sexta-feira, 16 de novembro de 2018

JAC T50 ESTREIA NO MERCADO BRASILEIRO.


Disposto a ampliar o espaço conquistado pela JAC Motors no segmento mais competitivo do mercado brasileiro, o dos SUV´s abaixo de R$ 90 mil, o JAC T50 estreia neste mês na rede autorizada da marca. Comercializado em versão única de motorização (1.6 16V DVVT), ele será equipado com a aclamada caixa automática tipo CVT, com 6 marchas programadas eletronicamente. 

De acordo com o pacote de equipamentos de série, mais o “Pack” de opcionais, o SUV chinês tem tudo para se tornar nova referência no mercado nacional. Mesmo se for escolhido com o Pack 3, isto é, totalmente completo, ele é ainda mais acessível (e equipado) que todos os rivais, repetindo uma característica marcante da JAC Motors: a ótima relação custo/benefício.

Completo, bonito, reestilizado, bem equipado e extremamente recheado de equipamentos – alguns deles até indisponíveis como opcionais nos rivais –, o JAC T50 oferecerá ao comprador do “SUV abaixo de R$ 90 mil” a experiência só vivida até então por consumidores de modelos que custam acima de R$ 110 mil ou R$ 120 mil. Um ótimo exemplo disso é o kit multimídia, feito pela JAC Motors China, com mirror link e tela de 8 polegadas. Nenhum outro carro deste segmento possui uma tela tão grande, posicionada no alto do painel, o que garante ótima visualização, além de dotada de recursos que aprimoram a experiência da conectividade ao usuário.


 “Além do kit multimídia, o grande destaque do T50 é o design. Salta aos olhos o estilo elegante, o ar de sofisticação do SUV da JAC. Mas isso não é tudo. Itens como ESP, assistente de partida em rampas, câmbio CVT com 6 marchas, luzes diurnas de LED e uma extensa lista de equipamentos fazem do T50 uma opção extremamente atraente ao cliente dessa faixa de preços”, explica Sergio Habib, presidente do Grupo SHC e da JAC Motors. 

Design marcante 


Quarto SUV da marca no mercado nacional, o T50 exibe um design atual e refinado, que certamente se distinguirá no segmento ao qual vai disputar, mesclando as linhas bem definidas da carroceria à aplicação certeira de frisos cromados. Na frente, a grade em formato de trapézio é caracterizada por aletas largas, que lhe garantem identidade única, bem como por uma massa preta que une os dois faróis e sustenta o logotipo da marca. 
O capô em forma de cunha e o para-choque envolvente, com luzes de neblina, complementam o conjunto. O T50, inclusive por incluir as luzes diurnas de LED, oferece forte personalidade estética. 



A lateral mistura linha alta na “cintura” e traços que surgem no capô dianteiro e no para-choque que promovem sensação de fluidez dinâmica e constante movimento. A pequena janela e a coluna C mais larga dão o tom da robustez que convém a um SUV, a exemplo das rodas de liga de 16 polegadas e dos apliques plásticos em linha ascendente nas portas traseiras.

Já a traseira caracteriza-se pela tampa que dá um inconfundível ar de robustez, além do grupo ótico com formas orgânicas e levemente horizontais. Com o pequeno aerofólio montado na extremidade do teto, o T50 ganha um ar efetivamente “esportivo” na confluência desses ingredientes visuais. O para-choque preto ratifica a personalidade SUV, mas, assim como todo o carro, não deixa de receber apliques cromados para denotar sua proposta de requinte. 

Interior sofisticado


Toda a parte interna do JAC T50 foi redesenhada a partir da geração anterior. O quadro de instrumentos possui dois grandes mostradores circulares: velocímetro e conta-giros. Neles, a parte central de cada instrumento revela o nível do tanque e o termômetro de água do motor, respectivamente.



Já no meio dos mostradores, o motorista encontra as luzes-espia e o computador de bordo. Como diferencial de acabamento, o JAC T50 incorpora molduras acetinadas que envolvem o quadro de instrumentos e as aletas de ventilação, compondo um cenário visivelmente de bom gosto com as superfícies pretas e revestidas em couro (soft touch) que compõem o restante do painel. 

O volante de direção é multifuncional, ainda que, neste modelo, tenha aumentado a quantidade de controles e comandos quando comparado aos demais modelos da linha. O motorista do T50 praticamente não tirará as mãos do volante para as operações mais usuais: comando das funções do rádio, tecla para atender o telefone celular, acionamento do cruise control (controlador de velocidade) e controles do computador de bordo são funções ao alcance das duas mãos. 

À esquerda do volante de direção, encontra-se o botão de acionamento elétrico de altura do facho dos faróis, o controle de ajuste dos retrovisores externos, a tecla de rebatimento desses espelhos externos e o interruptor que comanda a intensidade de iluminação do painel de instrumentos. Já do lado direito do volante, o motorista encontrará o botão de partida e desligamento do motor, uma vez que o JAC T50 utiliza o sistema keyless.

O sistema de ar-condicionado, por sua vez, posicionado no console central, logo abaixo do kit multimídia, é digital e automático. Sua principal função é definir a temperatura desejada e fixá-la no mostrador. No modo automático, o aparelho variará a velocidade de resfriamento até que a temperatura desejada seja atingida. Logo abaixo, o motorista encontra a tomada USB, que é utilizada para espelhamento do telefone celular ao kit multimídia.

Nível de equipamentos sem similar no mercado


Com 4,345 metros de comprimento e 2,56 m de distância entre-eixos, o T50 possui porte bem semelhante ao dos principais modelos do país, considerando suas respectivas versões de entrada. Mas o “recheio” do modelo da JAC é bem maior que o dos rivais: independentemente do Pack escolhido, o SUV chinês já é equipado com diversos itens que, às vezes, não são nem opcionais na concorrência.



Lista dos principais equipamentos de série já no Pack 2 (R$ 83.990)
Ar-condicionado digital e automático;
Vidros das quatro portas com antiesmagamento, trava central e retrovisores com acionamento elétrico e função one-touch para subir/descer os vidros;
Alarme antifurto;
HSA (Hill System Assist), ou Assistente de Partidas em Aclives; 
ESP (Electronic Stability Program), ou Controle Eletrônico de Estabilidade; 
TPMS (Tyre Pressure Monitoring System), sistema que identifica quando algum dos pneus está com calibragem 20% abaixo da recomendada;
Sistema de freios com ABS, BOS (pedal “inteligente” de freio, que anula a aceleração quando os dois pedais são pressionados simultaneamente) e BAS (assistente nas frenagens de pânico)
Banco traseiro com sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis;
Sensores de estacionamento dianteiros e traseiros;
Abertura interna do porta-malas e do tanque de combustível;
Coluna de direção ajustável na altura;
Computador de bordo com funções de consumo instantâneo e médio, autonomia, velocidade média e cronômetro;
Faróis com regulagem elétrica de altura;
Banco traseiro bipartido 60/40;
Banco do motorista com ajuste de altura;
Bancos revestidos em couro ecológico;
Cintos de segurança de três pontos e encostos de cabeça para os cinco ocupantes;
Chave “smart”, que proporciona o fechamento remoto dos vidros;
Faróis de neblina dianteiros e traseiro;
Luzes de conversão estática (cornering lights);
Rodas de liga leve aro 16;
Volante multifuncional;
Duas entradas USB;
Tomada 12V no console central e no porta-malas;
Direção com assistência elétrica e efeito progressivo.

Quando equipado com o Pack 3 (R$ 87.990), o JAC T50 acresce os seguintes dispositivos
JAC Connect Front Camera (câmera frontal);
Câmera de imagem panorâmica 360 graus;
Câmera de ré;
Rebatimento elétrico dos retrovisores;
Função “follow me home”;
Faróis com acendimento automático (sensor crepuscular);
Luzes diurnas em LED;
Rack no teto;
Volante revestido em couro;
Cruise control;
Kit multimídia com mirror link, tela de 8 polegadas e espelhamento de sistemas Android e IOS;

Mesmo nessa configuração topo de gama, ainda bem abaixo de R$ 90 mil (distante, ainda, de versões básicas de alguns concorrentes), o JAC T50 mantém a competitividade. “Estamos muito bem posicionados nesse segmento intermediário dos SUV´s. Essa faixa de preços que ocupamos é preenchida por SUV´s pelados, que são bem menos atrativos que o T50”, garante Habib.

Kit multimídia com tela de 8 polegadas



Como um dos maiores destaques, porém, o JAC T50 exibe um aparelho de multimídia com mirror link e tela de 8 polegadas, produzido pela JAC Motors China, que certamente irá criar outro patamar de conectividade para o consumidor desse segmento de SUV´s. O sistema incorpora, também, a câmera 360 graus e câmera de ré e a JAC Connect Front Camera (frontal).



Inédito em carros dessa categoria, o sistema multimídia, totalmente intuitivo e em português, possui conexão Bluetooth, leitor de MP3 e entrada USB. A novidade fica por conta da função “Carbit”, que permite conectar, espelhar e operar todas as funções de alguns modelos de smartphones ou tablet através do touchscreen da tela HD de 8 polegadas, reconhecendo sistemas Android e IOS.

Desempenho e consumo são virtudes do 1.6 16V DVVT


Deixando de lado o motor 1.5 JetFlex, o novo JAC T50 adota o mesmo trem de força do T40 CVT. O motor desloca 1,6 litro de capacidade cúbica, possui quatro válvulas por cilindro e variador de fase no comando de admissão e no de escape – daí a designação DVVT (Dual Variable Valve Timing). O sistema garante torque nos baixos regimes e potência nas altas rotações, pois altera o tempo de abertura e fechamento das válvulas de acordo com a necessidade instantânea do motor. 



E tudo isso sem deixar de observar o consumo de combustível, que é aprimorado pelo recurso do “start-stop”. Movido a gasolina, ele desenvolve a potência de 138 cv a 6.000 rpm e 17,1 kgfm a 4.000 rpm de torque máximo. Com uma calibração adequada ao gosto do consumidor brasileiro, que aprecia respostas rápidas ao comando do acelerador, a TCU (Transmission Control Unit) do T50 não permite aquele “delay” habitual de transmissões tipo CVT. 

Como prova de um modelo de categoria superior, até para se compatibilizar com o desempenho acima de sua classe – ele faz 198 km/h de velocidade máxima e 0 a 100 km/h em 11,3 segundos – , o JAC T50, além de todos os dispositivos eletrônicos que o assessoram nas frenagens, possui um conjunto mecânico mais eficiente que seus rivais: discos ventilados nas rodas da frente e discos sólidos na traseira. O detalhe “esportivo” fica por conta dos cálipers vermelhos nas quatro rodas.

JAC Motors Brasil.

e-Pincigher Comunicação Corporativa
Eduardo Pincigher
(11) 994-649-356

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VOLKSWAGEN EXPANDE DESENVOLVIMENTO DE CAMINHÕES ELÉTRICOS.


A família de caminhões elétricos Volkswagen acaba de ganhar mais um integrante: o e-Delivery 13 toneladas, concebido na configuração 6x2. O modelo é o irmão maior do e-Delivery 11 toneladas 4x2, apresentado na IAA, maior mostra de veículos comerciais do mundo.

“Como parte do Grupo TRATON, contribuímos para o debate mundial sobre novas fontes de energia apresentando soluções viáveis e concretas, que já se tornam realidade com a chegada do e-Delivery às ruas de São Paulo, uma das maiores capitais do mundo”, afirma Roberto Cortes, presidente e CEO da VW Caminhões e Ônibus.

Com a apresentação do veículo, concebido no centro de desenvolvimento da VW Caminhões e Ônibus em Resende (RJ), a empresa reafirma seu compromisso no avanço de novas tecnologias voltadas à mobilidade sustentável, além da viabilização de seu uso em condições reais de operação.

Após uma série de testes de desenvolvimento, o e-Delivery 13 toneladas 6x2 traz novo conjunto de trem de força e arquitetura modular para atender todo o portfólio de veículos comerciais elétricos Volkswagen. O motor elétrico entrega até 180kW de potência com autonomia de até 200 km, variando de acordo com as condições de operação.

O terceiro eixo vem com rodado simples e suspensor para otimizar ainda mais a operação. O modelo também traz sistema de leitura inteligente da massa transportada pelo veículo para ajustar o consumo de energia, em conjunto com o Eco-Drive Mode.

Chassis, rodas e pneus seguem as características tradicionais e toda robustez da nova linha Delivery, compartilhando componentes da plataforma para garantir a sinergia e escala de componentes também com a família diesel, visando à consequente redução de custos.

Além dos caminhões e-Delivery 11 toneladas 4x2 e 13 toneladas 6x2, a empresa acaba de apresentar também o Volksbus e-Flex, ônibus que combina a propulsão elétrica a motores abastecidos com gasolina, etanol ou que até mesmo utilizem gás natural ou biometano, endereçando desta forma os desafios de infraestrutura das municipalidades, otimizando o custo da eletrificação, reduzindo fortemente os níveis de emissões, maximizando a autonomia e a eficiência operacional.

Ele começa a rodar já no ano que vem nas ruas brasileiras e vai entrar no portfólio de vendas da marca apenas seis meses depois do caminhão e-Delivery, que está previsto para ser fabricado em série a partir de 2020.

Tecnologia: inovação e conforto a bordo


O novo e-Delivery de 13 toneladas tem trem de força preparado para partida em rampas, sem qualquer dificuldade, com o apoio do sistema auxiliar de partida em rampa (HSA).

Além de baixíssimo nível de ruído e emissões zero, o conforto é assegurado pelo exclusivo sistema de suspensão a ar, que torna a experiência a bordo muito mais confortável, reduzindo a fadiga e colaborando para o aumento da produtividade da operação.

Para maximizar a performance do e-Delivery, o freio possui sistema dinâmico de regeneração, capaz de recuperar até 35% da energia durante a frenagem, que será utilizada para recarregar as baterias. O freio regenerativo atua combinado ao freio de serviço, de maneira a prover máxima desaceleração do veículo e menor desgaste dos componentes, o que reduz fortemente o custo de manutenção e aumenta a disponibilidade do veículo na operação.

Com configuração de baterias íon-lítio níquel-manganês-cobalto (NMC), a autonomia da nova família e-Delivery alcança até 200 km, variando de acordo com a configuração do veículo e perfil da operação. A recarga das baterias pode ser realizada de forma flexível (30% em 15 minutos ou 100% em 3 horas), de forma a atender às mais variadas demandas da operação, assim como a disponibilidade de infraestrutura.  

PODER DE SEDUÇÃO.
Por Fernando Calmon*


Salão do Automóvel de São Paulo completa 30 edições e até o próximo dia 18 continuará a seduzir multidões. As pessoas permanecem fortemente atraídas por carros. Entre as razões estão comodidade, liberdade, agilidade e taxa de motorização ainda baixa, se comparada a de outros países, inclusive vizinhos, como Argentina. Este ano ficará marcado pela sanção presidencial do programa Rota 2030, no dia da inauguração oficial. Sua importância será analisada na Coluna da próxima semana.

O maior número de novidades vem da Volkswagen. A mais escondida, agora revelada em versão próxima à final, é a picape de cabine dupla cujo nome provisório, Tarok, pode ser até o escolhido em 2020. De porte praticamente igual ao da Toro, incluirá motorização Diesel (tração 4x4, 1 tonelada de carga) e turboflex 1,4 L. Recurso interessante é o alongamento da caçamba ao rebater a divisória metálica interna, possível por ter construção monobloco, no caso derivada do Golf. Público pode ver de perto também o SUV compacto T-Cross (lançamento em abril 2019) e a dupla Polo GTS/Virtus GTS com motor turboflex 1,4 L/150 cv e câmbio automático de seis marchas.

Fiat também chama atenção com o modelo-conceito Fastback que dá pistas para seu primeiro SUV médio e de próxima reestilização frontal da Toro. Sua distância entre eixos, 2,69 m, é praticamente a mesma do futuro SUV argentino VW Tarek. O modelo final, previsto para 2020, não terá linha de teto tão elegante e será um pouco maior que o Jeep Compass. A fabricante exibiu e importará da Itália umas 500 unidades do SUV compacto 500X, cuja arquitetura é a mesma do Renegade.

Ford aproveitou o Salão para exibir o SUV médio Territory, projetado na China. Pela boa reação do público deverá importá-lo, mas este e provável versão de sete lugares têm grande chance de produção na Argentina. A onda SUV foi encapelada também pela CAOA Chery. Exibe os Tiggo 5X, 7 e 8 (este de sete lugares).

Três fabricantes apresentam e vão importar modelos elétricos. Os médios Chevrolet Bolt (R$ 175.000) e Nissan Leaf (R$ 178.400), além do compacto Renault Zoe (R$ 149.900). Apesar de recente redução de carga fiscal, ainda custam cerca do dobro de veículos convencionais equivalentes. Então, espere uma marolinha, não uma onda “elétrica”. Audi, CAOA Chery, Honda, Hyundai, Kia, Mercedes e VW também apresentaram modelos desse tipo. Lexus, por sua vez, anunciou que todo o seu portfólio de importados em 2019 será apenas de híbridos, solução mais coerente.

Supercarros drenam o máximo de curiosidade no Espaço dos Sonhos. Destaque maior para o Mercedes-Benz AMG One, modelo mais caro já exibido no Salão: quase R$ 12 milhões. Potência de 1.054 a 1.248 cv, torque ainda sob sigilo (motor é o mesmo da F-1) e apenas duas unidades reservadas ao Brasil. McLaren Senna não fica muito atrás com 800 cv por R$ 8,5 milhões. Nesse nível, há preços até “atraentes”: Ferrari 488 Pista, 710 cv (R$ 3,7 milhões) e Porsche 911 GT2, 700 cv (R$ 2,2 milhões).

Outra boa notícia anunciada no Salão: mais investimentos no País. BMW produzirá os novos Série 3 e X4, em Araquari (SC) e a Mitsubishi, o novo Eclipse Cross, em Catalão (GO).

ALTA RODA

Outubro, com mais dias úteis, ajudou no resultado de vendas de veículos leves e pesados. Anfavea já admite que o ano de 2018 será melhor que suas duas previsões ao longo do ano. No acumulado dos dez primeiros meses em relação ao mesmo período de 2017, venderam-se 2,1 milhões de unidades, 15,3% a mais. Estoques totais de 34 dias, dentro da normalidade.

Produção tem sido afetada por forte e abrupta queda do mercado argentino. Ainda assim está 9,9% acima do ano passado, na mesma comparação. Exportações mostram recuo de 10,9% em volume e 2,3% em valores. Em 2018, deverão ser produzidos 3 milhões de veículos, o que significa ociosidade em torno de 30%. Mínimo aceitável é de 20% (em dois turnos). 

Golf Variant é opção esquecida pelo mercado, porém altamente racional e muito agradável de dirigir, tanto em cidade quanto em viagens. Apenas os alemães, ao redor do mundo, ainda valorizam as stations, entre outros fatores por suas boas estradas. Nada que ofereça 605 litros no porta-malas tem comportamento dinâmico e desempenho semelhantes, na medida certa.

Mais uma combinação de tração elétrica. Mercedes-Benz anunciou que vai ceder, para frotistas específicos na Alemanha, unidades do GLC dotadas de pilha a hidrogênio e bateria recarregável em tomada. Programa de testes começará em 2019. Até hoje nenhum fabricante havia pensado em associar as duas opções. Empresa não informou o preço desse arranjo técnico.

Rodas de aço com supercalotas estilizadas e fixadas solidamente ao aro têm sido alternativa às rodas de liga de alumínio. Estas permitem desenhos mais ousados, mas custo é maior e diferença de peso tornou-se bem menor hoje (em alguns casos, as de aço são até 15% mais leves). Iochpe-Maxion produz 250.000 dessas rodas de aço, por ano, para dois carros e uma picape..






* Fernando Calmon - fernando@calmon.jor.br - é jornalista especializado desde 1967. Engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna Alta Roda começou em 1999. É publicada em O Brasil Sobre Rodas, WebMotors, Gazeta Mercantil e também em uma rede nacional de 52 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do site Just-auto (Inglaterra).Siga: www.twitter.com/fernandocalmon  - www.facebook.com/fernando.calmon2.

DANA LANÇA PORTAL COMPREDANA.COM.BR


Em mais uma ação para ampliar a sua atuação no mercado brasileiro de reposição automotiva e estreitar o relacionamento com os reparadores e profissionais de frotas de veículos, a Dana, uma das sistemistas líderes mundiais em tecnologia de transmissão, lança o portal compredana.com.br. O novo canal de venda terá à disposição do internauta a linha completa de componentes de reposição das marcas Spicer e Albarus, com tradicionais produtos de transmissão de força, vedação de motores e componentes de suspensão e direção.

Segundo Carlos Dourado, diretor de vendas de reposição da Dana para a América do Sul, o mercado de reposição é ainda mais estratégico para a empresa: "A partir do final de 2016 adotamos uma nova estratégia de atuação, com foco renovado no aftermarket brasileiro, reforçamos o relacionamento com o mercado e seguimos ampliando nossas linhas de produtos. Este é mais um importante passo para fortalecer e ampliar os canais de atendimento ao mercado, com conteúdo homologado pela Dana, direto dos nossos catálogos. O Canal da Peça se firma como alternativa relevante para o mercado, buscando ganhos de eficiência na gestão do inventário do varejo e trazendo facilidades para os compradores, o que é muito bem vindo," destaca o executivo.

O portal compredana.com.br adota a plataforma Canal da Peça (plataforma digital que indica onde se pode comprar peças de reposição no varejo brasileiro) e utiliza o catálogo oficial da Dana. Para facilitar e tornar mais rápida a consulta dos profissionais, as peças em cada categoria (transmissão, motor, suspensão e direção) são apresentadas com imagens individuais, código de identificação, nome, tipo de veículo e aplicação (automóvel, caminhão e ônibus), lojas com estoque disponível e preço da peça e do frete estimado. Há um link para o portal nos menus dos sites Spicer.com.br e Albarus.com.br e na área de Aftermarket do site Dana.com.br. Uma versão em App já está disponível para as plataformas Android e em breve estará disponível para iOS, bastando procurar por "Compre Dana" nas App stores. 

Secco Consultoria de Comunicação.

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BSS INAUGURA NOVA UNIDADE DE ATENDIMENTO PARA ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE BLINDADOS.


A BSS Blindagens – empresa líder do setor, com cerca de 11% de marketshare dos veículos de passeio e comerciais leves no Brasil e 30% entre os automóveis Premium (acima de R$ 200 mil) inaugurou nesta semana sua nova unidade de assistência técnica, que atenderá clientes da marca com mais agilidade e também aos proprietários de veículos blindados por outras fabricantes.

Serviços de revisões periódicas, reparos decorrentes de abalroamentos e de colisões, troca de vidros, acertos de eliminação de ruídos, entre outras demandas, serão oferecidos aos proprietários de veículos com proteção balística.

A BSS Blindagens ampliou a linha de produção em área adicional de 1.200 metros quadrados e, com isso, consolidar sua capacidade produtiva em 220 carros por mês. A empresa decidiu também alocar um novo galpão, de 2.100 metros quadrados, área destinada somente para os serviços de pós-vendas de blindados, da própria fabricação bem como de terceiros, ampliando – assim – a capacidade de atendimento de 300 carros/mês para 700 carros/mês.

Mário Brandizzi Neto, CEO e sócio da BSS Blindagens, lembra que “tão importante quanto blindar carros zero quilômetro, é oferecer serviços de pós-vendas. À medida em que a frota circulante aumenta, a assistência técnica passa a ser ainda mais essencial, assegurando a qualidade do patrimônio dos clientes”.

Segundo Brandizzi, “nossa previsão de vendas para 2018, no início do ano, era superar o nosso recorde de 1.583 veículos blindados de 2014. Devemos fechar o ano com 1.500 unidades blindadas, resultado a ser comemorado pois será o segundo melhor desempenho da história de 11 anos da BSS, diante de fatos políticos e econômicos pelos quais o Brasil passou este ano, como a instabilidade cambial - e nossos insumos de proteção balística veicular dependem sobretudo da moeda norte-americana -, fortes impactos da greve dos caminhoneiros, em maio, a Copa do Mundo, em julho, e as eleições gerais em outubro último”.

Fundada em junho de 2007, a BSS Blindagens já blindou mais de 10 mil unidades. Com esse número, a BSS é a maior blindadora do país, com cerca de 11% de marketshare. No segmento de automóveis Premium, a empresa detém mais de 30% de participação. A empresa produz, atualmente, tem capacidade produtiva de 220 veículos por mês. Emprega cerca de 200 colaboradores diretos e outros 200 indiretos

Textofinal de Comunicação Integrada.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

SETOR DE TRANSPORTES DEVE CRESCER ATÉ 40% COM BLACK FRIDAY E FESTAS DE FINAL DE ANO.


Com a chegada da Black Friday, data que inaugura a temporada de compras e consequentemente das festas de fim de ano, o volume de mercadorias, que movimenta as empresas de transportes e logística, aumenta significativamente.

Segundo a 4TRUCK, uma das principais fabricantes de implementos rodoviários do Brasil, a expectativa de crescimento nas vendas durante este período é de 40% em relação ao último trimestre do ano passado.

Entre as razões para a previsão da alta estão também o aumento do número de caminhões emplacados em 2018 e a expectativa de crescimento de 4,3% nas vendas do varejo no ano, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

"Por conta da Black Friday e das festas de final de ano, a aquisição de implementos rodoviários, como baús ou carrocerias para caminhões, dispararam nestes últimos meses. Nesta época do ano, as entregas de mercadorias ganham uma importância muito grande no mercado nacional e, para atender esta demanda, é importante que as empresas estejam com a frota toda em atividade, o que acaba influenciando positivamente na venda de novos implementos e também nas reformas de equipamentos usados", explica Osmar Oliveira, sócio-diretor da 4TRUCK, que também oferece serviços de reparos por meio do SOS Baú.

Ainda de acordo com Oliveira, o período de festas representa uma ótima oportunidades para empresas de diferentes tamanhos e segmentos, mas é preciso estar preparado para colher os frutos que a data oferece.

Fundada em 2012, a 4TRUCK é uma indústria localizada em Guarulhos (SP), com foco no desenvolvimento e produção de implementos rodoviários para o transporte de cargas (baús e carrocerias) e unidades móveis para toda linha de comerciais leves e caminhões sobre chassi. Em apenas seis anos se tornou uma das principais fabricantes de implementos rodoviários do país e atualmente também é referência em soluções sobre rodas para prover mobilidade em negócios diversos

JEEP® EXIBE A MAIS COMPLETA LINHA DE SUVS NO 30º SALÃO INTERNACIONAL DO AUTOMÓVEL DE SÃO PAULO.


Marca da FCA exibe as novidades da gama mais desejada de SUVs do mercado, com as evoluções da linha 2019 de Renegade e Compass.


Há quatro anos, a Jeep® apresentava de forma grandiosa no maior palco do universo automotivo brasileiro o Jeep Renegade, que reinventou o segmento de SUVs compactos. Em 2016, foi a vez de apresentar o Jeep Compass, modelo que solidificou imediatamente a marca na liderança do mercado de SUVs e há mais de um ano é o utilitário-esportivo mais vendido do país.

Desde a inauguração em 2015 do Polo Automotivo Jeep, em Pernambuco, a fábrica mais moderna do grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA) no mundo, já foram emplacados no Brasil mais de 270 mil veículos da marca que criou o SUV.

Agora, na 30ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, a Jeep destaca seu grande momento de consolidação como a marca mais competitiva no segmento que mais cresce no mercado nacional. A Jeep está no quarto ano consecutivo de crescimento significativo, com alta de 22,4% sobre 2017, bem maior do que a indústria de automóveis como um todo (13,5%).

Portanto, a trilha continua e o estande da Jeep no São Paulo Expo mostra tudo o que vem pela frente, com a mais completa gama de SUVs do mercado.

Novo Renegade



O SUV compacto que reinventou o segmento chega à linha 2019 com evoluções em design, conectividade, tecnologia, capacidade, segurança e equipamentos. Como os novos faróis de LED e a maior tela multimídia do segmento, de 8,4 polegadas, compatível com Android Auto e Apple Car Play. E preços ainda mais competitivos.

O Jeep Renegade continua sendo o único no segmento a não derivar de carro de passeio e a ter motor a diesel, câmbio de nove marchas, tração 4x4 com reduzida, controle de descida e seletor de terrenos, além da suspensão independente nas quatro rodas em todas as versões.

Compass



Veículo nacional com mais tecnologias de condução autônoma e há mais de um ano à frente do mercado geral de SUVs no país, o modelo já superou a casa de 100 mil unidades vendidas e recebeu mais conteúdos em todas as versões da linha 2019, além de novas rodas e cores.

Nas configurações de topo, Limited (Flex e Diesel) e Trailhawk (somente Diesel), o sistema de estacionamento semiautomático Park Assist virou de série, assim como a partida remota do motor pela chave, extremamente útil para deixar a ampla e bem acabada cabine na temperatura ideal antes de entrar.

Novo Wrangler



A nova geração do veículo que mais bem materializa o espírito Jeep estreia no Brasil em grande estilo. Conhecido também pelo código JL, o Novo Jeep Wrangler traz ainda mais da incomparável capacidade off-road, maior uso de alumínio na carroceria, mais tecnologia e conectividade na cabine e um conjunto mecânico inteiramente novo. Tudo com design renovado mas ainda fiel às origens.

Agora, o Wrangler conta com o inédito motor 2.0 turbo, com injeção direta de gasolina, que rende 272 cv e 40,8 kgfm. Combinado a ele está um moderno câmbio automático de oito marchas e a tração 4x4 com caixa de redução.

O Novo Jeep Wrangler estará disponível no primeiro semestre de 2019 nas carrocerias de duas e quatro portas (Unlimited), incluindo – pela primeira vez no país – a versão Rubicon, com uma série de upgrades para o off-road pesado.

Renegade Willys



O Salão do Automóvel também é palco para a apresentação desta futura edição limitada do Renegade, que homenageia a marca que criou os primeiros Jeep. A base será a versão Trailhawk, mas com vários diferenciais de estilo. A exemplo das inscrições “Willys” nos para-lamas dianteiros e “4-Wheel Drive” na tampa traseira, como era comum nos antepassados do Renegade.

A pintura da carroceria será Verde Recon, combinada a várias peças externas com acabamento escuro, como as rodas, emblemas, molduras de grade e para-choques e capas de retrovisores. Tonalidades que contrastam com a estrela branca nas colunas C, também bordada nos encostos dos bancos dianteiros.

Compass S



A próxima série especial do SUV mais vendido do Brasil o coloca como um exemplo de sofisticação. O ponto de partida foi a versão Limited Diesel 4x4 com uma pintura exclusiva, na cor Deep Brown, combinada a vários itens escuros (rodas, logotipos, frisos etc.) que normalmente seriam cromados.

O Jeep Compass S também terá de série o pacote de tecnologias de condução autônoma formado por controle adaptativo de velocidade (ACC), aviso de colisão frontal com frenagem automática (FCW+) e monitoramento de mudança de faixa com correção ativa (Lane Sense). Além do Park Assist, que já equipa todo Compass Limited e Trailhawk na linha 2019.

B-Ute



Show car funcional desenvolvido em conjunto com a Mopar para a edição mais recente do evento anual  Easter Jeep Safari, em Moab (EUA), no final de março, o B-Ute é um Jeep Renegade desenhado para uso fora de estrada pesado mas sem perder a praticidade.

Novo Cherokee



Em avaliação para voltar ao mercado brasileiro, o Novo Jeep Cherokee também faz a primeira aparição no país, poucos meses depois de ser lançado na América do Norte. O modelo, que também ganhou o novo motor 2.0 turbo de 272 cv, exibe uma extensa reestilização.

Tanto na dianteira quanto na traseira, os novos conjuntos óticos com extenso uso de LED e os novos para-choques renovaram o estilo único do Cherokee. No interior, o console central foi redesenhado, com o reposicionamento do hub de conectividade, o que aumentou o espaço do porta-objetos.

Grand Cherokee



Topo da gama Jeep, o SUV grande segue à venda nas concessionárias da marca no território nacional, em versão única, Limited, com dois motores V6: o Pentastar de 3,6 litros a gasolina e o 3.0 turbo diesel. A transmissão é sempre automática de oito marchas, com tração integral Quadra-Trac II.

Na longa lista de equipamentos, vale ressaltar sete air bags, teto solar panorâmico, bancos dianteiros elétricos com aquecimento e ventilação e o conjunto de entretenimento, composto pela central Uconnect com visor de 8,4” no painel, duas telas traseiras de 9” com entradas HDMI e fones de ouvido sem fio e som premium com nove alto-falantes e um subwoofer.

AÇÕES ESPECIAIS


Além de todos esses SUVs, o estande da Jeep tem mais atrações. Uma delas é o Jeep Studio Tattoo que, como o nome já diz, é um salão de tatuagem –  aberto ao longo de todos os dias do evento. Para poder ter acesso a ele, é preciso estar cadastrado no clube de relacionamento Jeep Nation, o que pode ser feito ali mesmo no local. Os tatuadores, do estúdio Black Ball Tattoo, estão livres pra realizar diversas opções de desenhos – incluindo alguns relacionados à Jeep. Até um Compass pode ser tatuado durante o Salão do Automóvel.

Campeã de vendas entre as lojas do Salão do Automóvel de São Paulo nas últimas duas edições, a Jeep Gear está presente com nova coleção e layout com a cara da marca – dividindo espaço com a Mopar. Destaque para o lançamento da linha de calçados, como tênis e chinelos, que se somão às camisas, bonés, carteiras, bolsas, mochilas, chaveiros e outros itens que só reforçam o estilo de vida da marca Jeep.

Fiat Chrysler Automóveis.

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terça-feira, 13 de novembro de 2018

CONVERSA DE PISTA.
Por Wagner Gonzalez*

F-1 EM INTERLAGOS: O QUE MUDOU EM 47 ANOS?


Largada do GP em 1972, não válido para o campeonato: arquibancadas lotadas. Foto: Racing Online.

O primeiro GP sem brasileiros no grid e os novos bastidores


De arquibancadas lotadas à espaços reduzidos nos meios de comunicação e do controle-quase-censura à aceitação das redes sociais, muita coisa mudou nos 47 anos que a F-1 visita o Brasil anualmente. O País com oito títulos mundiais – quase nove se você considerar a temporada de 2008 –, hoje desenvolve uma relação com a categoria que reflete diretamente os valores que se praticam neste circo cada mais vez mais mundial e cada vez menos razão de viver de todo e qualquer piloto com expectativas de se tornar profissional. E é nesse contexto que a categoria segue crescendo e disputas mal resolvidas ainda caracterizem os mais novos façam relembrar nomes consagrados.

Bernie Ecclestone segue circulando no meio do circo que consolidou mundialmente. Foto: Getty Images/RBCP.

Falar da F-1 em números frios é algo politicamente correto demais para quem segue entendendo o automobilismo como esporte. Ns era de Bernie Ecclestone, que aparece na foto de abertura entre os dois comandantes da Red Bull, tudo girava estrita e cruelmente em faturamento. Por mais que os mandamentos do marketing e do show business  ganhem espaço na categoria, a aura de desafio e realizar manobras que beiram o inacreditável, tudo isso mesclado com uma boa pitada de aristocracia, ainda são características de uma atividade que movimenta milhões de qualquer moeda e gera milhares de empregos mundo afora há várias décadas.

Condecorado com o título de "Sir", Jackie Stewart é o exemplo de marketing na categoria. Foto: Rolex.

Um personagem que caracteriza isso muito bem é Jackie Stewart: aos 79 anos ele continua explorando muito bem a fama que construiu no período entre 1965 e 1973. Poucos se lembram do seu início na BRM, onde se impôs frente a Graham Hill, um dos playboys mais "família" e mais rápidos que a F-1 já conheceu, mas 50 anos depois disso ele segue cultivando a imagem de embaixador para diversas grifes, como a Rolex. E foi em uma recepção da marca que o escocês comentou como vê a categoria na era pós-Bernie:

"Você conhece o Bernie, sabe como ele controlava a F-1. A Liberty Media tem uma visão diferente, eu diria que mudou uns 50%. Em vez de fechar, eles querem se abrir para o mundo e em 2020 teremos uma corrida no Vietnam. A cultura dessa empresa vem do show business, música e do entretenimento, por isso estão abrindo possibilidades. Essa é a grande mudança."

Traçado urbano de Hanói será usado no GP do Vietnam de 2020 e tem reta de 1,5 km. Foto: F1.Com.

Uma das maiores mudanças da atualidade é a ampliação do campeonato, que este ano teve 21 etapas e, pela primeira vez na história, três delas disputadas em três fins de semana consecutivos (24/6, França; 1/7, Inglaterra e 8/7, Áustria), prática que foi reprovada pelas equipes. Se isso não se repetirá, a temporada de 2019 segue com 21 provas e é provável que em 2020 a lista chegue aos 22 com a inclusão de uma etapa em Hanói. Uma outra corrida no sudeste asiático e um segundo GP  nos Estados Unidos são outras possibilidades factíveis.

Nesse contexto o GP do Brasil parece seguro: em breve haverá uma nova reforma nas instalações do autódromo José Carlos Pace que, a partir de 2020 receberá também uma prova do Campeonato Mundial de Resistência, o WEC. Por um lado, isso afasta a possibilidade de Interlagos ser desativado, como queria o ex-prefeito João Dória Júnior, o que é bom. Por outro, levanta a questão da necessidade de tantas reformas no circuito sem nunca ter sido obtido um resultado satisfatório para os usuários nacionais, o que é ruim. Que as próximas mudanças sejam mais definitivas e funcionais e menos destino de alterações cosméticas passíveis de ensejar questionamentos é a vontade dos eleitores que usam Interlagos dentro do fim para o qual ele foi construído.

Sergio Sette Câmara será piloto de testes da McLaren e deve disputar a F-2 por mais um ano. Foto: Miguel Costa Jr.

Questionamento é o que não faltou no fim de semana de Interlagos, em particular dois temas: a ausência de pilotos brasileiros no grid e a manobra que tirou o holandês Max Verstappen da liderança da prova. No primeiro caso os anúncios de Sérgio Sette Camara e Pietro Fittipaldi como pilotos de teste para as equipes McLaren e Haas, respectivamente, abrem espaço para que em situações excepcionais ambos possam alinhar em uma corrida em 2019 ou, mais factível, disputar com chances reais uma vaga de titular em 2020. Na McLaren a aposta seria para substituir Carlos Sainz Jr: Lando Norris, o outro piloto do time para o ano que vem, é cria da casa e deverá ser mantido sem maiores questionamentos.

Pietro Fittipaldi faz seu primeiro teste pela Haas após o GP de Abu Dhabi, em duas semanas. Foto: Haas.

Já na Haas as chances de Fittipaldi parecem mais palpáveis e os motivos são claros: os pilotos atuais estão distantes de preencherem 100% das necessidades do time, a ligação de Pietro com o grupo Telmex pode significar um aporte financeiro importante para o time norte-americano e o chefe de equipe Gunther Steiner já sinalizou que espera preferência no programa de corridas do brasileiro nos próximos 12 meses. Mais do que isso deixou claro que sua contratação nada tem a ver com seu sobrenome: "Se quiséssemos fazer marketing teríamos chamado o Emerson..."

Já o segundo tema não teve o mesmo cenário de objetividade e fez renascer um assunto no qual é difícil separar paixão da razão e da frieza. Estebán Ocón e Max Verstappen já se estranharam na pista em várias oportunidades, particularmente quando disputaram a F-3, três temporadas atrás. Verstappen chegou mais cedo à F-1 por ter caído nas graças de Helmut Marko e, consequentemente, da Red Bull. Ocón teve um caminho mais longo e menos brilhante ao conseguir vaga na mais modesta Force India, onde não se intimidou com a presença do mais experiente Sérgio Pérez.

Na temporada de 2014 Ocón e Max dividiram o pódio em várias corridas, como em Pau, na França. Foto: FIA F3.

Tanto o franco-catalão quanto o holandês já se envolveram em inúmeras disputas de posição nem sempre indeléveis, a julgar pelas marcas deixadas em seus carros. As manobras de Verstappen ganharam proeminência por ele estar lutando por posições dianteiras; muitas artes de Ocón foram contra seu próprio companheiro de equipe e caracterizaram uma paridade de desempenho poucas vezes vista na categoria. O arrojo do piloto da Red Bull, no entanto, foi sempre mais pronunciado que o do rival da Force India.

Hora da pesagem em Interlagos lembrou cenas das grandes lutas de box. Foto: F1.com.

Verstappen lembra, em muitos aspectos, Ayrton Senna em início de carreira: chegou chegando, ignorou o status quo de nomes consagrados e sempre deixou claro que considera estar em vantagem em qualquer situação de corrida. Essa atitude funciona na maioria dos casos, mas cobra um preço alto: constrói a fama de irresponsável e temerário, pechas que serão diluídas apenas com a conquista de títulos mundiais. Senna venceu três títulos; Gilles Villeneuve, um dos mais arrojados de todos os tempos, é talvez o único que até hoje conquistou seu habeas corpus mesmo sem sagrar-se campeão. Importante lembrar que o canadense, pai de Jacques (campeão mundial de 1997), nunca foi acusado de ser desleal.

Ocón preparou o ataque a Verstappen no início da reta dos boxes. Foto: Getty Images/RBCP.

O episódio entre Ocón e Verstappen não teve início na freada para o S do Senna nem no momento em que seu carro recebeu pneus mais novos e de composto mais macio, o que lhe dava maior vantagem nas curvas. O começo dessa história está na antiga rivalidade entre ambos, na necessidade de o primeiro mostrar que não se intimida com o antigo rival, e na imaturidade do segundo. Verstappen tinha muito mais a perder naquela situação e perdeu uma vitória que parecia certa e que merecia, até então. De volta aos boxes, os dois se encontraram no box onde a FIA fez a pesagem dos pilotos e o holandês empurrou o rival três vezes. Mais maduro e com cinco títulos no currículo, Lewis Hamilton aproveitou a tragédia que aconteceu na e teve um dia de glória ao vencer em Interlagos e garantir à Mercedes o título de construtores, honrando a fleuma inglesa e a frieza teutônica.

Vitória de Lewis Hamilton assegurou título de Construtores para a Mercedes. Foto: Mercedes.

O resultado completo do GP do Brasil você encontra clicando aqui.





* Wagner Gonzalez é jornalista especializado em automobilismo de competição, acompanhou mais de 350 grandes prêmios de F-1 em quase duas décadas vivendo na Europa. Lá, trabalhou para a BBC World Service, O Estado de S. Paulo, Sport Nippon, Telefe TV, Zero Hora, além de ter atuado na Comissão de Imprensa da FIA. Atualmente é diretor de redação do site Motores ClássicosTwitter: @motclassicosFale com o Wagner Gonzalez: wagner@beepress.com.br.


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