, como alta performance, menor consumo de combustível do segmento, baixo custo operacional, ampla disponibilidade e confiabilidade no transporte de passageiros, alto valor de revenda e rede de concessionários dedicada, onde o cliente tem facilidade de encontrar peças de reposição. Além disso, assegura diversidade de aplicação, atendendo a todas as demandas dos clientes.

“Este é o best-seller do mercado brasileiro. Para se ter uma ideia, somente o OF 1721 respondeu por cerca de 20% de todo o volume de ônibus comercializado em 2018, superior às 14.400 unidades no segmento acima de 8 toneladas de PBT, considerando todas as marcas e modelos de urbanos e rodoviários”, diz Walter Barbosa, diretor de Vendas e Marketing Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. 

“O chassi OF 1721 tem, portanto, uma representatividade expressiva em nossos negócios, contribuindo para a nossa participação de cerca de 80% nas vendas de ônibus urbanos, o que reforça a liderança absoluta da nossa marca nesse segmento”.

De acordo com o executivo, as renovações e ampliações de frota puxaram as vendas do OF 1721 em 2018, especialmente para o transporte coletivo urbano de grandes capitais do Sudeste, Sul e Nordeste, além do aumento de demanda para fretamento.


OF 1721 oferece opções de suspensão metálica ou pneumática


O chassi OF 1721 da Mercedes-Benz é especialmente indicado para o transporte urbano de passageiros. Atende também a demandas de clientes que atuam com fretamento contínuo, como o transporte de funcionários, e fretamento eventual, em caso de grupos de turistas, além de transporte rodoviário de curtas distâncias. Nestes casos, os veículos recebem carroçarias de ônibus rodoviário, proporcionando mais conforto e bem-estar a bordo.

Além da tradicional configuração com suspensão metálica, o OF 1721 é oferecido também com suspensão pneumática, aumentando a satisfação dos passageiros e do motorista em relação à comodidade do veículo.

Mercedes-Benz.
Comunicação Corporativa.

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OLX ANUNCIA NOVA GERENTE DE MARKETING PARA A ÁREA DE AUTOS.


A OLX renova seu time com a executiva Paula Zequetti, nova gerente de Marketing de Autos, segmento no qual a empresa é líder de audiência e anúncios. Responsável pela estratégia e planejamento de marketing, Paula contribuirá para a consolidação da marca OLX na categoria de Autos. A executiva irá colaborar para a expansão das soluções e parcerias de negócios com foco em tendências e necessidades do mercado, satisfação do cliente e experiência dos usuários.

Paula possui formação em Rádio e TV, com especialização em Comunicação Empresarial, além de MBA em Marketing pela FGV São Paulo. A profissional acumula mais de 10 anos de experiência no setor automotivo, tendo atuado em Assessoria de Imprensa, Desenvolvimento da Rede de Concessionárias, Marketing de Varejo e Marketing de Comerciais Leves, na Volkswagen do Brasil.

OLX Brasil.
BCW Burson Cohn & Wolfe.

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SIEMENS PLM AUXILIA DESENVOLVIMENTO E TESTES DE VEÍCULOS GM NO MERCOSUL.

A Siemens PLM, fornecedora de soluções de software para impulsionar a transformação digital da indústria, foi escolhida pela General Motors (GM) como parceria tecnológica na adoção do software Simcenter Star-CCM+, ferramenta Siemens adotada para os procedimentos de indução e de exaustão na área de motor.

A solução Simcenter Start-CCM+ da Siemens foi selecionada junto a engenheiros brasileiros da GM. "O uso do CFD (Computational Fluid Dynamics) vai crescer muito no País. Localmente temos o etanol, que exige, por exemplo, para a S10 2.5 flex, a criação de um procedimento para otimizar a partida a frio do motor. Junto à tecnologia Simcenter Start-CCM+, nossa engenharia criou um experimento virtual que possibilitou a descoberta de um algoritmo para a partida a frio de injeção direta com etanol. Foi uma aplicação da solução Siemens totalmente desenvolvida no Brasil que nos posiciona como referência para países como Alemanha, Coreia e Estados Unidos no entendimento do etanol hidratado", diz Edson Luciano Duque, global chief engineer para transmissões automotivas da GM.

Duque explica que na GM a área de simulação começou em 2006 justamente com o objetivo de reduzir a quantidade de interações físicas de peças com trabalhos de motores em transmissões e análises estruturais. Houve então, a necessidade de desenvolver toda a parte de sistema de indução de ar do motor do Onix e fazer um sistema de indução o otimizado para conseguir tirar mais performance dos motores. O objetivo naquele momento era colocar mais ar dentro do motor aumentando seu rendimento volumétrico. Para utilizar esse design, o executivo conta que foi preciso a simulação numérica por meio da ferramenta CFD da Siemens que na época era o Star-CD, versão anterior do Simcenter Star-CCM + para a otimização de fluxo primeiro pela parte de indução.

"O que acontecia antigamente era que trabalhávamos muito na tentativa e erro. Na composição de um carter, por exemplo, tínhamos que desenhar sua geometria, rodar a simulação e ver a movimentação do óleo nessa simulação. Temos vários requisitos na GM que seria preciso validar no carro funcionando. A solução Simcenter Start-CCM possibilitou a retirada do protótipo desse processo, pois conseguimos rodar vários loopings virtuais com a solução", diz Suzimara Ducatti – gerente de hardware de transmissões da GM. "O software é muito mais rápido do que imaginei. Quando cheguei no grupo de simulação, achei que um projeto novo fosse demorar muito mais tempo para ser colocado em andamento. Não são mais necessários tantos testes e tryouts em veículos, então o Simcenter Start-CCM nos permite chegar em um produto final em menos tempo", conclui Ducatti.

"Para prever com precisão o desempenho real do seu produto, é importante ter ferramentas de simulação que capturem toda a física que influenciará o desempenho, incluindo aquelas que ultrapassam os limites das disciplinas tradicionais de engenharia", diz Daniel Scuzzarello – diretor de portfólio para Siemens. "O Simcenter STAR-CCM+ é uma solução multifísica completa para a simulação de produtos e projetos que operam em condições reais. Excepcionalmente, o Simcenter STAR-CCM+ oferece exploração e otimização de projeto automatizado ao kit de ferramentas de simulação de cada engenheiro, permitindo que seja explorado com eficiência todo o espaço do projeto, em vez de se concentrar em cenários de projeto de ponto único, conclui Scuzzarello.

Siemens PLM Software, unidade de negócios da Siemens Digital Factory Division, é uma das principais fornecedoras mundiais de soluções de software para impulsionar a transformação digital da indústria, criando novas oportunidades para que os fabricantes percebam a inovação. Com sede em Plano, Texas, e mais de 140.000 clientes em todo o mundo, a Siemens PLM Software trabalha com empresas de todos os tamanhos para transformar a forma como as ideias ganham vida, a forma como os produtos são realizados e a forma como os produtos e os ativos em operação são usados e compreendidos. Para obter mais informações sobre os produtos e serviços da Siemens PLM Software, visite www.siemens.com/plm.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

SSANGYONG BRASIL INAUGURA CONCESSIONÁRIA EM CAMPO GRANDE/MS.


Pertencente ao Grupo Saad Motors, a nova loja de 700 m² traz veículos SsangYong zero km e serviços como assistência técnica, funilaria e pintura, peças originais, financiamento e seguros


Desde o último sábado (12), capital Campo Grande (MS) conta com a nova concessionária SsangYong Brasil pertencente ao Grupo Saad Motors. A loja da marca sul-coreana, que oferece simultaneamente os quatros modelos SsangYong - o SUV compacto Tivoli, os SUVs Korando e XVL e a picape Actyon Sports, todos nas versões STD (Standard) e DLX (Deluxe), está localizada na Av. Fernando Correa da Costa, 1067.

A nova concessionária, com 700 m², traz estrutura completa de serviços, como assistência técnica, funilaria e pintura, peças originais, financiamento e seguros. A equipe selecionada é formada por profissionais com conhecimento técnico que recebeu ainda treinamento de capacitação realizado pela SsangYong Brasil.

Em ambiente acolhedor e áreas que contemplam o layout padronizado pela SsangYong Motor Company, a nova revenda na região está pronta para atender e acolher os antigos e atuais clientes da marca.

Serviço
Saad Motors – SsangYong Brasil
Av. Fernando Correa da Costa 1067
De segunda a sexta das 8:00 às 18:00. 
Aos sábados das 8:00 às 14:00.

SsangYong Brasil.
Texto Idea Comunicação.
Assessoria de Imprensa. 

CONVERSA DE PISTA.
Por Wagner Gonzalez*

ELÉTRICOS CARREGAM BATERIAS


Testes otimizam investimento da F-E. Seat e ETCR desenvolvem carro

Os números frios e calculistas que informam o crescimento do mercado mundial de carros elétricos não refletem a concentração do segmento no contexto de transporte, por enquanto significativo apenas na América do Norte, na Europa e em alguns países da Ásia. No automobilismo esportivo a situação não é muito diversa e é curioso notar como os investidores desse nicho desenvolvem suas políticas de implementação e consolidação dos seus produtos e serviços. 

Seat Cupra é o primeiro modelo desenvolvido para a ETCR, categoria que estreia em 2020. Foto: ETCR.

A Fórmula E vive sua quinta temporada e é a mais destacada no setor, enquanto a Jaguar pega carona nesse calendário para promover seu modelo I-Pace e a TCR, empresa que ocupa espaço cada vez maior na categoria Turismo em todo o mundo, lançará em 2020 um campeonato destinado para esse nicho de mercado. Entre nós não há notícia de propostas sobre uma categoria de carros elétricos ou de alguma iniciativa da Confederação Brasileira de Automobilismo nesse sentido.

Aqueles que acompanham o automobilismo com entusiasmo e paixão se dividem entre aprovar ou não as corridas de carros elétricos. O grupo dos pró defende que o esporte ajuda a desenvolver a categoria e reforça a importância da atividade para o progresso do automóvel. O grupo dos contra advoga a falta de barulho e o formato ainda não consolidado das formas como as categorias são estruturadas e onde, de longe, a F-E é a mais avançada: depois de quatro temporadas de carros praticamente idênticos, o campeonato atual permite mais liberdade na preparação dos monopostos e já não é mais necessária a troca de carro durante uma corrida, algo visto como sacrilégio por muitos. Pior dos mundos é o desenvolvimento de uma série com carros autônomos e "conduzidos" desde os boxes; por mais factível que isso venha a se tornar algum dia, não deixa de ser comparável a um autorama na escala 1:1...

Sergei Sirotkin (Mahindra) foi um dos pilotos que testaram no Marrocos. Foto: FIA-FE.

Uma das saídas engenhosas da F-E acabou por resolver mais de um problema para a categoria. A realização de testes em três das quatro primeiras etapas da atual temporada aumenta o impacto da passagem da categoria nessas praças, diminui os custos de realizar treinos extras durante o ano, abre espaço para pilotos que ainda não experimentaram conduzir um carro elétrico e, de uma forma mais indireta, ajuda a conter a inflação nos salários dos pilotos em atividade. 

Uma das rivais da F-E no universo do automobilismo de competição com carros elétricos é a WST Technology, empresa com sede social em Cambridge, na Inglaterra, e proprietária dos direitos sobre a marca ETCR. Seus diretores são Amy Charter, Marcelo Lotti, e o brasileiro Maurício Slaviero, CEO da empresa. Slaviero concorda com as vantagens dos testes livres:

"Acredito que esses testes livres são uma ótima forma para sempre existirem muitos pilotos preparados para correr na categoria, o que automaticamente sempre pressiona os pilotos atuais e ajuda até em negociações de salários, por que não? Acho uma boa forma até mesmo pra testar os carros com opiniões de pilotos diferentes, com opiniões diversas que podem ajudar no desenvolvimento."

Maurício Slaviero é o CEO da WSE Technologies, criadora da categoria ETCR. Foto: Duda Bairros.

Slaviero, que já foi piloto e comandou a Stock Car brasileira por algumas temporadas, sabe do que está falando. Sua categoria vai ganhar vida para valer no primeiro semestre do ano que vem e ele confirma a participação da Seat e da Hyundai. O brasileiro diz que outras já assinaram contratos e deverão anunciar seus programas até junho. Nos últimos dias circularam boatos que o líder da F-E, Alejandro Agag, estaria envolvido em um projeto que vai além incluir o Brasil no calendário da F-E, algo que já anunciado e cancelado algumas vezes. Maurício acredita ser pouco provável que o interesse do empresário espanhol vá além de uma corrida:

"O Agag não tem nenhuma ligação com o nosso projeto e não estou a par de suas negociações no Brasil. Sinceramente, isso não faz muito sentido para mim: por que ele faria algo focado no Brasil quando tudo ligado a elétricos está acontecendo na Ásia, Europa e EUA? Eu ficaria surpreso se acontece algo além de uma etapa da F-E no Brasil."

Quem sabe os interesses de Agag passem por uma participação no tão sonhado, e necessário, novo autódromo no Rio de Janeiro. Há comentários que boa parte do projeto de um novo circuito a ser construído em Deodoro seria bancado pela Liberty Media e pela empresa de Agag, além de outros playersdo automobilismo mundial. Não custa nada lembrar que as pistas da F-E são peculiares: curvas fechadas, retas curtas e montadas temporariamente em centros de capitais e cidades de importância turística ou econômica; a única exceção disso é a Cidade do México. No Marrocos é usado um traçado que mistura ruas de Agdal, um novo bairro nos subúrbios de Marrakesh, e uma parte construída para ser usada como um paddock. Na corrida disputada sábado passado o vencedor foi o belga Jerome D'Ambrosio, novo líder do campeonato.

O campeonato prossegue dia 26, em Santiago do Chile e é na Cidade do México, dia 16 de fevereiro, que vai acontecer o terceiro e último treino livre da quinta temporada da F-E. Para o engenheiro Marco Fuga, da equipe Dragon (ligada à Penske), a proposta desses treinos livres é bastante válida e cada uma das três datas oferece condições específicas:

"Na Arábia foi permitido usar um piloto oficial e outro escolhido livremente, o que combinou demandas da parte técnica e de marketing pois durante a programação oficial não há tempo para tanto. No Marrocos, tal como aconteceu em 2018, foram selecionados pilotos com pouca ou nenhuma experiência na F-E e pilotos reserva, ou de simulador, que dessa forma ganharam experiência de pista. O teste do México, no dia seguinte à corrida, será para pilotos oficias e é o último da temporada: o próximo, mais para o final do ano, será para pilotos oficiais e usando os carros da temporada 6, que terão um novo trem de força."  

Jordi Gene: "Carro elétrico é mais pesado e sai de frente". Foto: ETCR.

Há boas diferenças entre acelerar um carro com motor de combustão interna e outro com motor elétrico, como explica o espanhol Jordi Gené, que já foi piloto de testes da Ferrari. Atualmente ele é o responsável pelo desenvolvimento do Seat Cupra (veja este vídeo), o primeiro carro construído para a categoria E-TCR, aberta a modelos de quatro ou cinco portas (veja box com o pontos básicos do regulamento), equipados com o mesmo motor elétrico desenvolvido pela WST. Quem já andou em um ônibus elétrico – ou trólebus -, tem uma boa ideia sobre o torque desse tipo de veículo, mas de acordo com Gené as diferenças não param por aí:

"Em relação a um carro a gasolina o carro elétrico é mais difícil de pilotar. No contorno das curvas você precisa frear mais antes da tangência por causa do peso extra. Esse peso, porém, é bem distribuído e como o centro de gravidade é mais baixo, ajuda um pouco. Essa tendência de sair de frente é mais notada nas curvas mais longas. Outro detalhe importante é a forma como você regula a recuperação de energia: nas freadas ou simplesmente quando tira o pé do acelerador, o que implica em dominar a distribuição do balanceamento de freios. Outros pontos que diferem é controlar o nível de carga da bateria e a temperatura das células de combustível e do próprio motor elétrico. Num carro "normal" você se preocuparia principalmente com a degradação dos pneus e a eficiência dos freios..."

Cacá Bueno (foto) e Sérgio Jimenez representam o Brasil no Jaguar I Pace E Trophy. Foto: Jaguar.

Mais adiantada que a TCR, a Jaguar apresentou em setembro de 2017 o Jaguar I Pace eTrophy. A categoria estreou nas pistas em dezembro, servindo de prova preliminar para a abertura da quinta temporada da F-E, na Arábia Saudita. Ainda em fase de consolidação, o projeto tem vaga para 20 carros e 10 equipes, que representam países onde a marca é comercializada. O Brasil está representado com Cacá Bueno e Sérgio Jimenez, que é o atual vice-líder do torneio. As poucas informações técnicas disponíveis sobre o Jaguar I-Pace indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 4"5 e que o modelo utiliza o mesmo pacote de baterias do Tesla S P100D, capaz de produzir o equivalente a 394 cv.

O regulamento básico do ETCR


Carros da TCR, usados em vários países, podem ser adaptados para o ETCR. Foto: TCR

A categoria E-TCR foi lançada oficialmente no dia 2 de março do ano passado, no Salão de Genebra. O regulamento básico da categoria E-TCR pode ser resumido nos seguintes pontos divulgados pela categoria:

- Carros de turismo com carroceria de 4 ou 5 portas.
- Potência de 300 kW (408 cv) de potência contínua e 500 kW (680 cv) de potência a 12.000 rpm. 
- Bateria com capacidade de 65 kWh e 800 V.
- Transmissão traseira e relação única.
- Suspensão dianteira McPherson e traseira com amortecedores duplos.
- As competições serão disputadas em autódromos.
- Na primeira fase, em 2020, o grid será formado por 16 carros.

O conjunto formado pelos dois motores elétricos, caixa de câmbio, inversores e conjunto de baterias será padronizado e fabricado pela WSC Technology. Seu peso e dimensões permitem a montagem nos carros que atualmente disputam as provas do TCR. Aceleração de 0 a 100 km/h em 3"2 e de 0 a 200 km/h em 8"2. 


Motores, inversores, baterias e câmbio são padronizados e desenvolvidos pela WSE . Foto: ETCR.





* Wagner Gonzalez é jornalista especializado em automobilismo de competição, acompanhou mais de 350 grandes prêmios de F-1 em quase duas décadas vivendo na Europa. Lá, trabalhou para a BBC World Service, O Estado de S. Paulo, Sport Nippon, Telefe TV, Zero Hora, além de ter atuado na Comissão de Imprensa da FIA. Atualmente é diretor de redação do site Motores ClássicosTwitter: @motclassicosFale com o Wagner Gonzalez: wagner@beepress.com.br.


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sábado, 12 de janeiro de 2019

MARCOPOLO FORNECERÁ 342 NOVOS ÔNIBUS PARA O SISTEMA TRANSANTIAGO.

Primeiras 150 unidades já foram fabricadas em Caxias do Sul e embarcadas para o Chile. Foto: Gelson Mello da Costa

 Uma das principais fornecedoras de ônibus para o sistema de transporte coletivo urbano da cidade de Santiago do Chile, o Transantiago, a Marcopolo, em parceria com a Mercedes-Benz, fechou a venda de 342 novas unidades para diferentes operadores daquele país. Dos modelos Torino Low Entry Articulado e Torino Low Entry, é a primeira frota em operação na América Latina com a tecnologia Euro 6, a mais avançada para redução da emissão de poluentes em motores diesel, com 66% menos Material Particulado e 80% menos NOx do que os atuais veículos em operação.

De acordo com André Armaganijan, diretor do Estratégia e Negócios Internacionais da Marcopolo, o fornecimento reforça a participação da fabricante brasileira no sistema Transantiago e demonstra a posição de vanguarda da empresa no desenvolvimento de produtos adequados à tecnologia Euro 6, utilizada apenas nos mais avançados mercados no mundo. "As primeiras 150 unidades foram produzidas durante o mês de dezembro em nossa planta de Ana Rech e estão sendo embarcadas para o Chile", destaca o executivo.

Os 342 novos ônibus foram adquiridos por três dos maiores operadores do sistema Transantiago: Metbus, STP Santiago S.A. e Redbus Urbano S.A. Está é a primeira vez que a Marcopolo fornece para essas empresas e é resultado das ações da fabricante para estar cada vez mais próxima dos seus clientes, entender as necessidades operacionais e poder desenvolver e entregar veículos totalmente adequados às suas aplicações.

Este é um dos mais importantes negócios fechados pela Marcopolo no continente latino-americano e amplia a participação da marca no país vizinho. "O Chile foi, em 2018, o principal mercado exportador na América do Sul, com mais de 970 unidades. O novo fornecimento para o Transantiago vinha sendo negociado há meses e a equipe multifuncional criada especificamente para este projeto trabalhou para desenvolver dois modelos diferenciados que pudessem oferecer o máximo em segurança, conforto, robustez e eficiência", enfatiza o diretor do Negócio ônibus da Marcopolo, Rodrigo Pikussa.

Os novos ônibus Torino Low Entry e Low Entry Articulado possuem transmissão automática e piso baixo, com grande capacidade para o transporte de passageiros, e contam com nova cabine que destaca a segurança e a ergonomia para os motoristas. Com novo desenho e comandos de fácil e rápido acesso, tornam a condução menos desgastante e mais confortável. Internamente, os veículos oferecem ainda sistema de ar-condicionado, novos assentos estofados, tomadas USB, tubos e pega-mãos para os passageiros em aço inox, vidros colados e preparação para instalação de todos os equipamentos de gestão de frota utilizados no sistema Transantiago.

Marcopolo importante fornecedor do Transantiago


O sistema Transantiago foi idealizado em 2002, como forma de melhorar o transporte coletivo urbano na capital do país. O início de operação ocorreu em 2005 e, desde então, mais de seis mil ônibus já foram fornecidos às diversas empresas que atuam nas cerca de 380 linhas. Deste total, a Marcopolo tem importante participação com o fornecimento de mais de 2900 unidades dos modelos convencionais e articulados e micro-ônibus.

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

APOSTA OTIMISTA.
Por Fernando Calmon*

As vendas de veículos no mercado brasileiro foram maiores do que todas as previsões feitas ao longo de 2018. Os dados revelados pelo Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), logo no primeiro dia útil do ano, indicam isso. No entanto, os percentuais de crescimento de um ano contra o outro são mal explicados.

Isso acontece porque veículos comerciais pesados muitas vezes ficam fora das estatísticas. Assim, podem ser divulgados três números que acabam por causar certa confusão. Em 2018 sobre 2017, o comércio de automóveis e veículos comerciais leves (picapes e furgões) cresceu 13,7%, de 2,17 milhões para 2,47 milhões de unidades; veículos pesados (caminhões e ônibus), de 67 mil para 96 mil unidades (mais 42%). Assim, no total, venderam-se 2.566.235 unidades, crescimento de 14,6% sobre 2017.

O ano passado foi impactado por três eventos perturbadores de fluxo normal de vendas: greve dos caminhoneiros, Copa do Mundo de Futebol e as incertezas de eleições gerais, além do grande número de feriados. Fenabrave fez quatro previsões de vendas e a Anfavea, três. Nenhuma das entidades acertou, embora a Anfavea (em outubro último), tenha antevisto 13,7%. Em janeiro de 2018, essa coluna previu 14,1% e, assim, chegou perto.

Ainda estamos longe do recorde de 2012 (3,802 milhões de unidades). Mas tudo indica que o mercado continuará a se recuperar este ano, principalmente em razão de reformas econômicas do novo Governo Federal. Uma boa notícia, no final do governo anterior, foi a redução do seguro obrigatório de responsabilidade civil para simbólicos R$ 12,00, no caso de automóveis, a partir de 2019. A Seguradora Líder até sugeriu um aumento das indenizações, em vez da redução do preço do seguro, porém trata-se de iniciativa tardia. Houve abusos e descontroles desde sua criação em 2007.

Há outros aspectos positivos a considerar. A base comparativa continua baixa, após uma redução em torno de 50% no auge da depressão, e a frota circulante precisa de renovação. Um indicativo do aumento da procura sustentável por carros novos é a estagnação na comercialização de veículos usados. Segundo a Fenauto, a federação nacional das associações de comerciantes independentes, houve aumento de apenas 0,4% em 2018 sobre 2017 no volume de vendas de carros usados. Nos anos anteriores recentes era regra um crescimento em torno de dois dígitos.

Qual, então, seria uma boa previsão para o crescimento do mercado de veículos novos em 2019? Segundo Sérgio Vale, da MB Associados, que assessora a Fenabrave (federação nacional das associações de concessionárias), “no momento ficamos com 11%, porém se iniciativas econômicas importantes forem implantadas pode se alcançar mais de 13%.”

Anfavea, por sua vez, antevê que as vendas totais devem crescer 11,4% sobre 2018, atingindo 2,86 milhões de unidades. Expansão da produção seria de 9% para 3,14 milhões de unidades, enquanto as exportações cairiam tanto em volume (590 mil unidades ou 6,2% menos) quanto em valores (US$ 13,9 bilhões ou 3,9% menos).

Esta coluna é mais otimista. Em ano difícil de prever, sem saber a profundidade das reformas, ainda assim aposta em 13,8%.






* Fernando Calmon - fernando@calmon.jor.br - é jornalista especializado desde 1967. Engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna Alta Roda começou em 1999. É publicada em O Brasil Sobre Rodas, WebMotors, Gazeta Mercantil e também em uma rede nacional de 52 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do site Just-auto (Inglaterra).Siga: www.twitter.com/fernandocalmon  - www.facebook.com/fernando.calmon2.