terça-feira, 14 de agosto de 2018

KIA MOTORS APRESENTA TECNOLOGIA DE SISTEMA DE SOM SEPARADO DE ÚLTIMA GERAÇÃO.


A Kia Motors Corporation revelou pela primeira vez sua tecnologia de Sistema de Som Separado (SSZ) de última geração, que permite que cada passageiro de um veículo acesse conteúdos de áudio adaptados às suas necessidades individuais, incluindo músicas, chamadas telefônicas de viva voz e alertas, mantendo um espaço social livre de fones de ouvido, no qual os passageiros podem conversar naturalmente.

A tecnologia SSZ cria e controla os campos acústicos do carro, permitindo que o motorista e cada passageiro ouçam sons isolados. Os diversos alto-falantes instalados no veículo apresentam tecnologias que utilizam princípios científicos para reduzir ou aumentar os níveis de áudio das ondas sonoras. Isso impede a sobreposição de sons ouvidos em cada assento, criando o mesmo efeito que os atuais sistemas de cancelamento de ruído, mas sem a necessidade de fones de ouvido.

“Na era da navegação autônoma, os clientes vão exigir opções de entretenimento cada vez mais personalizáveis ​​dentro de seus veículos, o que inclui inovações tecnológicas, como o Sistema de Som Separado”, observa Kang-duck Ih, pesquisador do Laboratório de Pesquisa NVH da Kia. “Espero que, ao fornecer aos motoristas e passageiros espaços de áudio independentes e personalizados, eles experimentem um transporte mais confortável e divertido”.

Cada pessoa possui um gosto musical, então alguns passageiros optam por utilizar fones de ouvido durante uma viagem, para isolar o fluxo de áudio. Porém, isso também cria uma barreira social desnecessária para a interação com outros passageiros. Ao viajar em um veículo equipado com a tecnologia SSZ de última geração, cada passageiro pode conectar seu smartphone via Bluetooth e ouvir sua própria música, sem interferência ou interferindo nos fluxos de áudio dos outros passageiros.

Quando a SSZ é utilizada, as chamadas telefônicas hands-free também podem ser isoladas para cada passageiro, garantindo a privacidade das conversas telefônicas.

Além disso, essa tecnologia inovadora pode eliminar sons desnecessários para o passageiro, mas importantes para o motorista. Sons de navegação ou vários alertas permitem que o condutor se concentre no controle do veículo, enquanto o sistema SSZ isola esses sons, mantendo uma área tranquila para os outros passageiros. Este recurso possui uma funcionalidade particularmente direcionada para os condutores acompanhados de crianças, por exemplo.

A tecnologia SSZ está em desenvolvimento desde 2014, e a expectativa é a de que o sistema de produção em massa esteja pronto para instalação em veículos dentro de um a dois anos.

NO TRANSPORTE PÚBLICO, CORREDOR SÃO MATEUS-JABAQUARA TEM MELHOR AVALIAÇÃO DA HISTÓRIA PELO QUARTO ANO SEGUIDO.


O Corredor Metropolitano São Mateus-Jabaquara, operado pela Metra, acaba de receber 86,7% de aprovação (excelente e bom) no Índice de Qualidade da Satisfação do Cliente – IQC, que integra o Índice de Qualidade do Transporte – IQT. Este é o quarto ano seguido que a empresa alcança melhor avaliação na pesquisa da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, realizada em julho deste ano. Algumas linhas alcançaram 94,1% de aprovação (excelente e bom) dos passageiros.

De acordo com a diretora da Metra Transportes, Maria Beatriz Setti Braga, o resultado demonstra que é possível oferecer à população brasileira transporte coletivo urbano de elevado padrão de qualidade, com conforto, segurança, pontualidade e veículos modernos e acessíveis. "Além da frota moderna, considerada como frota verde pela utilização de veículos com combustíveis de fontes renováveis, investimos muito na formação e qualificação dos profissionais e na preservação ambiental", destaca.

"Para a Metra, o mais importante é alcançar, a cada ano, um nível mais elevado de satisfação do cliente", reforça Maria Beatriz. Segundo a empresária, a empresa possui um programa constante de renovação de frota e é reconhecida por ter frota verde de ônibus, formada predominantemente por trólebus, que não emitem nenhum poluente no meio ambiente, e veículos híbridos. A empresa também é pioneira na adoção de tecnologias sustentáveis.

Veículos modernos e totalmente acessíveis, sistema de ar-condicionado, entradas USB para recarga de equipamentos, Wi-Fi e o corredor exclusivo, monitorado 24 horas por dia e totalmente administrado pela Metra são alguns dos diferenciais, que resultaram nas notas elevadas.

Sobre o IQC

O IQC - Índice de Qualidade do Cliente - contempla aspectos como a frota circulante dos ônibus/trólebus, características e estado dos veículos em geral, informações sobre a linha de ônibus e atendimento das reclamações; operação, referente à lotação, número de ônibus na linha e tempo de espera; tripulação, que analisa a conduta de motoristas e cobradores e "Outros", que estabelece nota geral para a linha.

Diferenciais da Metra

Frota com veículos modernos e ecológicos (movidos a diesel e a diferentes combustíveis alternativos), preservação e manutenção das vias de trajeto, profissionais com formação e treinamento diferenciados, pontualidade, condução suave, segurança e conforto, além de Wi-Fi a bordo, saídas USB para recarga de dispositivos móveis e a predominância de veículos com sistema de ar-condicionado, foram alguns dos atributos mais reconhecidos pelos clientes.

Corredor Verde

O programa Corredor Verde é outro importante diferencial e já proporcionou o plantio de mais de 10.000 árvores ao longo do seu trajeto, os Manacás da Serra, principal espécie plantada e conhecida pelo elevado poder de absorção dos gases CO2, lançados na atmosfera por veículos que utilizam combustíveis fósseis, como o diesel e a gasolina.

Sobre a Metra

A Metra, uma das empresas do tradicional e pioneiro Grupo de Transportes Auto Viação ABC, é referência mundial e possui frota modelo, com cerca de 270 veículos com tecnologias sustentáveis, como os trólebus e o elétrico puro, que não emitem CO2, e os veículos elétricos híbridos com baixa emissão de CO2. Visite: www.metra.com.br.

 Secco Consultoria de Comunicação.

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NOVA GERAÇÃO DO PORSCHE CAYENNE CHEGA AO BRASIL.


A Porsche Brasil apresenta a terceira geração do seu Porsche Cayenne, equipado com novos motores e chassi, além de um conceito de operação inovador e de maior conectividade. O design também foi aprimorado, seguindo o DNA da empresa alemã.

"Estamos muito otimistas com a receptividade deste modelo também no Brasil. A nova geração do Cayenne traz muitas novidades, como motores mais fortes e mais rápidos, suspensão ainda mais equilibrada e que, ao lado de um novo chassi, irá promover uma experiência única de dirigibilidade e esportividade a bordo de um Porsche", declara Andreas Marquardt, diretor presidente da Porsche Brasil.

O preço do novo Cayenne começa em R$ 423.000,00. Já o Cayenne S tem preço inicial em R$ 523.000,00, enquanto o modelo Cayenne Turbo pode ser adquirido por R$ 733.000,00. 

"Ao lado do Macan, o Cayenne é o grande líder de vendas da Porsche. A chegada desta nova geração faz parte da estratégia para conquistarmos ainda mais espaço no Mercado brasileiro, e uma oportunidade de atingir resultados que superem os patamares de 2017, ano recorde da marca", afirma Werner Schaal, diretor de vendas da Porsche Brasil.

Motores ainda mais fortes


A nova geração do Cayenne chega com motores mais potentes. A versão inicial possui motor turbo de seis cilindros em V com 3 litros e 340 cv de potência e um torque de 450 Nm. Já o Cayenne S é movido por um V6 2.9 biturbo. Ele desenvolve 440 cv e 550 Nm de torque. Para quem deseja mais potência e esportividade, o Cayenne Turbo é o topo de linha e gera 550 cv, superando o motor de seu antecessor em 30 cv, enquanto o torque máximo de 770 Nm representa um aumento de 20 Nm.


No quesito desempenho, o Cayenne acelera de zero a 100 km/h em 6,2 segundos (em 5,9 segundos com o pacote Sport Chrono). A velocidade máxima é de 245 km/h. Já o modelo Cayenne S faz a mesma aceleração em 5,2 segundos (4,9 segundos com pacote Sport Chrono) e tem velocidade máxima de 265 km/h. Na versão Cayenne Turbo, esta aceleração se dá em apenas 4,1 segundos (3,9 segundos com Sport Chrono) e alcança a velocidade máxima de 286 km/h. O câmbio é um tiptronic de 8 velocidades e a tração é ativa nas quatro rodas em todas as versões. 

Dirigibilidade aperfeiçoada pelo novo chassi



O novo Cayenne possui sistemas ativos de chassi, que são analisados e sincronizados pelo Porsche 4D Chassis Control. Esse sistema trabalha em tempo real otimizando continuamente o comportamento de pilotagem. 

Assim como no 911 e Panamera, o Cayenne pode ser agora equipado com o eixo traseiro direcional. Ele melhora a agilidade nas curvas e a estabilidade nas mudanças de faixa com velocidades mais altas. Além disso, o diâmetro de giro reduzido facilita o manuseio do carro no dia a dia.

A suspensão a ar adaptável - opcional com nova tecnologia de três câmaras -, aumenta significativamente a amplitude entre uma conexão rígida-esportiva e oferece conforto de viagem equiparável ao de um sedã. Esse sistema permite ajustar a altura do solo em terrenos fora de estrada. Com a estabilização de rodagem opcional Porsche Dynamic Chassis Control (PDCC), os motoristas esportivos beneficiam-se da troca do sistema hidráulico para o sistema elétrico. Uma rede de bordo de 48 volts de potência possibilita esta conversão. Tempos de reação mais curtos permitem maior precisão da dinâmica de direção, além do adicional conforto com direção mais moderada.

Design marcante e inovador



Os modelos possuem entradas de ar maiores na dianteira em virtude do aumento de potência nos motores; as lanternas de canto horizontais conferem ao SUV um visual mais largo e mais atlético. A nova geração do Cayenne chega 63 milímetros maior em comprimento do que o modelo anterior, mas mantém a mesma distância entre eixos (2.895 milímetros). Em altura, são nove milímetros a menos em relação ao modelo anterior, o que passa uma silhueta mais alongada e elegante ao Cayenne. O volume do bagageiro é de 770 litros - um aumento de 100 litros. 

A versão inicial do Cayenne conta com rodas de 20 polegada em sua configuração padrão para o mercado Brasileiro. Entre as lanternas traseiras, o Cayenne possui um novo design tridimensional das luzes, e a faixa luminosa contínua de LED estende-se à inscrição Porsche marcante. Nos faróis, um novo conceito de iluminação em três níveis: cada Cayenne é equipado de série com faróis de LED. Além destes, no nível seguinte de expansão é disponibilizado para escolha o Porsche Dynamic Light System (PDLS), que possui diferentes modos de iluminação, tais como luz de curva e luz para autoestrada. O sistema mais sofisticado é o novo farol principal de LED Matrix com PDLS Plus. 84 diodos luminosos, controláveis individualmente e que possibilitam distribuição e intensidade totalmente variáveis da luz. 

Esportividade e requinte estão presentes em todo o interior



Com esta nova geração, o Cayenne dá início a um capítulo da interação entre motorista e o carro: o Porsche Advanced Cockpit é integrado em um ambiente esportivo luxuoso. O elemento central do novo conceito de display e de operação da Porsche - que foi introduzido no ano passado com o novo Panamera -, é a nova tela touch Full HD de 12,3 polegadas da última geração do Porsche Communication Management (PCM). Aqui, inúmeras funções digitais podem ser operadas de modo intuitivo e também por comando de voz. Outras teclas são integradas harmonicamente na superfície touch vitrificada, semelhante à de um smartphone, emitindo uma resposta sonora e tátil adicional quando operados. 

Seguindo o estilo da Porsche, do seu assento o motorista enxerga um tacômetro analógico centralizado. Este é ladeado por dois displays Full HD de sete polegadas, que exibem todos os demais dados de direção relevantes e informações personalizadas que podem ser selecionadas através do volante multifuncional. Os sistemas de assistência mais importantes incluem um assistente de visão noturna com câmera termográfica, um assistente para ponto cego, um de controle de troca de pista com reconhecimento de sinalizações de trânsito, e o ParkAssist com Surround View.

CONVERSA DE PISTA.
Por Wagner Gonzalez*

SEM CORRIDAS POR QUASE UM MÊS, BASTIDORES DA F-1 SEGUEM MOVIMENTADOS



A Fórmula 1 vive seu período de férias mas os celulares de pilotos, empresários e diretores de equipes vivem conectados aos respectivos carregadores de baterias: são nada menos de 13 vagas  disputadas, com chances maiores ou menores, por 17 pilotos. O momento exige dircreção e eficiência para garantir o melhor carro possível para a temporada de 2019, incluindo vagas na Ferrari e Red Bull. Dos cockpits que já têm escritura definitiva estão os dois da Mercedes (Lewis Hamilton e Valtteri Bottas) e Renault (Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg) e um na Ferrari (Sebastian Vettel) e na Force India (Lance Stroll). O caminho para destravar esse quebra-cabeça passa necessariamente pelo espanhol Fernando Alonso, cuja indecisão tem repercussão até mesmo no mercado da F-Indy, que pode ser seu destino em 2019.

O formato das negociações para definir a lista de inscritos do ano que vem passa por forças de várias intensidades e interesses, a começar pela influência dos fabricantes de Ferrari, Honda, Mercedes e Renault. Uma equipe disposta a pagar menos pelo trem de força – o conjunto formado por motor, câmbio e diferencial, eventualmente incluindo até mesmo a suspensão traseira -, pode ver-se "inclinada" a aceitar um piloto "sugerido" pelo fornecedor desse kit.

Entre as equipes mais susceptíveis a isso estão a Force India, Williams, Haas e Sauber; as duas primeiras funcionam na órbita da Mercedes e a outras duas circundam o planeta Ferrari. A Renault tem alguma influência sobre a McLaren – cada vez mais susceptível a este tipo de pressão – enquanto a Toro Rosso dá alguma atenção à Honda, mas nada em grande escala. Ferrari, Mercedes, Red Bull e Renault têm carta branca para escolher, e pagar bem, aos seus pilotos.

Kimi Räikkönen: veterano, disputa vaga com o novato Charles Leclerc. Foto: Ferrari.

Kimi Räikkönen e Charles Leclerc disputam a vaga mais acirrada do momento, a de segundo piloto da Ferrari. Aparentemente Sebastian Vettel prefere Räikkönen a Leclerc: à experiência e obediência do finlandês contrapõem-se a juventude e a inexperiência de Leclerc. Enquanto um aceita de bom grado o papel de escudeiro e regularmente termina nos pontos, o outro ainda pode ser taxado de imaturo para um posto de trabalho na equipe mais susceptível à pressões externas.

Charles Leclerc: temporada boa na Alfa Romeo-Sauber pode leva-lo à Ferrari. Foto: Sauber.

De qualquer maneira, O monegasco já mostrou potencial para suceder Max Verstappen como novo destaque da categoria. Nessa briga o italiano Antonio Giovinazzi corre, ou melhor, caminha, por fora. Comparada à Ferrari a Red Bull está numa situação muito mais complicada: uma combinação entre o protagonismo cada vez maior de Max Verstappen, o autoritarismo de Helmut Marko e uma dose de safra magra de sua academia de pilotos cria dificuldades para definir as quatro vagas das duas equipes dos energéticos do touro vermelho.

Pierre Gasly: pé pesado e bom relacionamento com a Honda desagradam Max Verstappen. Foto: RBCP/Getty Images.

O principal candidato para preencher o lugar vago com a transferência de Daniel Ricciardo para a Renault é o francês Pierre Gasly, que ao juntar seu bom relacionamento com a Honda e um pé direito digno de grandes pilotos reuniu duas qualidades que em nada agradam a Verstappen. As gotas de sangue dessa disputa certamente respingarão em Christian Horner, o executivo maior da Red Bull Racing/Technologies, e Helmut Marko, o olho de Dietrich Mateschitz, o bam-bam-bam da Red Bull e dono do cofre. Carlos Sainz pode ser incluído como candidato à essa vaga.

Jake Dennis: piloto de testes da RBR, favorito para vaga na Toro Rosso. Foto: RBCP/Getty Images.

Na Toro Rosso a situação é ainda mais complicada: o neozelandês Brendon Hartley ainda não convenceu que merece a chance de estar na F-1 – até agora somou 2 pontos no campeonato, contra 26 de Pierre Gasly -, e a chances de ser dispensado ao final do ano é significativa. É pouco provável que Carlos Sainz aceite retornar à Toro Rosso, as duas vagas podem ser preenchidas pelo britânico Jake Dennis, que já testou duas vezes pela Red Bull este ano e mostrou-se rápido por ocasião dos ensaios livres em Hungaroring. Junte a isso sua experiência como piloto no simulador da RBR e seu cacife para um emprego de titular na equipe júnior cresce bastante.

Dan Ticktum: FIA não quer dar licença ao queridinho de Helmut Marko. Foto: RBCP/Getty Images.

Outro britânico,  Dan Ticktum, nome canonizado por Helmut Marko, ainda não soma pontos suficientes para receber a super-licença. Outrora exemplo de programa de desenvolvimento de pilotos, a Red Bull parece ter perdido o ponto de freada em alguma curva do circuito: quem esperaria ver tal situação alguns anos atrás? Quem imaginaria que nomes como Daniil Kvyat, Jayme Alguersuari, Jean-Éric Vergne, Scott Speed e Sébastian Buemi, para citar apenas cinco, teriam suas carreiras dilaceradas depois de galgar todos os degraus do programa Junior Team?

Ocón (E) e Pérez, um deles dividirá a Force India com Lance Stroll. Foto: Sahara Force India.

Motivos meramente econômicos deixam a Force India com uma vaga em aberto: quando um consórcio de empresários canadenses liderado por Lawrence Stroll assumiu o controle do time e evitou a falência da equipe ficou claro que uma das vagas será ocupada por seu filho, Lance, que faz sua segunda temporada na F-1 e deixa a Williams ao final do ano. É bastante claro que Stroll Júnior ainda não tem maturidade para ser líder de um time, o que eleva as chances de que o outro cockpits seja ocupado por Sérgio Pérez ou Estebán Ocón. Pérez tem a seu favor o apoio de empresas mexicanas, mas a Mercedes tem fichas para definir esse dilema e impor o franco-catalão, até mesmo George Russell como piloto.

A Force India deve à casa de Sttutgart quantia que ultrapassa US$ 10 milhões, valor referente ao aluguel dos motores, dívida que pode ser renegociada com a manutenção de Ocón, protegido de Toto Wolff, ou a promoção de Russell. Além disso, a Mercedes precisa de apoio político para influenciar a Fia e a Liberty Media na definição do regulamento técnico da categoria que vigorará a partir de 2021.

Nicholas Latifi: canadense fez dois dias de treinos em Interlagos com um carro de F-3. Foto: Sahara Force India.

O canadense Nicholas Latifi, atual piloto de testes, corre por fora nessa briga: seu pai recentemente comprou 10% das ações da McLaren e sua família tem fortuna superior à dos Stroll... Latifi vai participar da primeira sessão de treinos livres do GP do Brasil e já completou dois dias de treinos com um F-3 no circuito de Interlagos.

Lance Stroll: canadense só quer ouvir falar da Force India, sua equipe em 2019. Foto: Williams.

O apoio mexicano a Sérgio Perez contribui bastante para que ele encontre uma vaga , Sauber, Haas e McLaren as suas melhores opções. Ocón tem a seu favor o apoio de Wolff, que não se oporia a empresta-lo a uma equipe fora da órbita da Mercedes ou, pior dos cenários, coloca-lo na Williams... Esta vaga, porém, parece mais apropriada à promoção de Russell. A outrora dominadora da F-1, exemplo de vanguarda técnica da categoria, a Williams amarga um período digno de estiagem nordestina e está às portas de se voltar a ser o que foi quando seu fundador Frank Williams alugava os carros mais lentos do grid, no início dos anos 1970.

George Russell: influência da Mercedes pode garantir lugar na equipe Williams. Foto: Mercedes.

O futuro é sombrio: vão-se os dólares da família Stroll, emagrece a cota de recursos provenientes do fundo de prêmios do Campeonato de Construtores e nem mesmo a expertise da Williams no desenvolvimento de distribuição de energia ajuda a acender uma luz no fim do túnel. O cenário é um palco apropriado para Super Wolff e suas milionárias flechas de prata: em troca de apoio político e uma vaga para seus pupilos, a equipe de Grove poderá respirar por mais uma temporada, ainda ofegante e com ajuda de aparelhos, mas ainda garantindo um grid de 20 carros. O russo Sergey Sirotkin e seus provedores de rublos pode se manter na equipe, mas a chance de outro franco atirador acertar o alvo é menos do que se considera desprezível.

Chegamos, pois, às duas equipes satélites da Ferrari, Haas e Sauber. Na primeira o dinamarquês Kevin Magnussen está em forma para renovar seu contrato, cortesia dos 45 pontos que marcou até agora. Já o franco-suíço Romain Grosjean vive situação oposta: rápido, porém errático, ele somou 21 pontos e acumula um prejuízo razoável no reparo de inúmeras batidas e manobras dignas de jogos eletrônicos com um botão infalível para dar reset. Assim, não chega a ser surpresa incluir seu nome na fila dos desempregados. Sérgio Pérez é um candidato natural à essa vaga, assim como Antonio Giovinazzi e, num exercício de ampla liberdade de imaginação, até mesmo Kimi Räikkönen. O nome de Pietro Fittipaldi já foi cogitado como possível convidado para uma sessão de testes, por enquanto o mais perto que o neto de Emerson tem possibilidades na categoria.

Antonio Giovinazzi: tem chances de herdar vaga na Sauber para o ano que vem. Foto: Ferrari.

Na Sauber nem Charles Leclerc tampouco Marcus Ericsson tem certeza de algo. Se o monegasco tem chances de ser mantido caso sua ida para a Ferrari não se concretize, a nova administração do time de Hinwill pende muito mais por substitui-lo por Antonio Giovinazzi ou receber um nome experiente como Sérgio Pérez ou um medalhão como Kimi Räikkönen, algo que os mais emotivos enxergam como uma maneira do finlandês encerrar sua carreira na F-1 na mesma equipe onde estreou, no GP da Austrália de 2001.

Alonso entre dois mares


Fernando Alonso: seu adeus à F-1 é visto como desembarque na F-Indy. Foto: McLaren.

Não faltam roteiros para tentar explicar qualquer decisão que Fernando Alonso venha a anunciar como próximo estágio de sua conturbada carreira na F-1. Bicampeão mundial em 2005/2006, pela equipe Renault, Alonso consolidou em seguida a fama de piloto rápido e extremamente temperamental, a ponto de ser vetado em algumas equipes de ponta, a Red Bull entre elas. Junto a isso as críticas exacerbadas sobre o motor Honda, o inferno astral que a McLaren vive há várias temporadas e a consequente impossibilidade de vencer levaram Alonso e seus empresários – entre eles o banido da F-1 Flavio Briatore -, levaram o espanhol a considerar o planeta Indy como um porto seguro. Vencedor em Mônaco em 2006 e 2007 e em Le Mans em 2018, o espanhol das Astúrias está próximo de igualar Graham Hill na condição de detentor da tríplice coroa, indiferente de usar-se a definição clássica (campeão mundial de F-1 e vencedor das 24 Horas de Le Mans e das 500 Milhas de Indianapolis) ou moderna (vitória em Indy, Le Mans e Mônaco) do termo.

Carlos Sainz Jr: Toro Rosso e McLaren são possibilidades para o espanhol. Foto: RBCP/Getty Images.

Uma falada associação ente a McLaren e a Andretti Autosport para compor uma equipe de F-Indy para a temporada de 2019 em torno de Alonso é um projeto viável. Zak Brown, o cérebro de marketing da McLaren conhece como poucos o mercado norte-americano, capacidade que pode ser medida pela quantidade de logotipos que apareceu no carro do espanhol em Indy 2017. Em contraste, os carros de F-1 há anos seguem refratários a ter um patrocinador principal. Isso é tão claro quanto é obscuro se a casa de Woking teria condições de se dividir entre duas categorias tão diferentes sem que a F-1 fosse relegada a um ostracismo ainda maior.

A junção da McLaren com a família Andretti para uma possível equipe em torno de Fernando Alonso tem implicações diretas no mercado da F-Indy: os times concorrentes precisam garantir seus melhores técnicos, engenheiros e pilotos. Scott Dixon, quatro vezes campeão da categoria e com chances de chegar ao penta, admitiu que teve conversas com Michael Andretti para muda de equipe. Ontem, porém, a Chip Ganassi alardeou que chegou a um acordo para manter o neozelandês em sua equipe em 2019.

Lando Norris: protegido de Zak Brown pode herdar vaga de Stoffel Vandoorne. Foto: Mclaren.

Com Alonso já com um pé na Indy, uma mão no Mundial de Resistência (WEC) e o belga Stoffel Vandoorne bastante desgastado na comparação de resultados com seu companheiro de equipe, quem seriam os nomes para preencher essas vagas? Lando Norris, protegido de Zak Brown é um nome bastante considerado, assim como Carlos Sainz, que chegaria com apoio da Renault, posto que o mercado espanhol é importante para a marca francesa. Ocorre que há um risco ainda pouco explorado nessa equação: sem o mesmo caixa saudável e musculoso de outros tempos, é possível considerar que um dos dois carros seja entregue a quem chegar com uma bagagem carregada de dólares. Sérgio Pérez, no caso, se destaca por que além de patrocinadores, tem experiência e anda forte. Mais recentemente o nome de Kimi Räikkönen foi ventilado, reflexo do trabalho que desenvolveu na Lotus-Renault em 2012/2013.






* Wagner Gonzalez é jornalista especializado em automobilismo de competição, acompanhou mais de 350 grandes prêmios de F-1 em quase duas décadas vivendo na Europa. Lá, trabalhou para a BBC World Service, O Estado de S. Paulo, Sport Nippon, Telefe TV, Zero Hora, além de ter atuado na Comissão de Imprensa da FIA. Atualmente é diretor de redação do site Motores ClássicosTwitter: @motclassicosFale com o Wagner Gonzalez: wagner@beepress.com.br.


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

TOYOTA ANUNCIA NOVA EXECUTIVA REGIONAL PARA RELAÇÕES PÚBLICAS E COMUNICAÇÃO.


Viviane Mansi foi nomeada, a partir de 13 de agosto de 2018, como nova coordenadora-chefe de Relações Públicas e Comunicação para a América Latina da Toyota.


Viviane assume a função em substituição a Luiz Carlos Andrade Junior, sendo responsável pela organização de Relações Públicas e Comunicação no Brasil, Argentina e Venezuela. Andrade Junior, como coordenador regional, continuará apoiando e reportando a Steve St. Angelo, CEO para a América Latina e Caribe.

Viviane é graduada em Relações Públicas e mestre em Comunicação pela faculdade Cásper Libero. A executiva é ex-chefe global de Comunicação Corporativa e Institucional da Votorantim Cimentos.

Profissional com mais de 15 anos de experiência em comunicação corporativa em grandes empresas nacionais e multinacionais, Viviane chega para coordenar a estratégia de Relações Públicas da Toyota na América Latina, buscando promover ainda mais a integração da região e o fortalecimento dos negócios da empresa.
Toyota do Brasil. 
Printer Press Comunicação Corporativa.

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VOLKSWAGEN DO BRASIL ABRE INSCRIÇÕES PARA O PROCESSO SELETIVO DO PROGRAMA DE TRAINEE 2019.


Ao todo, são 20 vagas abertas para diversas áreas da empresa


Uma das empresas líderes no mercado automotivo global, pioneira em diversas inovações que têm mudado a forma de se pensar na mobilidade e seu futuro, a Volkswagen vem crescendo de forma consistente. No Brasil, a empresa continua a se reinventar e está em meio à maior ofensiva de produtos de sua história, com o plano de lançar 20 novos modelos até 2020, com investimentos de R$ 7 bilhões.

A Nova Volkswagen busca se tornar ainda mais inovadora, dinâmica e eficiente, além de totalmente voltada às pessoas. Para lidar com esses desafios, a empresa está em busca de profissionais de alta performance e acaba de dar início ao processo seletivo para o Programa de Trainee Volkswagen 2019. Até o dia 10 de setembro de 2018, interessados em participar do processo podem se inscrever pelo site volkswagen.across.jobs.

São 20 vagas disponíveis para diversas áreas da empresa, como Finanças, Manufatura, Suprimentos, Desenvolvimento de Produto, Estratégia e Planejamento do Produto, Recursos Humanos e Vendas & Marketing.

“A Nova Volkswagen prevê uma constante renovação no modo de se pensar e atuar, pois vivemos hoje um período de grandes transformações. Queremos que os trainees façam parte da construção de nosso futuro, mais dinâmico e criativo, com a energia e diferentes visões que eles podem nos trazer”, comenta o Vice-Presidente de Recursos Humanos da Volkswagen Região América do Sul e Brasil, Marcellus Puig.

Sobre o programa


O Programa de Trainee Volkswagen do Brasil tem o objetivo de desenvolver profissionais com uma visão estratégica da empresa e impulsionar o networking entre as mais diversas áreas por meio de job rotations.

Com orientação e  ações frequentes de desenvolvimento, como coaching e feedback constante dos líderes, os trainees têm uma evolução de maneira global, considerando aspectos profissionais e pessoais, o que os leva à excelência e a uma performance e atuação diferenciadas.

O Programa tem duração de 18 meses, com início em janeiro de 2019. Para concorrer, o candidato precisa ter, no máximo, quatro anos de formado e inglês fluente. O idioma alemão é um diferencial importante. 

MOVA-SE. TRANSFORME-SE. #SEJATRAINEEVW

INSCREVA-SE: volkswagen.across.jobs.

Volkswagen do Brasil.
Assuntos Corporativos e Relações com a Imprensa.

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DE CARRO POR AÍ.
Por Roberto Nasser*

RODA-A-RODA


Referência – Herbert Diess, presidente da marca Volkswagen, na apresentação dos resultados financeiros da espanhola Seat, sua controlada, saiu-se com comparativo curioso: com a entrada no mercado chinês, quer vê-la como a Alfa Romeo, começando por elevar preços. Alfa hoje é comparável às versões S da linha Audi, os mais caros dos sedãs VW.
? – Diess nominou as características da Alfa, e disse que o crescimento e margem econômica da Seat superam a marca italiana.
Pretensão – Nenhuma outra marca tem tanta história e tradição no emblema como a Alfa, e a comparação parece graça sem graça. Há quem lembre, Luca De Meo, presidente da Seat, era Menino de Ouro na então Fiat, e de lá foi saído por Sergio Marchionne, capo de tutti capi é à época número 1 da marca. Comparação presunçosa parece provocação póstuma.

Suzuki especial Desert. Deveria ter outro nome …

Mais – Suzuki criou série especial do seu jipinho Jimny. Chama-a Desert e não é identificada por adesivos, rodas coloridas, bobagens afins, usuais características de fugazes edições.
Bom trabalho – Aumento em 68mm da altura livre do solo, pneus maiores, 215x75x15, chapas protetoras para a mecânica inferior – caixa de transferência, braços da suspensão, amortecedores, além de equipamento com mais função visual e menos prática, o Snorkel.
O que - Leitor deve saber, uma trapizonga nascendo ao nível do teto, descendo, e trepanando o cofre do motor, como se o motorista fosse circular submerso a 2m. Coisa para enganar mãe de moça mas, sem trocadilho, neste deserto de veículos sem habilidades extras e apenas penduricalhos em hatches metidos a SAVs e estes querendo ser vistos como SUVs, fará a maior presença.
O Que – Pintado em Bege Jizan é dita como inspirada nas areias do deserto, mas Jizan é cidade à beira mar, próxima ao Yemen -, grade e faróis com acabamento cor grafite. Sua ótima capacidade off-road – para a Coluna é a melhor equação na proposta – foi implementada. 100 unidades.
Porém – Visto o preço, R$ 86 mil, mereceria denominação japonesa: Takaro.
Mais um – GM apresentou versão automática de seu sedã Cobalt. Tracionada pelo motor 1,8 L4, completa-o com direção eletricamente assistida e o multimídia MyLink. Foca clientes dentre os submetidos às agruras do trânsito brasileiro e PCD, Pessoas com Deficiência, contempladas com desconto no IPI.
Caminho – Poderia ter lançado antes, mas optou adotar a Teoria da Manada, aguardando outros fabricantes tomar a iniciativa para, então, segui-los.
Retorno – Fim das cotas de importação baixadas pela legislação do programa Inovar Auto acelera negócios dos importadores. Kia, maior deles, cresceu 46,3% relativamente ao primeiro semestre de 1967. Na prática licenciou 6.899 unidades, entre SUV Sportage e sedã Cerato. Média do mercado foi 14,1%.

Sportage, mais vendido da Kia

Traço – Agregação à Aliança Renault-Nissan dá impulso à divisão automobilística da Mitsubishi. Empresa cooptou Alessandro Dambrosio, ex-designer chefe da Alfa Romeo. Quer dar traço, vigor, identidade visual a uma das marcas mais mal identificadas no setor.
Pré – Dambrosio participou dos projetos Alfa 159, Giulietta, Mito. Após, na Volkswagen, chamado pelo seu ex-chefe Walter 156 De Silva, trabalhou nos recentes Audi A4/A5; TT Sportback Concept e no SUV Bentley Bentaiga.
Situação – Designer-chefe é oportunidade de ouro a profissional do lápis deixar a marca de seu talento. Não são empregos efêmeros. Normalmente o escolhido cria as formas e personaliza os produtos por, pelo menos, duas gerações de veículos.
Opção – Aparentemente a parte nipônica da Aliança necessita socorro e apoio em estilo.  Nissan foi busca-los na Casa Pininfarina para acertar seu performático 370 Z, e  precisa fazer trabalho em todos os seus produtos -, indistintamente ruins em estilo. Mitsubishi acertou-se com o italiano ex-Alfa.
Confiança – Longo e cheio de percalços em seu curso no âmbito dos ministérios da Indústria e Comércio, Planejamento e Fazenda, projeto Rota 2030 foi enviado ao Congresso para apreciação. Traça a regra de incentivos para a indústria de veículos e autopeças.
Correções – No Legislativo, esperadas intervenções das fabricantes, montadoras e importadoras relativamente ao percentual de compensações nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, aparentemente terá curso curto.
Vaticínio – Raciocínio está em declaração do Presidente Temer, no congresso da Fenabrave,  entidade dos revendedores de veículos, terça-feira passada. Lá, turbinado por surpreendentes aplausos, declarou assinará a Lei à abertura do Salão do Automóvel, novembro. Aparentemente combinou com os russos legisladores.
Ar – Fábricas de automóveis buscam independer de energia elétrica cara, produzido por hidroelétricas ou termogeradores. No Brasil Volkswagen tem duas represas gerando energia; Honda um parque de geradores eólicos. Toyota Argentina vai pelo mesmo caminho: acertou com a petroleira estatal YPF geração de energia elétrica produzida por geradores eólicos.
Mit 20 – De uma aposta no futuro, em município distante do centro produtor de auto peças, mas próximo ao mercado de seu produto, os picapes 4x4, em 20 anos a Mitsubishi marcou sua história em Catalão, Go.
Vai - Nasceu com 14.000 m2 de área coberta e, em 20 anos, chegou a  quase 20 vezes mais. Registro insólito, no meio de Goiás a empresa tem uma das três mais modernas instalações de pintura no Brasil.
Gabarito – Das muitas conquistas, o transformar o picape diesel em objeto-ícone de consumo; de ter sido pioneira no uso de turbo nos Mitsubishi; de dar morfologia aos picapes: diesel, cabine dupla, tração nas 4 rodas.
Saída - Para enfrentar o tabelamento dos fretes - e a impossibilidade de negociar -, a GM pensa em ter frota própria de caminhões, tanto para recolher autopeças quanto para transportar carros O Km. A greve dos caminhoneiros e a incapacidade do governo em peitar e resolver, ficando refém da categoria, dá em excrescências como esta.
Respeito – Governo inglês quer incrementar o uso de combustível E10 – gasolina com 10% de etanol. Mas em respeito ao 1,8M de veículos pré 1970 existente no país, e para os quais considera a mistura incompatível, mante-la-á disponível até 2020.
Aqui – Ao contrário da respeitosa elegância inglesa, aqui, reflexo da maneira impositiva dos governos militares e seus sucessores, somada à leniência brasileira, a gasolina vem misturada com tão elevada quanto desconhecida quantidade de álcool, e o governo nada pergunta sobre adequabilidade ou fazer danos nos veículos, novos ou antigos.
Imprensa  - Jeremy Clarkson, polêmico jornalista, brilhante em comparações, hábil utilizador de adjetivos, em sua coluna mensal na revista 4 Rodas carrega de elogios a caçamba do picape Toyota, mas critica a substituição de um comando mecânico por botões e eletrônica para acionar tração nas 4 rodas e reduzida.
Também – Coluna tem criticado os fabricantes por isto. Serviço duro não permite as dúvidas do uso de complicações elétricas e eletrônicas. Botãozinho não é coisa séria ou confiável, mas boiolo-feminina.
Utilidade – Mesma revista porta pequeno encarte patrocinado pela Fiat, o Guia do Test-Drive Perfeito, aulas sobre como avaliar veículos. Didático, interessante, sem indicar seus carros, mas demonstrando claramente as novas qualidades dos novos Fiat.
Araxá – Renault confirmou e avisa de seu patrocínio ao Brazil Classics Renault Show 2018, mais conhecido como Encontro de Araxá, onde realizado. Mais elegante dentre os pululantes e descoordenados eventos antigomobilísticos no Brasil, ocorrerá entre os dias  05 a 09, setembro, feriado. Patrocínio faz parte das comemorações dos 120 anos da marca. Gracioso.

Brazil Classics Renault Show 2018

Autoclasica – Sequência de qualidade, depois do mais elegante evento antigomobilístico brasileiro, será a vez dos argentinos com o Autoclasica. É o maior dentre os da América Latina, ocorrendo entre 12 e 15 de outubro em San Isidro, vizinha a Buenos Aires.
Lá - Brasileiros não expõem, mas comparecem aos milhares. Entrada a 300 pesos – uns R$  41,02. Para o dia 12, promoção: dois tíquetes por 350 pesos – circa
R$ 47,85.

Cartaz da Autoclasica


Gente – Fernão Silveira, comunicólogo, deixou a Ford após um ano de serviço. OOOO Jornalistas do setor, incontidos em rótulos e carimbos, dizem-no o fugaz. OOOO







* Roberto Nasser, edita@rnasser.com.br, é advogado especializado em indústria automobilística, atua em Brasília (DF) onde redige há ininterruptos 50 anos a coluna De Carro Por Aí. Na Capital Federal dirige o Museu do Automóvel, dedicado à preservação da história da indústria automobilística brasileira.




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VOLKSWAGEN E OS FATORES DE SUCESSO DO I.D. R PIKES PEAK.


Faz cerca de um mês que o piloto Romain Dumas e o I.D. R Pikes Peak estabeleceram o novo recorde de todos os tempos de 7 minutos, 57,148 segundos na Subida de Montanha Internacional de Pikes Peak, nos Estados Unidos. Para os engenheiros da Volkswagen Motorsport, a corrida contra o relógio durou bem mais - cerca de oito meses. No automobilismo, este é um prazo extremamente curto em termos de corridas de automóveis. Mas foi o tempo que todos os técnicos envolvidos tiveram para desenvolver o primeiro carro de corridas totalmente elétrico da Volkswagen.

O fato deles terem passado por esse teste brilhantemente se deve, em parte, aos métodos inovadores usados durante a fase de testes e desenvolvimento. “Quando trabalhamos no túnel de vento com o modelo em escala 1:2 (metade do tamanho real) do I.D. R Pikes Peak, ganhamos muito tempo graças à utilização da impressão 3D”, explica o Dr. Benjamin Ahrenholz, chefe da área de Cálculos/Simulações da Volkswagen Motorsport. A partir de suas anotações, os especialistas em aerodinâmica testaram várias centenas de configurações diferentes para detalhar o chassi do veículo. “Fizemos aproximadamente duas mil peças para o modelo usado no túnel de vento na impressora 3D, algumas vezes com várias impressoras trabalhando ao mesmo tempo”, conta Ahrenholz.

Essas peças eram colocadas à disposição da equipe em poucos dias. “Se fosse o caso de uma confecção convencional, como usando fibra de carbono, teríamos que esperar vários dias, ou até semanas”, complementa Ahrenholz. Dias que, devido à pressão do prazo, os engenheiros simplesmente não tinham. Especialmente, como a fabricação de peças em fibra de carbono requer complicadas e dispendiosas construções de moldes. Uma vantagem do processo de impressão tridimensional é a manufatura de itens individuais.

Componentes impressos também poupam tempo durante os testes


As possibilidades técnicas limitaram os componentes impressos em 3D usados durante a fase de desenvolvimento do I.D. R Pikes Peak a um comprimento máximo de cerca de 50 centímetros. “Um exemplo do tipo de peças que foram impressas é a cobertura lamelar das caixas de rodas dianteiras”, esclarece Ahrenholz. “Por outro lado, tivemos que fazer a grande asa traseira do I.D. R Pikes Peak para o modelo em escala 1:2 em alumínio. A variedade ia desde um suporte com poucos centímetros de tamanho para um sensor, a canais complexos para levar ar fresco para as baterias e freios”.

Como as impressoras 3D trabalham com polímeros termoplásticos plásticos relativamente macios, os componentes feitos com essa tecnologia não podem suportar grandes solicitações mecânicas.  “No túnel de vento, isso não tem importância maior”, diz Ahrenholz.

Apenas as peças consideradas ideais durante a fase de testes eram, posteriormente, feitas de composto de fibra de carbono ou metal. Eventualmente, os engenheiros também chegaram a usar os produtos feitos por impressão em 3D para poupar tempo até receberem o produto final. “Dessa forma, não tínhamos que suspender os testes só porque uma determinada peça ainda não estava pronta - uma cobertura para o sistema eletrônico de controle de força das baterias, por exemplo”, lembra Ahrenholz.

Carro de competição também usa componentes feitos na impressora 3D


Alguns dos componentes feitos através do processo de impressão 3D acabaram sendo usados no carro de corridas. Eles foram exclusivamente peças de tamanho pequeno, cujo formato seria muito difícil de obter utilizando outros métodos de fabricação, tais como fundição ou laminação, e com dimensões que não exigiam tolerâncias extremamente baixas. O plástico usado no processo de impressão 3D é aquecido, já que precisa tornar-se viscoso para poder ser processado nos injetores da impressora. As peças produzidas dessa forma encolhem ligeiramente ao resfriar, o que significa que suas dimensões finais não podem ser definidas com precisão de 100%, dependendo do processo de impressão.

Por isso, as únicas peças da impressora 3D usadas no I.D. R Pikes Peak em sua tentativa que resultou na quebra de recorde em 24 de junho de 2018 foram componentes auxiliares, como suportes para cabos e interruptores. Mas mesmo elas tiveram seu papel no conceito geral do carro que bateu o recorde.

Volkswagen também utiliza impressoras 3D no Brasil


O que era apenas a ideia de uma peça automotiva, um projeto criado por meio de software e visualizado na tela do computador, se torna palpável em poucas horas, ou mesmo minutos por meio da alta tecnologia das impressoras 3D, utilizada pela Volkswagen do Brasil. Os equipamentos materializam, hoje, os projetos de veículos que estão sendo desenvolvidos pela engenharia para serem lançados no futuro. Alinhada às mais avançadas tendências mundiais de fabricação, a tecnologia de imprimir em 3D também é utilizada pela Volkswagen do Brasil para fazer peças que já estão auxiliando os funcionários no trabalho de produção de automóveis: com a chegada da tecnologia 3D, o processo de fabricação dessas peças teve ganho em produtividade, tempo, qualidade e padronização, otimizando também o uso de material.

Com a missão de “tornar real” os projetos, que ainda só existem no computador, das próximas gerações de veículos da Volkswagen do Brasil, a área de Engenharia de Protótipos tem contado com o auxílio de uma impressora 3D à base de resina líquida e laser. Essa impressora fabrica algumas peças que vão compor os protótipos, os quais precisam representar fielmente o veículo que será lançado no futuro, inclusive funcionando, pois passarão por testes, entre os quais de durabilidade e segurança (crash).

Na impressora 3D também são criados dispositivos, que são peças para auxiliar os colaboradores na hora de montar o protótipo: ao apoiar esses moldes sobre a carroceria, por exemplo, é possível localizar o ponto exato para instalar um pino, um logo etc. O dispositivo também é usado como molde para demarcar a área de corte em peças estampadas, por exemplo, que vão compor a carroceria do protótipo.

A Volkswagen do Brasil também utiliza a tecnologia de impressora 3D para otimizar seu processo produtivo atual. Na Fábrica Piloto Montagem Final, localizada na unidade Anchieta, a impressora 3D produz dispositivos plásticos que vão auxiliar os operadores na produção dos veículos que estão em série atualmente. Também conhecidas como chapelonas, essas peças (antes feitas manualmente) servem como moldes, os quais são apoiados sobre a carroceria para orientar os pontos exatos onde o funcionário deve, por exemplo, colar um logo, fixar o vidro, centralizar o painel de instrumentos, entre outras atividades.

Volkswagen do Brasil.
Assuntos Corporativos e Relações com a Imprensa.

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