terça-feira, 25 de setembro de 2018

CONVERSA DE PISTA.
Por Wagner Gonzalez*

F-1 CHEGA À RÚSSIA EM CLIMA DE GUERRA FRIA



Disputas entre pilotos e padronização de equipamento são assuntos da semana


A transferência de Kimi Räikkönen para a Sauber no final da temporada ainda não foi completamente digerida pelos fãs de Sebastian Vettel e, pior, segue provocando comentários sobre o clima dominante na Ferrari. Nesse clima de guerra fria Lewis Hamilton é quem tira o maior proveito e, provavelmente, nem acompanha o surpreendente progresso de Mick Schumacher, filho do hepta-campeão mundial, que de um momento para o outro foi convertido na próxima grande promessa a desembarcar na F-1, categoria onde Ross Brawn quer ver a padronização do sistema de transmissão.

Antonio Giovinazzi é o favorito para ocupar a segunda vaga da equipe Alfa Romeo Sauber em 2018. Foto: Ferrari.

Ainda não foi negado, nem confirmado, que a transferência de Kimi Räikkönen para liderar a segunda fase do renascimento da equipe Alfa Romeo Sauber signifique que a contratação do finlandês tenha incluído a compra de parte do time de Hinwill. O máximo que Frédéric Vasseur, o diretor-executivo da escuderia suíça e arquiteto desse plano, admite é que a vinda de Räikkönen não tem nada a ver com o fornecimento de motores Ferrari e que a negociação para fechar o contrato durou apenas quatro dias. Vasseur também adiantou que a vaga de segundo piloto é disputada entre o sueco Marcus Ericsson e o italiano Antonio Giovinazzi, apontado como favorito e que em Sochi participará da primeira sessão de treinos livres pilotando o carro de...Ericsson. Lando Norris, já confirmado para substituir o belga Stoffel Vandoorne, terá agenda dupla: também participa desse treino livre e disputa a penúltima etapa da F-2, onde está 22 pontos atrás do líder George Russell, nome cotado para pilotar um dos carros da Williams em 2019.

Lewis Hamilton lidera o campeonato com 50 pontos de vantagem sobre Sebastian Vettel. Foto: Mercedes.

Líder do campeonato, Lewis Hamilton desembarca em Sochi com 291 pontos, contra 241 de Sebastian Vettel, outro tetra-campeão mundial em busca do quinto título. Ainda que muitos discutam sobre qual papel Kimi Räikkönen vai interpretar na fase final do campeonato, é pouco provável que ele dificulte a vida do alemão, ele próprio um dos seus maiores adversários nas últimas provas graças a erros de pilotagem e também pelas estratégias equivocadas da Ferrari. Uma nova atuação desastrada de Vettel e de Maurizio Arrivabene seriam componentes ideais para uma nova crise típica de Maranello onde pilotos campeões mundiais deixaram o cockpit vazio antes do final da temporada, casos de John Surtees (1966) e Alain Prost (1991).

Após vencer 7 das últimas 12 corridas da F-3 Mick Schumacher é o novo futuro astro da F-1. Foto: Prema.

O alemão Mick Schumacher é a bola da vez entre os herdeiros de campeões mundiais da F-1. Sua trajetória pelo kart e pelas fórmulas de base jamais deram indícios de que suas habilidades estavam acima da média, muito menos próximo da habilidade do pai, o recordista de títulos mundiais: 1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004. Em 2017 Mick decidiu disputar o Campeonato Europeu de F-3, terminando em 12olugar. Este ano repetiu a dose e nas primeiras quatro rodadas seus melhores resultados foram dois terceiros lugares.

Daniel Ticktum estranhou os recentes resultados do rival Mick. Foto: Red Bull Content Pool.

A primeira vitória na categoria veio na rodada de Spa e desde então o alemão de 19 anos voltou a vencer sete vezes em 12 corridas, sequência que provocou comentários ácidos até mesmo do seu maior rival, o inglês Daniel Ticktum:

"Eu admiro e respeito muito o Mick pelo que ele tem passado nos últimos nos. Infelizmente eu estou lutando uma batalha perdida já que meu sobrenome não é Schumacher."

Batalha ainda longe do fim é a que Ross Brawn vem alimentando nas últimas semanas em torno do futuro regulamento da F-1. Tal qual esta coluna abordou na semana passada, a proposta que ganhou espaço esta semana na imprensa especializada inglesa é uma ideia existe há tempos: a padronização de equipamentos, no caso atual o sistema de transmissão, nicho onde a Hewland dominou em cerca de 90% por décadas no século passado. Segundo Brown, o custo de desenvolver câmbio e diferencial para a F-1 "gira em torno de US$ 5 milhões e US$ 10 milhões por ano e ninguém nota".

Padronizar equipamento é uma prática consagrada na indústria automobilística: no mercado nacional Audi e VW têm várias peças em comum, assim como modelos da Renault e Nissan; a japonesa Aisin fornece caixas de câmbio para inúmeras marcas. A adoção de uma transmissão comum certamente vai beneficiar as equipes menores, mas cabe refletir se aquelas ligadas ou mantidas por grandes marcas não têm interesse em fabricar seu equipamento com um olho no desenvolvimento de sistemas que poderão, num futuro breve, migra para suas linhas de produção.

Stock Car muda calendário novamente


Stock Car não irá mais correr em Tarumã. Londrina substitui a pista gaúcha. Foto: Duda Bairros.

O desenvolvimento e o crescimento do automobilismo estão diretamente ligados às oportunidades comerciais que ele cria, que seus promotores saibam explorar e que seus nobres dirigentes saibam conduzir com seriedade e objetivos claros. Categoria mais importante do País, a Stock Car brasileira vive uma de suas temporadas mais conturbadas sob a ótica de organização e profissionalismo: o calendário lançado tardiamente e com locais em aberto já foi alterado algumas vezes e problemas de segurança nos autódromos surgem inesperadamente apesar da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) ter um departamento voltado para vistoriar e aprovar as condições de cada pista.

Pode parecer a maneira mais fácil de tratar o problema apontar o dedo a um ou outro, mas quando os imbróglios se tornam recorrentes fica claro que há uma crise de planejamento e gestão que envolve as partes responsáveis pela promoção e supervisão do campeonato. Há de se reconhecer algumas tentativas de criar um clima de festa são testadas, como no último domingo, quando integrantes das equipes foram chamados para formar uma espécie de corredor polonês para saudar os pilotos que se dirigiam ao pódio. O efeito funcionou para quem acompanhou pela TV, mas que seria legal se essas manifestações fossem feitas pelo público que vai aos autódromos, ah, isso seria.

Ocorre que o público não está sendo respeitado pelos responsáveis pelo show. O calendário muda ao sabor de decisões inesperadas e propostas que têm se mostrado mais difíceis de serem assimiladas por quem gosta do automobilismo de competição não vingam – caso de retornar a etapa da Bahia. Dois exemplos recentes são a preparação incompleta do autódromo de Goiânia para a Corrida do Milhão – a prova mais importante da temporada, onde não faltou nem mesmo um acidente no pit lane durante uma prova preliminar -, e a inesperada transferência da etapa de Tarumã (pista onde a Stock Car iniciou sua história) para Londrina.

O motivo alegado para a mudança foi a segurança do circuito gaúcho, algo que vem sendo discutido há tempos e que parece jamais terminar. Mais: não falta quem pergunte porque a corrida não foi transferida para outra pista gaúcha, Santa Cruz do Sul, solução que atenuaria prejuízos dos profissionais que acompanham a Stock Car pelo Brasil.

Cabe à CBA honrar as taxas que cobra de pilotos e promotores para conceder carteirinhas e a licença de campeonatos brasileiros e aplicar normas e procedimentos que sejam praticados e respeitados por todos os envolvidos. Entre outras coisas serviria para esclarecer porque carros da categoria Endurance podem correr em Tarumã e os Stock Car, mais lentos, não. Da Vicar, promotora da Stock Car, devem vir calendários e planejamento mais consistentes com os valores investidos pelas equipes e patrocinadores. Não custa nada lembrar que a definição do calendário da categoria implica diretamente na definição das temporadas regionais, onde seus clientes potenciais iniciam a carreira esportiva.

Hellmeister se recupera na Itália


Alan Hellmeister sofreu acidente espetacular em Monza. Piloto ainda se recupera na Itália. Foto:  Drivex.

O paulista Alan Hellmeister permanece internado na unidade de terapia intensiva do hospital San Gerardo, em Monza, região metropolitana de Milão, após o acidente que sofreu ao final da etapa do Endurance GT disputada domingo no tradicional autódromo italiano. O paulista sofreu fratura do fêmur e tíbia direitos e tornozelo esquerdo, além de uma lesão pulmonar menor; seu estado de saúde é considerado estável e não há risco de vida ou de sequelas. Ainda não foi divulgada a causa do acidente ocorrido na reta de chegada do autódromo italiano e sabe-se que os organizadores do campeonato, a equipe responsável pela preparação do Mercedes GT3 da equipe Blau e comissários da FIA estão investigando o ocorrido: o carro do brasileiro subitamente foi lançado para o lado direito da pista, chocando-se contra o guard rail - quando o motor de desprendeu do chassi - e em seguida voltou rodando para o lado oposto. Ainda não há previsão do traslado de Hellmeister para o Brasil.






* Wagner Gonzalez é jornalista especializado em automobilismo de competição, acompanhou mais de 350 grandes prêmios de F-1 em quase duas décadas vivendo na Europa. Lá, trabalhou para a BBC World Service, O Estado de S. Paulo, Sport Nippon, Telefe TV, Zero Hora, além de ter atuado na Comissão de Imprensa da FIA. Atualmente é diretor de redação do site Motores ClássicosTwitter: @motclassicosFale com o Wagner Gonzalez: wagner@beepress.com.br.



segunda-feira, 24 de setembro de 2018

RANDON ANUNCIA MUDANÇAS NA ÁREA DE FINANÇAS.

O Presidente das Empresas Randon, David Abramo Randon, comunicou nesta segunda-feira (24) que o executivo Paulo Prignolato acaba de ser contratado como CFO, visando ao aprimoramento da Governança Corporativa e a estratégia de internacionalização da Companhia. Prignolato responderá pelas áreas de Finanças e Controladoria a partir de 2 de outubro, reportando-se diretamente à Presidência e integrando, também, o Comitê Executivo juntamente com o Presidente, o Vice-presidente de Administração, Daniel Randon;  o COO da Divisão Montadora, Alexandre Gazzi; e  o COO da Divisão Autopeças, Sérgio de Carvalho.

Com mais de 30 anos de experiência em Finanças, Controladoria e Relações com Investidores, Paulo Prignolato consolidou sua carreira em multinacionais dos segmentos de agronegócio, cimento, papel e celulose e sucroenergético, atuando também no exterior como Controller Financeiro, e em projetos de fusões e aquisições. 

Com a chegada de Prignolato, Daniel Randon, que acumulava a área de Finanças, continua na Vice-presidência respondendo por Recursos Humanos, Compras, Centro de Serviços Compartilhados, Tecnologia da Informação e a área de Serviços Financeiros, integrada pelo Banco Randon e pela Randon Consórcios.

O Diretor de Finanças e Relações com Investidores, Geraldo Santa Catharina, e o Diretor de Controlaria, Jaime Marchet, passam a reportar a Prignolato, mantendo suas responsabilidades atuais.

Com 54 anos, Prignolato é graduado em Engenharia Metalúrgica pela Escola de Engenharia Mauá, com pós-graduação em Administração de Empresas pela Fundação Vanzolini, MBA em Finanças pelo IBMEC e formações complementares pela Harvard University, Kellogg School of Management e IMD. O executivo ocupou, por 10 anos, diversas posições executivas na Confab Industrial antes de integrar o Grupo Votorantim; e, mais recentemente, era o Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Biosev.

MARCELO BOAVENTURA ASSUME O COMANDO DA CCR VIAOESTE E CCR RODOANEL.


As concessionárias CCR ViaOeste e CCR RodoAnel, que integram o Programa de Concessões Rodoviárias de São Paulo, iniciam um novo ciclo sob o comando do diretor Marcelo Boaventura, em alinhamento ao “Programa de Identificação e Desenvolvimento de Lideranças Estratégicas”. Iniciado há quatro anos, o programa tem por objetivo identificar e valorizar talentos internos da companhia, tornando a empresa, bem como suas diferentes áreas de atuação, cada vez mais competitiva e preparada para um novo ciclo de crescimento.

Apoiado pela Fundação Dom Cabral e com a participação de duas grandes consultorias internacionais, o programa traçou o diagnóstico dos executivos, alinhado aos valores e ao modelo de gestão da companhia, com foco no objetivo de dar continuidade à trajetória de crescimento da CCR com visão de longo prazo e geração de valor para os acionistas e demais públicos de relacionamento.

Marcelo Boaventura iniciou sua carreira no Grupo CCR, em 2006, como coordenador de planejamento na Engelog, núcleo de Engenharia do Grupo CCR. Em 2008, foi convidado para o time de Desenvolvimento de Novos Negócios e teve a oportunidade de atuar, além do Brasil, no México e Estados Unidos, estudando a viabilidade de projetos no País e exterior. Dentre as principais realizações estão a participação dos estudos para a criação da SAMM, empresa de transmissão de dados em alta velocidade, e do Metro de Salvador. Em 2013, Marcelo passa a fazer parte da Diretoria das concessionárias CCR ViaOeste e CCR RodoAnel, contribuindo diretamente para o crescimento das empresas desde então.

De acordo com o Presidente do Grupo CCR, Leonardo Vianna, apesar deste novo passo da companhia, a estratégia de negócios consolidada ao longo de duas décadas de trabalho segue idêntica, mantendo-se focada na construção de uma empresa sólida voltada para o futuro. “As bases estratégicas do Grupo, reforçadas brilhantemente pelos gestores que estiveram à frente das nossas unidades de negócio ao longo de quase vinte anos, iniciam um próximo ciclo virtuoso, seguindo com o olhar lapidado pelos antecessores.  A escolha dos novos nomes seguiu aspectos criteriosos e reforça a posição da CCR em valorizar os seus colaboradores”, destaca o CEO.

Visite
CCR ViaOeste.
CCR RodoAnel.

domingo, 23 de setembro de 2018

RUBENS BARRICHELLO CONQUISTA A TERCEIRA POSIÇÃO NA NONA ETAPA DA STOCK CAR.

A Stock Car completou neste final de semana a nona etapa da temporada 2018. Em uma das pistas mais bonitas do calendário, Barrichello saiu da 14ª posição na primeira bateria cruzando a linha de chegada três posições à frente. Nesta, o piloto de 46 anos conquistou 5 pontos.



Na segunda corrida da rodada dupla, o piloto da Mobil Super Full Time que largou da 11ª posição, recebeu a bandeira quadriculada em terceiro indo para o pódio e levando a torcida à loucura. Com o pódio, piloto e equipe fizeram mais 14 pontos, somando 19 ao todo no final de semana. Esta é a segunda vez que a Stock Car corre no Velo Città, localizado em Mogi Guaçu, interior de São Paulo. 

“Que demais sentir a energia desse público maravilhoso no pódio. Essa pista é uma delicia, eu ando muito aqui com o canal Acelerados, e queria um bom resultado hoje. Durante o final de semana tivemos dificuldades num todo, a classificação não foi do jeito que esperávamos, mas o pódio veio para saudar o trabalho que fazemos sempre com muito esforço e muita garra,” comentou o piloto que retornou ao pódio da categoria onde esteve pela última vez na Corrida do Milhão em agosto a qual ele venceu.

Para Maurício Ferreira, o pódio veio para consolar as duas últimas etapas (Campo Grande e Cascavel) a qual o carro #111 não obteve o resultado esperado. "Em ambas as últimas corridas, largamos entre os dez primeiros e não finalizamos da mesma maneira; diferentemente desta, que largamos depois dos dez e chegamos no pódio. Subimos uma pontuação no campeonato o que é importante, e vamos para Londrina tentar descontar pontos do líder que é o objetivo agora."

Barrichello assume a 4ª posição na tabela geral com 161 pontos. A próxima etapa da Stock Car acontece no dia 21 de outubro em Londrina

Resultado da Corrida 2 – Top-10*
  1. 51 Átila Abreu (Shell V-Power) - 26 voltas
  2. 29 Daniel Serra (Eurofarma RC) - a 2.280
  3. 111 Rubens Barrichello (Full Time Sports) - a 2.656
  4. 10 Ricardo Zonta (Shell V-Power) - a 3.723
  5. 4 Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing) - a 6.300
  6. 88 Felipe Fraga (Cimed Chevrolet Racing) - a 9.381
  7. 90 Ricardo Maurício (Full Time Sports) - a 11.692
  8. 77 Valdeno Brito (Eisenbahn Racing Team) - a 13.540
  9. 33 Nelson Piquet Jr (Full Time Bassani) - a 13.891
10. 44 Bruno Baptista (Hero Motorsport) - a 15.091
*Resultados sujeitos a verificações técnicas e desportivas

Classificação do campeonato após 9 de 12 etapas.
  1 Daniel Serra, 234
  2 Felipe Fraga, 217
  3 Cacá Bueno, 163
  4 Rubens Barrichello, 161
  5 Marcos Gomes, 160
  6 Max Wilson, 159
  7 Julio Campos, 157
  8 Átila Abreu, 141
  9 Ricardo Zonta, 122
10 Lucas Di Grassi, 115

sábado, 22 de setembro de 2018

DE CARRO POR AÍ.
Por Roberto Nasser*

O NOVO JETTA


Jetta tem o traço atual dos sedãs VW: equilíbrio e bom gosto.

Em sétima geração, o Jetta, sedã desenvolvido sobre a plataforma do Golf, junta o melhor dos mundos: base de qualidade; quatro portas; elegante; motor 1,4 turbo com injeção direta de combustível feito no Brasil; produção no México e importação livre de impostos. Constitui-se num dos bons soldados para a ofensiva de resgate de vendas e imagem tocada pela empresa sob o rótulo Nova Volkswagen. Marca tem divisão de sedãs para sensibilizar interessados em porte e preço. Os há em vários degraus: Voyage, Virtus, Jetta, Passat. Exceto o primeiro, todos empregam versões da plataforma MQB.

Foco
Empresa fez bom desenvolvimento ao especificar versões para o mercado brasileiro. Resumiu-as em Comfortline e R-Line, para ficar bem isolado, sem concorrer com os primos. Visualmente é inequivocamente um Volkswagen, com estilo alemão, claro e franco. No momento marca-se por veios laterais e pela ampla grade frontal para caracterizar um modelo Premium. Nada a ver com as gerações vistas na rua – a última chegou a ser montada no Brasil, numa operação Acalma Sindicato. Relativamente a esta é maior, mais largo, alto, em realce o comprimento contido em 4,7m e a ótima distância entre eixos de 2,7m, garantindo duas características: espaço interno aos passageiros e rolagem de ótimo conforto. O foco em reduzidas versões limitou o uso de motores. Descartou o decrépito 2 litros e 8 válvulas, e focou no 1,4 TSI uma das boas surpresas do mercado. Com 150 cv de potência e, principal, 25 mkgf de torque entre 1.500 e 3.500 rpm, garante respostas rápidas e satisfatórias. Vai da imobilidade aos 100 km/h em 8,9s e crava velocidade final de 209 km/h. Curiosidade física, potência e torque tem os mesmos dados para uso de gasálcool ou etanol. Restante com conjunto concentra-se na tração frontal por transmissão automática, seis velocidades, com conversor de torque e acionamento Tiptronic. Freios a disco nas 4 rodas.

Mais
Volkswagen o compôs seguindo sua atual filosofia: aplicar equipamentos usualmente encontráveis em veículos de faixa superior, como iluminação ambiente da cabine, faróis e lanternas em LED, acabamento interno considerado Premium. Regulagens para performance, conforto, economia. Opcional, apenas 1: teto solar. De Volks este Wagen tem cada vez menos…

Sistema de infodiversão elaborado, tela com 20 cm, e preocupação interessante, a garantia longa, de três anos, sem limite de quilometragem – o pessoal de   vendas deveria conversar com colegas do Jurídico para saber que o entendimento de lei é o dado maior … Inclui graciosidade para as três primeiras revisões, como sempre ocorreu no Brasil, tradição cortada pelos fabricantes. Parece ter-se inspirado nas companhias aéreas cobrando pelo que antes era tradicionalmente gracioso.

Virá, a partir de outubro, e as duas versões devem vender 70% de Comfortline e 30% de R-Line, com previsão por Pablo Di Si, CEO para a América Latina, da venda entre 10 e 15 mil unidades anuais. Parece cauteloso. Ante concorrentes e seus preços, sinaliza maiores possibilidades.

Quanto

Versão
R$
Comforline
109.990
R-Line
119.990


Roda-a-Roda



Atração - Salão do Automóvel, 08-19.novembro, marca Senna exporá uma das 500 unidades do McLaren Senna. Junto, o Fórmula 1 MP4/5 com o qual Ayrton Senna ganhou o GP de Monza em 1990.

McLaren Senna

Negócio – Carro é da categoria Superesportivo, motor V8, 4.000 cm3, bi turbo, 800 cv e 800 Nm de torque. É o mais veloz da empresa em 340 km/h de velocidade final. Custa R$ 8M (!) e três foram vendidas para o Brasil.
Inspiração – Diz a família, carro é fiel às habilidades lendárias do piloto, seja lá o que for isto nesta etérea atmosfera. A Senna não o venderá, missão do representante local. Aparentemente irá à mostra para comercializar direitos de artigos com o nome do finado campeão. Perguntada, a marca Senna não esclareceu o que faz.
Fim – Renault definiu: Fluence sairá de produção até o final do ano. Já não vende no Brasil, onde seria o carro ideal para aplicativos. Razões simples, mercado de sedãs capitula ante o de SUVs, e necessidade de espaço industrial na velha fábrica, ex Jeep, hoje Renault, em Santa Isabel, Córdoba, Arg. Informações do jornal buenairense Âmbito Financeiro.
Substituto – Será o Arkana, mescla de sedã com SUV, um crossover, categoria com estilo nem sempre bem saudado, inaugurada pelo BMW 6. Produção no Brasil em 2020.

Renault Arkana (que nome …) surgirá em 2020.

Surpresa – Curiosidade no mercado, Fiat e Jeep aceleraram vendas em agosto e somaram a liderança nos segmentos de picapes, comerciais leves e utilitários esportivos, levando a FCA a crescer acima da média do mercado. Tal resultado no mês deu-lhe a segunda posição de vendas no mercado.
Briga – Passou a Volkswagen, com quem contende duramente, mas ao final do ano números devem manter a GM como líder de vendas. 
Questão – Liderança é por marca ou por empresa? Válido o primeiro conceito, GM estará em 1º lugar. Pelo outro, será a FCA. Entretanto se for disputa de CNPJ, soma das vendas de suas principais marcas, Fiat + Jeep, lidera.
Mais – Três primeiras colocações ficarão entre GM, VW e FCA. Quarta e quinta embolam Ford, Hyundai, Renault e Toyota. Ranking lembra classificação de treino da Fórmula 1: diferença entre Ford, 4ª em vendas e Toyota, 7ª posição, é de 1,4% em vendas.
Cenário - Industrialmente Hyundai opera no limite de sua capacidade, porém Toyota, em passo inverso agregou terceiro turno de trabalho e vendeu mais de 10 mil unidades do Yaris em dois meses, quase o dobro do Etios. Renault vem crescendo, liderando o segmento de entrada como o Kwid, coerentemente seu mais vendido, e desencantando vendas para o Captur.
Dupla – Renault e VW são as marcas de maior crescimento no mercado nos primeiros oito meses do ano.
Auxílio – Novo recurso off-road apresentado nos picapes F-150 Raptor 2019 e no picape Ranger 2019 – não ao modelo mercosulino. É o Trail Control, controle assumindo acelerador e freios até 32 km/h em estradas sáfaras, ruins.
E daí – A indústria automobilística trabalha contra si mesma, negando o uso do automóvel ao pretender substituir prazer de condução por motorista eletrônico.
Também – Mercado de duas rodas superou 100 mil unidades em agosto e quase 700 mil produzidas nos primeiros 8 meses do ano: 21% acima dos números do exercício passado.
Porque? – Vetores do crescimento são maior oferta – ou menor dificuldade para obter crédito -, e o crescimento pela opção dos planos de consórcio.
Acerto – Quem acompanha a questão entre a CAOA e a Hyundai no desfazimento do acordo operacional para produzir utilitários esportivos e pequenos caminhões na fábrica de Anápolis, GO. diz, o desatar vai muito bem.
Recall – Chamada pública, todos sabem, para correção de algum item atentatório à segurança, pondo em risco ocupantes do veículo e os das vias. É feito utilizando a mídia para conhecimento e efeito.
Exclusividade – São chamadas volumosas, exponenciais, dadas as quantidades usualmente construídas pelos fabricantes. Pode ser de milhões, como o caso dos airbags Takata das japonesas. Ou para apenas uma unidade, no caso de Tiguan Allspace, feita pela VW, em anúncio desta semana.
Curiosidade – Recall para solitária unidade? É, explica Fernando Campoi, pela fabricante. Apesar de sabermos localizar o proprietário, o Ministério da Justiça entende que o texto legal não permite atendimento sem chamada pública. No caso, com o proprietário morando em S Paulo, usamos apenas jornais paulistas.
Solução – Voo cancelado, atrasado, excesso de passageiros, bagagem extraviada, transportadora descompromissada? Tem solução. Start up mineira, a Não voei.com se propõe a ajudar. Pelo sítio empresa analisa e orienta quanto ao melhor caminho a tomar. Só recebe em caso de êxito.
Questão – Coluna passada comentou engano sobre Ford Modelo T apresentado como 1908 durante premiação dos melhores veículos no majestoso Encontro de Veículos Antigos em Araxá. MG, com patrocínio Renault. Leitores querem saber o porquê. 
Óbvio – Questão temporal, simples entender, diz o Curador do Museu Nacional do Automóvel: O Modelo T iniciou ser vendido ao final de 1908. Produção contida, pré sistema de linha de montagem. Teriam saído das portas da agora velha fábrica de Piquette, entre outubro e final de dezembro menos de 2.000 unidades.
Conta – À época não havia representante Ford no Brasil, e a demanda do veículo nos EUA, o mais barato no mercado, não permitiu exportá-lo. E tivesse isto ocorrido, o tempo entre produzir, cuidar da logística de transporte fluvial e marítimo, não teria chegado durante o ano de 1908. Após, seria licenciado no ano da venda.

Ford Modelo T em Araxá. 1908? 1909!

Gente – Herbert Negele, alemão, mestrado em engenharia aeroespacial e PhD em sistemas, vida mansa. OOOO Deixa na matriz alemã dedicação em carros híbridos, de estratégia, e será diretor de engenharia na BMW Brasil. OOOO Aqui empresa faz primária montagem de peças, sistema vigente antes da implantação da indústria automobilística. OOOO Processo simplório. mas aprenderá muito no entorno. OOOO Em especial pelas expressões consagradas: ‘tá saindo; não esquenta; no final dá certo, e a curiosamente vertida para estrangeiros, a Tea with Me, localmente a xa comigo.OOOO

A liderança do Jeep Compass


Compass, mais moderno e equipado, lidera segmento

Assinalando dois anos de lançamento, o Jeep Compass tem números e dados a sustentar sua aceleração e penetração no mercado. Desde setembro de 2016 vendeu mais de 95 mil unidades; nos últimos 12 meses cravou 58.188 emplacamentos, significando ter crescido 30% em relação ao mesmo período, janeiro a agosto, percentual duas vezes superior ao mercado, com 11,4%. Na prática é líder disparado – sua moderna fábrica, em Goiana, no fim do norte pernambucano, quase divisa com Paraíba, detém recorde curioso: de seus três produtos, dois são líderes – o Compass e o picape Toro, vendido com marca Fiat.

Renegade, ex-líder do segmento, também vai muito bem.

Mix de vendas é muito interessante, com sólida participação das versões de maior preço, motor diesel 2,0, transmissão automática de nove velocidades e tração nas 4 rodas Jeep Active Drive Low, a reduzida e o controle Select Terrain  representando 35% das vendas. A Sport, de entrada, bem equipada, é 10% das encomendas. É produto definidor de seu cliente. Quanto à motorização, o engenho Flex Tigershark representa os restantes 65% das preferências.

Além do estilo bem formulado; da modernidade; é o veículo nacional com o maior pacote de tecnologia embarcada, com recursos de condução autônoma, como o ACC - controle adaptativo de velocidade; FCWp – alerta de colisão com frenagem automática; monitoramento de mudança de faixa; BSM – detectores de ponto cego; Park Assist para manobrar em vagas de estacionamento.






* Roberto Nasser, edita@rnasser.com.br, é advogado especializado em indústria automobilística, atua em Brasília (DF) onde redige há ininterruptos 50 anos a coluna De Carro Por Aí. Na Capital Federal dirige o Museu do Automóvel, dedicado à preservação da história da indústria automobilística brasileira.


Leia> Coisas de Agora.

BYD DEMONSTRA LIDERANÇA NA EUROPA NO IAA HANNOVER 2018.


A BYD está participando pela segunda vez do IAA Hannover 2018, evento que acontece até 27 de setembro, e demonstra sua liderança no mercado europeu de ônibus elétricos. 


Desde que iniciou suas vendas de ônibus na Europa, em 2010, a BYD vendeu mais de 600 ônibus, o que equivale a uma participação de mercado de 20%. A BYD é, portanto, de longe, a líder de mercado em ônibus elétricos, com mais de 35 mil unidades entregues em todo o mundo e está constantemente desenvolvendo novos produtos.

Há dois anos, neste mesmo evento, a BYD estreou globalmente o primeiro ônibus 100% elétrico do mundo. Este ano, a empresa está lançando seu primeiro ônibus 100% elétrico altamente modular de 12 metros, bem como um ônibus 100% elétrico articulado de 18 metros com carregamento pantógrafo. 

O ônibus altamente modular é baseado em um novo conceito de fabricação que otimiza totalmente o projeto estrutural. Isso acelera o tempo de produção e instalação de P&D e eva a menos componentes. Além disso, por meio do uso de novos materiais, a construção modular resulta em um ônibus mais leve.

Tanto o ônibus de 12 metros quanto o de 18 metros compartilham o novo design frontal e são equipados com novos recursos, incluindo a bateria BYD de fosfato de ferro de alta densidade de potência, juntamente com o sistema de gerenciamento térmico de bateria. Além disso, os ônibus possuem um sistema inteligente de monitoramento e diagnóstico, permitindo que os clientes controlem remotamente os sistemas de barramento e diagnostiquem os problemas. 

Os novos modelos são fabricados ou montados em duas fábricas europeias de ônibus da BYD. O ônibus de 12metros é produzido em Komarom, na Hungria. Esta primeira fábrica
europeia de ônibus da BYD está em funcionamento desde abril de 2017. Desde a sua inauguração, forneceu frotas de ônibus 100% elétricos aos clientes holandeses Connexxion e Syntus e à Nobina sueca. Recentemente, iniciou a produção de 30 ônibus para o aeroporto de Bruxelas.

O ônibus articulado de 18 metros é montado na segunda fábrica de ônibus da BYD na Europa, localizada em Beauvais, na França. Esta fábrica, inicialmente destinada à montagem de ônibus produzidos na Hungria para testes no mercado francês, será comissionada dentro de um mês.

Durante a IAA, foi anunciada uma grande encomenda para a BYD. A operadora de ônibus sueca Nobina fez pedidos para um total de 26 ônibus, sendo 11 unidades de 12metros, 10 unidades de 18 metros e cinco micro-ônibus de 8,7 metros, servindo rotas no sudoeste da Suécia. Com esses novos pedidos, a BYD já soma mais de 100 encomendas em 2018 na Escandinávia. 

De acordo com Isbrand Ho, Diretor da BYD Europe, “Há muitos novos ônibus elétricos em exibição no IAA 2018, mas a BYD, como o mais experiente e maior fornecedor de ônibus elétricos, pode adotar uma abordagem mais madura. Estamos anunciando importantes melhorias no produto e oferecendo benefícios reais aos operadores.